– DAR E RECEBER NA RELAÇÃO

Essa frase carrega muito mais complexidade do que se imagina, pois sua ação o coloca na busca do equilíbrio do dar e receber.

Nos levando para dois parâmetros o dar e tomar, entre um casal pode coexistir a fatalidade qual um dos parceiros não aceite a moeda de troca que o outro tem a oferecer, por arrogância ou por medo. Gerando o desconforto, otimizando conflitos e levando a separação.

Ao mesmo tempo nem tudo que se recebe demais nos faz bem, nem tudo traz paz – então a pergunta é – O que você recebe demais, o que você dá demais?

Sentirá que está em equilíbrio quando esse movimento traz leveza de se estar com o outro. O amor precisa ser leve para estar bem.

Selma Flavio – Terapeuta Facilitadora em Constelação Familiar

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Independência

Independência é aceitar a si mesmo antes da aprovação alheia. 
É defender a própria verdade e ter humildade para mudar de opinião caso seja surpreendido por melhores argumentos. Ser independente é preferir ir ao cinema com alguém, mas não perder o filme por falta de companhia. É vibrar quando lhe abrem um champanhe, mas não deixar de comemorar sozinho se a sua alegria basta para o brinde. Ser independente é fazer tudo o que se gosta junto de quem mais se gosta, incluindo a si mesmo.

Martha Medeiros


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O Amor É Perigoso, o Sexo Não É Perigoso


“As pessoas que têm medo do amor não têm medo do sexo. O amor é perigoso; o sexo não é perigoso, pode ser manipulado. Há agora muitos manuais sobre como fazê-lo. Você pode manipulá-lo – o sexo pode tornar-se uma técnica. O amor nunca pode se tornar uma técnica. Se no sexo você tentar ficar no controle, então nem o sexo o ajudará a alcançar o derradeiro. Irá até um certo ponto e você retrocederá, porque em algum lugar ele também precisa de uma rendição.
 O AMOR NAS ESTRELAS
É por isso que o orgasmo está se tornando mais e mais difícil. A ejaculação não é orgasmo, dar à luz a crianças não é orgástico. O orgasmo é o envolvimento do corpo total: mente, corpo, alma, tudo junto. Você vibra, o seu ser completo vibra, dos pés à cabeça. Você já não está no controle; a existência tomou posse de você e você não sabe quem é. É como uma loucura, é como o sono, é como meditação, é como a morte.”
Osho, Returning to the Source

Enquanto o amor não vem

Haverá um momento em sua vida em que o amor vai chegar. Antes disso, você terá feito tudo o que podia, tentado tudo o que podia, sofrido o quanto podia e desistido muitas vezes. Mas o amor é uma coisa engraçada. Ele nos encontra nas circunstâncias mais incomuns, no momento mais improvável. A verdade é que o amor está dentro de você. É você quem, primeiro, tem que tomar posse dele.

Queremos tanto receber amor e aceitação que às vezes somos capazes de fazer qualquer coisa. Nem a vida nem o amor exigem que as pessoas desistam de sua dignidade, autoestima, objetivos de trabalho, programa favorito de televisão ou bom-senso. Por algum motivo, nem sempre entendemos isso direito. Achamos que podemos nos unir a outras pessoas antes de nos unirmos a nós mesmos. Isso é absolutamente impossível.

Quanto mais amor dermos, mais amor iremos receber. Pode ser que você não receba amor daqueles para quem você dá — mas tenha certeza de que o amor sempre volta para aqueles que o dão livre e corajosamente, sem condições ou expectativas. Um aspecto do amor incondicional é ser capaz de se dar sem expectativas de retorno ou recompensa. Não devemos esperar nada em troca do amor que damos, nem mesmo amor.

As coisas mais comuns que fazemos quando estamos procurando amor (e há um grande risco de que elas criem situações dolorosas):
– Todos os sinais indicam que esta não é a pessoa certa, mas continuamos insistindo
– Por medo de ficarmos sozinhos, ou por acreditarmos que não podemos ter o que queremos em um relacionamento, aceitamos a primeira pessoa que aparece, apenas para sermos abandonados, derrotados, enganados ou engravidadas
– Quando alguém é gentil conosco ficamos sem saber como dizer não para essa pessoa, mesmo quando percebemos que ela não é quem queríamos que fosse
– Forçamos uma pessoa a ficar conosco ou lhe damos um ultimato, e como a pessoa não sabe como dizer não, ela fica conosco… por algum tempo
– Quando outra pessoa demonstra interesse por nós, correspondemos sem verificar profundamente se encontramos quem queríamos
– Decidimos acreditar que nossos parceiros não farão conosco o que fizeram com outras pessoas
– Permanecemos em um relacionamento mesmo estando infelizes e mesmo quando o parceiro não demonstra interesse em superar as dificuldades

No instante em que ouvir as palavras “Eu prometo…” ou “Juro que vou…”, preste atenção! Esse tipo de informação nos notifica que não podemos confiar no que está sendo dito. Promessas e juras são um sinal garantido de que o nível de confiança exigido para manter um relacionamento saudável não existe. As pessoas sempre demonstram suas intenções e suas expectativas através de seus atos. Você deve escutar o que as pessoas fazem, não o que dizem.

Em algum ponto você terá que aprender a amar as pessoas independente do que elas façam, e aprender a amar e perdoar as pessoas para que possa se curar. Este é um passo muito, muito, muito grande. Significa que você tem que olhar para o que faz, não para o que fazem com você. Com essa informação, você percebe que cada experiência é uma oportunidade para recriar a sua forma de reagir. Essa revelação é a sua cura.

Não podemos fazer com que as pessoas nos amem do jeito que queremos que nos amem. Frequentemente, as coisas não correm bem nos relacionamentos porque as pessoas pelas quais nos sentimos atraídas estão seguindo outro caminho. Você pode amar alguém profundamente, mas tem que aceitar que ele pode não trilhar necessariamente o mesmo caminho que você. Permita que as pessoas trilhem o caminho que escolheram e ame-as assim mesmo. Todas as pessoas têm direito às suas próprias experiências. Aprenda a ouvir. Aprenda a perdoar. Aprenda a renunciar. Renunciar não é se render: é desistir das coisas que não estão funcionando. Simplesmente pare de fazer as coisas que te deixam infeliz. Quando pararmos de nos maltratar dessa maneira, o amor entrará em nossas vidas e o processo de cura irá começar.

Eis um erro gigantesco que às vezes cometemos: achamos que podemos rezar e meditar durante tanto tempo e com tanta intensidade, que Deus irá mandar alguém para nos amar. Não podemos trabalhar para amar a nós mesmos, encontrar a nós mesmos, com a única finalidade de encontrar e amar outra pessoa. Devemos fazê-lo para nosso próprio bem. Temos que amar, honrar e respeitar nós mesmos para nosso próprio bem — sem nenhuma outra condição.

Você é o amor que procura. Você é a companhia que deseja. Você é seu próprio complemento, sua própria integridade. Você é seu melhor amigo, seu confidente. Você é a única pessoa que pode fazer por você o que espera que outra pessoa faça.

 

 

Na vida e nos relacionamentos temos que ser muito claros sobre o que estamos procurando. Se você estivesse procurando uma casa para morar, gastaria algum tempo identificando as especificações — o tamanho da cozinha, o número de quartos e banheiros — e as especificações seriam definidas antes que você começasse. O mesmo se aplica ao amor. Você precisa saber o que procurar antes de começar. Se não sabe o que procurar ou onde procurar, como irá reconhecer o que deseja, quando aparecer?

 

Fonte:  Livro Enquanto o Amor Não Vem –  Iyanla Vanzant

3 SINAIS DE QUE VOCÊ ESTÁ APAIXONADO, MAS NÃO É AMOR VERDADEIRO

O amor pode ser uma emoção muito inconstante, sempre fazendo exatamente o que quer fazer. Às vezes, quando se trata de amor, aprendemos da forma mais trágica como lidar com o desespero dentro de nós mesmos.

No entanto, uma vez que você perceber que o amor é algo que não pode ser contido, também vai perceber que é uma das coisas mais bonitas que o mundo tem para oferecer. Muitas pessoas esquecem que o amor é geralmente a resposta para a maioria dos seus problemas.

No entanto, aqui está como você pode reconhecer se está realmente apaixonado por seu parceiro. Se estas coisas descrevem seu relacionamento, pode não ser amor.

1.Você está com essa pessoa apenas por medo de ficar sozinho

3 sinais de que

Se você está com essa pessoa apenas porque não quer estar sozinho, não é amor verdadeiro. Você está com essa pessoa porque não consegue estar sozinho consigo mesmo por mais de dois segundos, então precisa de alguém para espelhar ou indiretamente viver as coisas que você sempre quis. Você pode ter que buscar profundamente dentro de si mesmo, a fim de descobrir o porquê está tão codependente. Você também precisa perceber que ser uma pessoa independente do parceiro é uma parte muito necessária de qualquer relacionamento.


2.Desejam as mesmas coisas

Vocês dois esperam as mesmas coisas na vida? Apesar de esperanças e sonhos compartilhados serem bons para um relacionamento, isso não significa que o relacionamento vai realmente funcionar por tempo suficiente para ambos atingirem essas metas em conjunto. É importante pensar no que vocês querem em conjunto no momento presente, em vez de o que pode acontecer no futuro. Você será muito mais fundamentado se viver sua cotidiana com ele. Se o relacionamento durar mais tempo do que o esperado, bom para você! No entanto, não leve para o lado pessoal, se acabar não dando certo.


3.Você gosta de como ele faz você se sentir

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Só porque esta pessoa pode fazer você se sentir bem, não significa que seja bom se apaixonar por ela. Sim, todos nós amamos essas emoções melosas que temos quando estamos nos primeiros contatos com alguém, mas perceba que esses sentimentos podem ser apenas seus. É importante se divertir enquanto você tem essas emoções, mas que apenas elas não são o suficiente para se apaixonar por alguém.

Esperemos que isso tenha servido como dica sobre o mundo do amor, e o que significa estar apaixonado por alguém. Há algumas pequenas coisas aqui e ali, que podem complicar a administração do relacionamento, mas contanto que você siga em frente, estará indo muito bem.

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Fonte osegredo

Traduzido pela equipe de O SegredoFonte: Higher Perspectives

AMOR E DESAPEGO AO RESULTADO – LEI DA ATRAÇÃO

Suas emoções são como um elixir de vida: É o alimento precioso do Universo. Não há nada no mundo que se compare a este fluir energético que perfila estrelas e remonta galáxias. Ah, o coração tem espelhos que nunca se estilhaçam, lâminas vitais que refletem do lado de fora. Porta da alma! És tão criativo que anjos orquestram uma canção em teu nome.

“Se eu quero uma mulher, eu vou lá e pego…” E essa relação não dura, pois o curto espaço de entrega foi tão pouco em seu interior que o fogo logo se apaga. O universo quer de você uma ampliação da sua felicidade, algo que fale de uma construção, envolvendo sentimentos, anseios, imaginação, intuição, paixão, entrega… Algo que você possa experimentar de forma duradoura e não apenas por 4 semanas.

“Eu quero aquele homem, sinto que nascemos um para o outro, embora ele esteja casado com outra mulher. Ou, por qualquer outro motivo, esta pessoa não pode estar comigo. Ele/ Ela não me trata como eu gostaria…”

Largue o controle do universo, muitas vezes, pensamos que sabemos onde está nossa felicidade e rejeitamos a hipótese de que ela possa não ter nada a ver com o endereço em que achamos que a felicidade está. Procure não ter ideia fixa quanto o parceiro(a). O universo devolve a manifestação com bases nos seus sentimentos, ele pode até devolver o produto inteiro pra você, mas o resultado forçado com nome e endereço é por sua conta e risco. O amor acontece fácil e se ele não está rolando, parta para outra mesmo que essa decisão não seja nada fácil. Desimpedido, o amor lhe mostrará um caminho longe da teimosia do sofrimento. O universo não gosta de meias palavras, nem de sentimentos de autocomiseração, nem de lhe enviar o que é dos outros. O universo gosta de dar origem ao novo. O infinito é tão copioso e criativo, por isso todos os seus lances serão limpos e se você realmente estiver alinhado com essa verdade a sorte no amor estará ao seu lado. Procure idealizar um relacionamento em que você enxerga seus melhores sentimentos, alguém que não tenha um nome, que você nunca tenha visto antes… Comece zerando seus escanteios para que o sentimento flua de maneira precisa e alcance um resultado ideal.

“Eu preciso amar com alguma referência, não consigo me apaixonar por alguém invisível…”

Você pode amar e admirar quem quiser: um colega de trabalho, alguém do passado e até mesmo um ator/atriz e você estará criando um perfil a respeito do seu sentimento. Você estará dizendo ao universo que tipo de parceiro (a) é o seu ideal. E como o universo jamais jogará sujo com suas emoções, trará para sua vida alguém que seja o espelho do que está no seu coração. Você ficará admirado com as coincidências, com as semelhanças entre aquilo que era apenas um anseio da sua medula espiritual e aquilo que é realmente palpável. Contudo, mantenha uma atitude desapegada quanto à pessoa, não force uma situação, não dê nem nome a ela.

A paixão é como uma droga. É difícil se desvencilhar dela, mas tente esquecer a droga; fique só com o efeito!

O amor é irmão gêmeo do desapego, por isso ele é livre, grato e feliz. Não se preocupe com o resultado, nem como ou onde você encontrará o amor, pois este é cunho administrativo do universo. Confie que o universo trará para a sua vida a melhor pessoa do mundo com base nos seus sentimentos e nas característica que você escolheu em um parceiro(a) de acordo com as suas necessidades. Escolha, use o seu poder num campo que é tão ilimitado de possibilidades. A preguiça deixa você menos criativo e cativo de velhos sofrimentos, abra a sua visão para aquilo que dá certo!Toda vez que você tenta controlar ou se apegar àquela pessoa que você já conhece e que despertou sua paixão, é sinal de que há medo em seu interior. O medo é sinal de que você não está pronto e sem confiança o que é que o universo pode lhe devolver? Ele pode estar querendo lhe mostrar um caminho bem melhor que você ainda não está conseguindo ver. É a insistência naquilo que já deu o que tinha que dar que mais machuca…

O amor é um estado do Ser. Não está do lado de fora, está bem lá dentro de nós. Não temos como perdê-lo e ele não consegue nos deixar. Não depende de um outro corpo, de nenhuma forma externa.

Eckhart Tolle

O que faz o amor dar certo

Amar e ser amado é o que todos desejamos do berço à velhice, mas nem sempre o caminho está aberto para viver o mais básico dos sentimentos. Segundo Bert Hellinger, teólogo e terapeuta alemão, há como desemaranhar os laços afetivos e refazer o fluxo do amor com mais consciência e menos ilusão.

“É suficiente ter um bom parceiro, não precisa ser perfeito, pois o que é perfeito não se desenvolve, já está pronto. A imperfeição é estimulante e permite às duas pessoas crescerem juntas”, defende o terapeuta alemão Bert Hellinger, 78 anos, autor do livro Para que o Amor Dê Certo (recém-lançado pela ed. Cultrix). Há mais de três décadas ele trabalha fazendo atendimentos individuais e para casais e, baseado nessa vasta experiência, sistematizou o método chamado constelações familiares, que busca primeiramente restabelecer o fluxo do amor entre pai, mãe e irmãos para depois rever os laços com parceiros amorosos.

Bert desfaz qualquer imagem de amor baseada em ilusões – ele acredita que esse sentimento pode se expandir na medida em que reconhecemos e agradecemos o que cada relacionamento acrescentou a nossa vida.

O desejo de amar e ser correspondido é universal, por isso o método de Bert não encontra barreiras culturais e desperta interesse em países muito diferentes. Ele freqüentemente trabalha na Europa, Japão, China, México, Colômbia, Nicarágua, Canadá e Estados Unidos e atrai grandes platéias. “Há poucos dias, estive na Áustria, e 1,2 mil pessoas vieram me ouvir. Gosto de partilhar minhas descobertas. Nos livros, escrevo que o amor deve ser trocado, deve ser dado e recebido todo o tempo. Dar e receber é um ótimo equilíbrio”, disse ele em entrevista a Bons Fluidos, no intervalo de uma de suas inúmeras viagens.

Em paz com o passado

 

 

Em sua terapia do amor, Hellinger coloca como imprescindível reconhecer a aceitação do afeto experimentado em relações anteriores: um novo amor só poderá ser bem-sucedido se houver o reconhecimento de tudo o que nos foi dado pelos demais relacionamentos. A primeira relação amorosa tem influência sobre todas as outras, constata. Segundo o terapeuta, a rejeição consciente ou inconsciente de amores passados bloqueia a força de um novo amor. “Se você amar alguém depois, não poderá agir como se não tivesse vivido outro amor antes. Se aceitar o que viveu, com respeito aos antigos parceiros, as próximas relações poderão ser mais enriquecedoras do que se você for vivê-las como se fosse a primeira.”

Individualidade

O respeito do espaço de cada um é outro aspecto fundamental para o sucesso de um relacionamento, assinala Hellinger. Não por acaso, ele diz que para amar é preciso aceitar duas solidões, a sua própria e a do outro. “Numa relação deve haver respeito por segredos. Só assim ela terá uma chance. É ridículo querer que se conte tudo ao outro. Se houver respeito pelos segredos, as pessoas acabarão revelando espontaneamente coisas importantes. Mas não se pode agir como um intruso na alma da outra pessoa, mesmo que o relacionamento seja duradouro.”

Sexo é essencial  

Além do amor e da disponibilidade para a convivência, o terapeuta cita o sexo como o terceiro elemento essencial na relação de um casal. “É a base de tudo. É fácil encontrar alguém, ir para cama com ele e, na manhã seguinte, não saber o que fazer. Você não sente amor, vocês não vão ficar juntos, é somente sexo.” Segundo Hellinger, para ser completo, o sexo tem de ser aprendido, exercitado e combinado ao amor. “Muitas vezes, quando as pessoas fazem sexo, fecham os olhos. Elas não estão realmente em contato com o outro, não mais do que consigo mesmas. Não tenho nada contra, mas, quando o amor também atua, as pessoas são capazes de ficar juntas e partilhar uma vida comum, o que é algo bastante diferente”, nota.

Laços de família 

Os primeiros laços de amor são atados na família, e Bert Hellinger sustenta que todos os familiares estão ligados por uma “grande alma comum”. Essa “consciência coletiva comum” é transmitida por sucessivas gerações, em uma corrente de influências, incluindo experiências dolorosas vivenciadas pelo grupo.

Segundo ele, toda terapia deve trabalhar com a fonte e, para cada pessoa, a fonte primeira são os pais. “Quem está separado afetivamente de seus pais está separado de sua fonte”, resume. Por isso, Hellinger não aceita nenhuma queixa aos pais em seu trabalho terapêutico. “Você pode olhar para seus pais de diferentes formas. Durante sua infância, podem ter ocorrido experiências dolorosas, que provocaram certos ressentimentos e até afastamentos. Mas seus pais não são melhores ou piores do que os outros. Aliás, pais perfeitos são os piores. O crescimento só poderá ocorrer com certas resistências e dificuldades. Quando um paciente reclama de seus pais, está fazendo-os responsáveis por sua própria incapacidade”, nota.

Felicidade existe? 

Mesmo tendo construído uma teoria estabelecendo determinadas leis comuns a todos os relacionamentos, Bert Hellinger define sua terapia como empírica, baseada na observação e na experiência. Ele diz não ter um diagnóstico global ou uma fórmula mágica para fazer com que o amor dê certo. Cada caso tem características únicas.

Hellinger conclui: “Não há um modelo a ser seguido para alcançar a felicidade. Existe a felicidade das crianças, que brincam esquecidas de si mesmas, ou dos apaixonados. Tudo isso é muito bonito. Mas, nesse sentido, realização não é felicidade. É estar em harmonia com a grandeza, mas também com o sofrimento e com a morte. Isso possibilita um reconhecimento profundo, dá peso e serenidade. É algo bem tranqüilo. É a felicidade como conquista. E não tem a ver com ficar esquecido. Tem a ver com a força interior”.

Tudo começa na família 

Muitos dos problemas de relacionamento (do casal e com os filhos) que acontecem no presente, na verdade têm a ver com laços familiares antigos, com a forma como nossos pais, avós, bisavós lidaram com a exclusão, a doença, a morte ou o esquecimento de entes muito próximos. Essa é a base da terapia das constelações familiares, resultado da experiência e da observação do alemão Bert Hellinger em seu trabalho de atendimento individual e a casais durante mais de três décadas.

Como acontece a sessão

Primeiro, o paciente coloca a questão que quer resolver e escolhe pessoas do grupo para representar seus pais, irmãos e outros membros da família. “O paciente fica de fora e tem a oportunidade de observar a situação de conflito que determinou o bloqueio do amor. Por exemplo, a morte de um irmão mais velho foi tão dolorosa para os pais que eles esqueceram o fato e ao mesmo tempo superprotegeram o filho menor. Claro, isso é feito por amor, mas impede que a dor da perda seja transformada e que o filho mais novo possa ser livre para viver sua história, sem que ela seja condicionada à perda”, explica Mimansa Erika Farny, alemã radicada em Goiás, discípula direta de Hellinger e responsável pela introdução das constelações familiares no Brasil em 1997.

“Os participantes respondem a perguntas simples do terapeuta. Elas revelam a raiz do problema sem interpretá-lo. Assim os papéis familiares são reposicionados seguindo uma ordem em que o amor possa fluir livremente, em que cada um retome seu lugar. O trabalho não é focado em questões psicológicas, mas nos padrões de comportamento gerados em determinado sistema familiar”, completa Renato Shaan Bertate, médico paulista, especialista nessa linha terapêutica.

Segundo as constelações familiares, há uma ordem do amor que favorece o fluxo afetivo harmonioso – que de tão simples fica difícil cumprir na prática. “O vínculo do casal tem prioridade sobre o vínculo com os filhos. Os pais cuidam dos filhos e não o contrário. Se houver filhos de outros casamentos, eles devem ser reconhecidos. Se, por exemplo, homem e mulher esquecem seus papéis para serem apenas pai e mãe, o casamento enfraquece e o amor não flui plenamente”, explica Mimansa.

As sessões são feitas em workshops nos fins de semana. A resposta a cada questão pode durar de 15 minutos a duas horas e não há a necessidade de acompanhamento posterior. “A redefinição dos papéis e as mudanças necessárias acabam acontecendo de forma natural e beneficiam todos os envolvidos afetivamente na história”, conclui Renato.

A reverência essencial

Cultivar reconhecimento e gratidão – a pais, antepassados e parceiros anteriores – é fundamental para que o amor do presente dê certo. Renato Bertate, especialista nessa linha terapêutica, propõe um exercício que aumenta a consciência sobre a harmonia ou desarmonia nos relacionamentos.

“Feche os olhos e imagine seu pai e depois sua mãe. Perceba quais os sentimentos que surgem nesse momento e se você pode reconhecer o que eles fizeram de bom, respeitá-los e agradecer. Se isso causar uma sensação boa, a relação é sadia. Se provocar angústia, é sinal de que há algo a ser transformado. Apenas o exercício não é suficiente para realizar o processo, mas repeti-lo ajuda a aumentar a disposição para a aceitação e o amor”, conclui o médico.

 

Livro

Constelações Familiares – O Reconhecimento das Ordens do Amor, ed. Cultrix.
TEXTO: Liliane Oraggio e Fernando Eichenberg

(texto publicado na Revista Bons Fluidos)

 

Informações selmaflavio@gmail.com