VOCÊ  PODE ESTAR CAUSANDO MAL AO SEU FILHO SEM SABER.

Por Selma Flavio

Muita gente pensa que a alienação parental começa com o divórcio, mas se engana, começa muito antes disso, começa desde o  momento que julgamos o nosso parceiro e estimulamos o filho a tomar partido. Seja como vítima ou como superior ao outro.

A doença e o desequilíbrio do seu filho estarão sendo provocados pelo conflito velado do casal.

Ainda casados e sem conflito aparente  se tem a propensão a levar os filhos a tomarem as suas escolhas equivocadas, quando tomamos essa postura, levamos nossos filhos a ruína de suas vidas.

Ao excluir um dos pais ou o mal dizer de um deles, tira a força de vida dos pequenos.

Esse ato pode causar doenças emocionais e dificuldades no seu aprendizado. Como também TDH, doenças infantis, crianças agitadas, medrosas, jovens adultos que não saem de casa para morar sozinhos, com dificuldades nos relacionamentos, jovens indecisos, adultos que não tem força para se jogar na vida para decidir uma profissão e seguir um caminho.

“  Ao mesmo tempo em que ama, a criança sofre, pois sacrifica sua saúde e isso não ajuda em nada, ou seja, a atitude heroica do pequeno ser não é capaz de salvar seus pais. Mas ela está disposta a garantir o bem-estar dos que ama a todo custo, mesmo que precise morrer, afinal, assim ela acredita que está garantindo que o outro fique vivo. – Bert Hellinger chamou de “amor cego”.              

Bert Hellinger

Uma criança é capaz de morrer, se colocar em posição de perigo, com a intenção inconsciente em ser o salvador do casamento dos pais, pense nisso!

Ao realizarmos os movimentos sistêmicos, vamos perceber que pode existir uma alienação parental dentro do sistema.

Percebemos ao observar o movimento da mãe que não deixa o filho tomar o pai, falando mal do pai, comparando os traços negativos, induzindo o filho a ter raiva, e se colocando como vítima.

A solução pode estar em entender que os  conflitos são questões do casal, para serem resolvidos entre eles e não colocar o filho no meio, caso contrario, ao mal falar, estamos também rejeitando parte desse filho, dizendo a ele, que também o odeia, afinal 50% do DNA é do pai. É como algo que grita lá dentro, eu também te odeio, você é tão fraco quanto seu pai. Assim, tiramos a força do filho para o mundo. Da mesma forma o pai que fala mal da mãe, que a desmerece , que a enfraquece, enfraquece o filho também.

Instigar a um filho a tomar partido ou se colocar na posição de que é melhor que o outro, destrói a essência vital da criança.

O pai leva a força do impulso da vida para a criança, o joga para a vida, para que realize, tenha atitude, para que comece algo, para desbravar o mundo. A mãe traz a prosperidade, a vida no seu âmbito maior. Quando não conseguimos tomar os pais, somos indecisos e vulneráveis, se sua criança interna ainda é ferida, ainda estará doente.

⁠“Somente quando estamos em sintonia com o nosso destino, com os nossos pais, com a nossa origem e tomamos o nosso lugar, temos a força.”                                                                                                       

Bert Hellinger 

Se essa consciência é tomada, muito dos conflitos dos filhos serão apaziguados.

Assista ao vídeo e compreenda na integra esse movimento.

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como está a saúde do filho

Você sabe o que é alienação parental, você sabia que ela começa muito antes da separação?

É a manipulação psicológica em uma criança em mostrar medo, desrespeito ou hostilidade injustificados em relação ao pai/mãe ou outros membros da família do parceiro.

Em poucas palavras, é colocar a criança contra qualquer pessoa do grupo familiar do seu companheiro(a) ou ex-companheiro(a), prejudicando o seu vínculo afetivo, para que a criança fique apenas a seu favor.

Nessa situação a criança é obrigada a tomar partido, tirando a sua posição de filho, forçando a julgar um dos pais. Quando isso acontece, você está dizendo a criança que não gosta de 50% dela, – pois ela é o resultado da união do casal.

“O homem dever reconhecer que a família da mulher, apesar de diferente, tem o mesmo valor que a sua. E a mulher tem que reconhecer que a família do marido, embora seja diferente da sua, também tem o mesmo valor.”

Bert Hellinger -2016

Quando Bert diz a família do companheiro deve ser reconhecido, ele sugere que devemos reconhecê-los como família de nossos filhos. Olhar com respeito sem menosprezar diante a criança.

Em consequência a criança inconscientemente também passa a se rejeitar, não gostar parte de si, se rejeita da mesma forma que você rejeita o companheiro(a).

A alienação parental começa muito antes da separação, começa quando o relacionamento não vai bem e um dos pais já faz a manipulação do filho a  seu favor.

Um jogo grave e perigoso, onde as consequências maiores se projetam na saúde mental do seu filho. Podemos ter crianças com baixa de autoestima, depressivas, agressivas, com doenças físicas e muito mais.

Na gravidade da situação, uma criança é capaz de tentar salvar o casamento dos pais, desenvolvendo uma doença grave.

Deve estar se questionando, como é difícil não mostrar a insatisfação para o filho, principalmente em casos em relacionamentos abusivos com agressividade.

Sei o quanto é difícil, tente pelo menos não comentar na frente do filho, não jogar as frustações na criança, principalmente nas primeiras fases da vida, o que existe entre os adultos precisam ser resolvidos entre os adultos. Mantenha-o o mais parcial possível e procure ajuda terapêutica.

Para poder tomar decisões assertivas, cuidando também do seu emocional, ajudando a preservar a saúde emocional do seu filho. A separação muitas vezes é o melhor caminho, fazê-lo de forma saudável é a melhor solução para todos. Pois, todos estão adoecidos.

Selma Flavio – Psicoterapeuta/Constelação Familiar

“O pai está sempre presente na criança. Quando eu rejeito o pai, rejeito também a criança. A criança sente isso e fica dividida. Não pode ficar completa.”

Bert Hellinger no livro “A fonte não precisa perguntar pelo caminho”

Veja o vídeo e entenda


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