COMO TRABALHAR OS SENTIMENTOS NEGATIVOS NOS RELACIONAMENTOS

O amor é sempre belo no começo, pois você não deixa que as suas energias destrutivas o afetem. No início você investe as suas energias positivas no amor; o casal combina as suas energias de modo positivo e as coisas vão de vento em popa. Mas, depois, pouco a pouco, as energias negativas começam a transbordar; você não pode retê-las para sempre.

E depois que a sua energia positiva chegou ao fim, a lua de mel termina e começa a parte negativa. Então o inferno abre as suas portas e a pessoa não consegue entender o que está acontecendo. Uma relação tão bonita, por que está indo por água abaixo?

“Se a pessoa está alerta desde o início, é possível salvar a relação. Derrame sobre ela as suas energias positivas, mas lembre-se de que cedo ou tarde o negativo começará a vir à tona. E quando o negativo começa a aparecer, você precisa liberar a energia negativa quando estiver sozinho.”

Tranque-se num quarto e dê vazão a toda essa energia; não há necessidade de despejá-la sobre a outra pessoa. Se quiser gritar alto e ficar com raiva, entre num quarto e feche a porta — grite, fique furioso, bata num travesseiro. Pois ninguém deve ser tão violento a ponto de atirar coisas nas outras pessoas. Elas não fizeram nada contra você, então por que você deveria atirar coisas nelas?

É melhor atirar tudo o que é negativo numa lata de lixo. Se se mantiver alerta, você se surpreenderá ao ver o que pode ser feito; e depois que o negativo for liberado, o positivo voltará a transbordar. O negativo só pode ser liberado na companhia do parceiro numa etapa posterior do relacionamento, quando ele já estiver muito bem estabilizado.

E mesmo assim, isso só deve ser feito como medida terapêutica. Só depois que os parceiros de uma relação estiverem muito alertas, muito positivos, consolidados num único ser e capazes de tolerar — e não apenas tolerar mas usar a negatividade do outro —, eles podem concordar em que já está na hora de serem negativos juntos também, como medida terapêutica.

Nesse caso, também, “a minha sugestão é que deixem que isso seja algo muito consciente, não inconsciente; deixem que seja muito deliberado. “Façam um acordo de que, toda noite, durante uma hora, vocês serão negativos um com o outro — façam disso um jogo —, em vez de serem negativos em qualquer lugar, a qualquer hora.

Porque as pessoas não são muito alertas — durante 24 horas elas não são —, mas durante uma hora vocês podem se sentar juntos e serem negativos. Aí será um jogo, será como uma terapia em grupo! Depois de uma hora, vocês dão a coisa por encerrada e não levam mais nada adiante, não deixam que isso interfira no seu relacionamento.

  • O primeiro passo: o negativo deve ser extravasado quando você estiver sozinho.
  • O segundo passo: o negativo deve ser extravasado num determinado horário, com o acordo de que ambos liberarão o negativo.

 

  • Só no terceiro estágio vocês dois podem ser realmente naturais, pois não haverá receio de prejudicarem o relacionamento ou se magoarem. A essa altura, vocês poderão ser positivos e negativos, e ambos têm a sua beleza, mas só no terceiro estágio.

 

 

Num determinado ponto do primeiro estágio, você começará a sentir que agora a raiva não irrompe mais. Você se sentará diante do travesseiro e a raiva não tomará conta de você. Isso leva alguns meses, mas um dia você descobre que ela não está mais fluindo, passou a não ter mais sentido, você não consegue mais ficar com raiva sozinho. Nesse ponto termina o primeiro estágio.

  • Mas espere até que a outra pessoa também sinta se o primeiro estágio chegou ou não ao fim. Se o primeiro estágio do parceiro também estiver completo, então o segundo estágio começa. Então, por uma ou duas horas — seja de manhã ou à noite, você decide — você estabelece um horário para expressar os seus sentimentos negativos deliberadamente.

Faça isso como se fosse um psicodrama, de modo impessoal. Você não precisa ser agressivo — você descarrega o que sente, mas não sobre a pessoa. Na verdade, você está simplesmente extravasando a sua negatividade. Não está acusando o outro, não está dizendo, “Você é ruim!”; está simplesmente dizendo, “Eu estou achando você ruim!” Não está dizendo, “Você me ofendeu!”; está dizendo, “Eu me senti ofendido!”

Isso é totalmente diferente, é um jogo deliberado; “Eu estou me sentindo ofendido, por isso descarrego em você a minha raiva. Você é a pessoa mais próxima de mim, por isso me serve de desculpa”. E o outro faz o mesmo.

Chegará um momento em que, mais uma vez, você descobrirá que essa negatividade deliberada não funciona mais. Vocês se sentam juntos durante uma hora e nada vem à tona em você, nem no seu parceiro. Então o segundo estágio está acabado.

  • Agora vem o terceiro estágio, e o terceiro estágio dura a vida toda. Agora vocês estão prontos para serem positivos ou negativos à medida que esses sentimentos aflorarem;vocês podem ser espontâneos.

“É assim que o amor se torna um relacionar-se, torna-se uma qualidade do amar, torna-se o estado natural do seu ser.”

Osho

 

 

Ajuda terapêutica, para compreender seus relacionamentos e melhorar.

Selma Flávio – Terapias – http://www.selmaflavio.com.br

OS HÁBITOS QUE NOS TORNAM INFELIZES

Em algum momento, todos nós já nos queixamos da vida e de toda tristeza que sentimos. Mas reclamar não adianta; o importante é mudar os hábitos que nos tornam infelizes.

Ingratidão

Existem muitas coisas dais quais não gostamos, sonhos que não conseguimos realizar e experiências que deixaram um sabor amargo na boca. Não importa se você acredita que a sua vida é ruim ou se recebe muito menos do que merece, ser grato não significa estar conformado com o que temos, mas agradecer as oportunidades recebidas e continuar buscando tudo o que desejamos.

Para deixar de ser tão infeliz, pare de reclamar daquilo que você não tem e dê valor as oportunidades recebidas. Lembre-se de que, neste momento, alguém está lutando para conseguir o que você já tem.

Pare de evitar as mudanças

A mudança é um aspecto natural da vida e a vivenciamos todos os dias. Ela nos permite melhorar e alcançar nossos objetivos. No entanto, o medo e o comodismo são fatores que podem evitar nosso crescimento. Qualquer situação boa ou ruim que vivemos hoje pode nos levar a um futuro melhor; basta permitir que a mudança aconteça.

Aprenda a viver no presente

Algumas pessoas passam a vida vivendo em outro tempo e lugar. Alguns se arrependem ou se lamentam do passado, pelas oportunidades perdidas ou pelas decisões tomadas. Outros vão mais longe e pensam no trabalho que desejam, imaginam as decisões que tomarão e se animam com que o futuro lhes trará. É importante planejar e traçar metas para o futuro, mas não podemos nos esquecer do presente.

Temos que aprender a viver aqui e agora. Não vale a pena pensar no que já foi e nem mesmo no que virá. As pessoas felizes sabem que devem aprender a viver no presente e tomar as decisões que as levarão para o futuro que desejam.

Cuidado com a autossabotagem

Ninguém pode nos derrubar de forma tão eficiente como nós mesmos. Nossa mente é a arma mais poderosa que temos, e quando a usamos indevidamente, é a mais destrutiva. Devemos prestar atenção aos nossos pensamentos e ao que dizemos a nós mesmos. As pessoas felizes são capazes de dominar a sua mente, de modo que os pensamentos negativos não têm espaço por muito tempo. Ouça a sua conversa interior e substitua os pensamentos negativos por positivos.

Aparentar o que não é

Um dos desafios mais difíceis da vida é reconhecer e aceitar quem realmente somos.Sempre haverá alguém mais alto, mais inteligente ou mais rico que nós, e contra isso não podemos fazer nada. O que nos torna únicos e especiais são as nossas características e individualidade.

Todos esses hábitos são baseados nas decisões que tomamos diariamente na nossa vida. É nossa responsabilidade ser feliz ou infeliz. Tome a decisão de ser feliz e siga em frente.

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Fonte: A Mente é Maravilhosa

Ser boazinha ou ser feliz???

Você quer ser boazinha ou quer ser feliz?

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Lembro-me como se fosse ontem: eu sentada no carro com meus pais, aos sete anos. Ao meu lado, no banco traseiro, estava a minha irmã mais nova.

O meu pai fumava na época e, todas as vezes que ele acendia o cigarro enquanto dirigia inevitavelmente um pouco das cinzas voavam na gente no banco de trás. Neste dia, era a minha irmã que estava sentada atrás dele. Ela sentiu as cinzas voando nela e reclamou para ele.

Com apenas cinco anos ela já sabia o que queria, e ela não queria cinzas de cigarro em suas roupas. O meu pai ficou bem bravo e disse uma frase que possivelmente norteou a minha vida por anos. Ele disse “Quando as cinzas caem nela, ela só sabe reclamar, que droga. A Andrea já não, nunca reclama de nada.”

Lembro que na época senti muito, muito orgulho de mim. Eu, uma boa menina, que não reclamava de nada, nem de cinzas de cigarros na roupas, nem de não ter o que queria, nem de ser maltratada vez ou outra. Que moça boazinha eu era! E desde aquele dia, naquele carro, eu mantive a minha promessa de ser boazinha, não reclamar de nada, de sempre agradar ao meu pai e ao resto do mundo.

Hoje eu vejo o quanto esta escolha, ainda que com sete anos, me custou a vida toda. Custou relacionamentos amorosos, de amizade e até profissionais. Custou um tanto de autoestima, um naco bem grande, na verdade, e uma porção de sapos engolidos. Custou noites de sonos pensando em como eu era e como eu gostaria de ser. Custou sonhos, muitos deles.

Ser boazinha é como uma profissão em tempo integral (tipo 24 horas mesmo). Exige que você repense sempre tudo o que você está fazendo ou pretende fazer. Você quer comer massa, mas o seu namorado quer uma carne sangrando e tudo bem, lá vamos nós. Mesmo que você passe dois dias depois disso passando mal e isso lhe traga pelo menos, 2 quilos na balança.

Ou então, você quer ser enfermeira na África, mas sua mãe sonhou um casamento dos sonhos com direito a violinos e muitos netos. E lá vamos nós, munidas da nossa mais rica versão da boazinha, fazer tudo como o mestre mandou.

A boazinha não dá espaço para a nossa verdadeira personalidade. Não se pode ser boazinha e autêntica ao mesmo tempo. A boazinha simplesmente segue as regras e é recompensada por isso como um pequeno cão que ganha um petisco. E é só isso mesmo, um petisco, que se ganha.

Você sonha e saliva com o prato principal, mas parece que todo o mundo consegue e você não. Você vê as pessoas realizando sonhos malucos que você jura para você mesma que não estava nem sonhando.

Vê sua amiga se separar, perder sete quilos e pular de pára-quedas e pensa “ela é doida, como assim largar um homem tão bom?” Vira uma invejosa de plantão. Repara na roupa de todo mundo, principalmente aquelas que ousam usar a saia mais curta e o decote mais profundo, com indignação. Vê as pessoas como inimigas que estão o tempo todo tentando te desafiar. E estão mesmo, meu amor! Porque o Universo está tentando jogar na sua cara que você está cercada por um amor irreal, uma máscara de amorosa e mãe de todos que não serve para você.

Lá dentro pode se esconder uma vadia, uma prostituta, uma nojenta daquelas bem metidas, uma perua que torra o dinheiro do marido em Nova York, uma mafiosa, uma escrava do sexo ou qualquer coisa que seja suficientemente subversivo. Ser subversiva. Ai que delícia, não é? Não é maravilhoso para uma boazinha pensar em ser uma boazuda? Não é fantástico pensar em morar em Paris por seis meses, mesmo que você vá com a roupa do corpo e 29 euros emprestados? Não é legal poder ser aquela que reclama mesmo quando algo a incomoda e que nunca mais vai comer o prato errado no restaurante só pra não reclamar com o coitado do garçom?

Eu nunca gostei das cinzas na minha roupa. Na verdade, nem do cheiro fedido de fumaça que empesteava a casa. Mas eu não falava nada porque precisava ser perfeita. E esta perfeição me custou muito mais coisas do que eu poderia pagar. Agora, depois de alguns anos nessa vida, decidi que serei ruim, bem má! Daquelas que faz só o quer e o que pensa e que não quer agradar absolutamente ninguém que não seja a si mesma.

Nem o pai, nem a mãe, nem o estado, nem o imposto de renda, nem as lojas de departamento, nem sistema nenhum que eu não tenha inventado. Aliás, estou inventando o sistema eu de ser feliz e os outros que se virem com suas frustrações e medos em bons consultórios de terapeutas. E que nem apareçam no meu, porque eu não tenho paciência com boazinhas demais!

Sejamos mais autênticas sem medo. Porque a felicidade está em pequenos sonhos realizados, em pequenos pudins comidos no meio da dieta, em pequenas farras no shopping mesmo com o limite estourando, em romper com o que o mundo acha ideal e perfeito.

Até o dia em que você percebe que quer ser boazinha para você mesma e possa fazer suas escolhas com um verdadeiro e autêntico amor por você. Amar a si mesma, mesmo fora de todas as regras. A subversão, muitas vezes, é o tal prato principal.

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fonte Andrea Pavlovitsch – Via: Horóscopo Virtual

Cuide dos seus relacionamentos, de seus amores!

Preocupados com essas questões, criamos nosso primeiro encontro.

O encontro se destina a quem deseja curar seus relacionamentos, para casais, ou para solteiros que procuram um amor.

O objetivo é  proporcionar a oportunidade de se reconhecer nas relações, fortalecer o que já existe, e o que e porque atrai certos relacionamentos infelizes, e a solidão. O primeiro passo para conscientização no resgate de si,  a caminho da felicidade.

I – Grupo Inicial – respectivamente teremos novos grupos.

Juntos em 5 encontros:

  1. Quem eu sou, quem é o outro na relação.
  2. A identificação.
  3. Dinâmica.
  4. Feedback, com indicação de floral.
  5. Técnicas para lidar com as inseguranças.

Data prevista: 9 outubro 2014 – quinta-feira –  19h  – Local:  Rua Júlia Izar, 33 –  Praça Silva Romero – Tatuapé – São Paulo

Facilitadoras: Selma Flávio e Janete Pacificoh

Garanta seu lugar, vagas limitadas!

 

Solicite informações  – Inscrições abertas  –  clique aqui

 

Artigo

Uma visão sistêmica sobre relacionamentos humanos

1) O que alguém é: A nossa personalidade.

2) O que alguém tem: As posses e propriedades em geral.

3) O que alguém representa: Como os outros nos vêem.

Schopenhauer, filósofo alemão (1788-1860), dividiu a constituição humana em três determinantes fundamentais.

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Claramente, perseguimos em nosso cotidiano as duas últimas e negligenciamos um tanto a primeira. A necessidade de ostentação e a ansiedade pela boa opinião alheia são os motores da vida humana social, na busca de reconhecimento mútuo.

Mesmo as ciências ditas da psique, portanto interessadas no que “alguém é”, procuram integrar a personalidade no contexto dos relacionamentos humanos. Interpreta-se o indivíduo em relação aos demais e objetiva-se a boa convivência social.

A expectativa de felicidade própria é, assim, colocada em relação a algo externo (os bens materiais e/ou a aceitação social).

O medo do isolamento parece gerar a obsessão por relacionamentos, ainda que superficiais, e faz com que o primeiro item (o que alguém é) seja desprezado. Ora, é nele justamente que poderíamos embasar nossos relacionamentos.

Na medida em que desenvolvemos o entendimento de nós mesmos (o que nós somos – item 1), conseguimos desenvolver relações mais baseadas no entendimento de cada individualidade, em vez de na necessidade de reconhecimento mútuo (como os outros nos vêem – item 3). Ao contrário do que possa pensar o senso comum, um indivíduo mais conhecedor de si, mais atento ao seu interior, não se tornará mais isolado ou mesmo um misantropo…

Fonte:  demberg.com