ONIPRESENTE

QUANDO EU FUI UMA REPRESENTANTE EM CONTELAÇÃO FAMILIAR – MEU DEPOIMENTO.

Você sabe o que é ser onipresente?

Durante minhas buscas, antes de me decidir por ser Consteladora familiar, vivi uma experiência única, ímpar. Senti o verdadeiro sentido de ser onipresente.

Estava em uma vivência de Constelação Familiar, onde o facilitador chama as pessoas para representar o sistema familiar da pessoa que buscava respostas para o motivo do qual havia adoecido e, quem sabe mostrar o caminho para curar-se, nesse dia era uma senhora oriental acometida de uma doença ovariana. Então o facilitador foi chamando as pessoas e me chamou também dizendo: – Vem e represente também os motivos que movem a doença.

Logo em seguida me identifiquei com a cura, especificamente a fé.

Na hora em que o facilitador me perguntou onde seria o meu lugar – prática da Constelação Familiar  em achar um lugar no sistema da pessoa qual representamos – , olhei em volta e percebia muita luz e me vi em todos os lugares, respondendo a ele: – Estou aqui, ali, em volta, em você, em todos os espaços. Naquele momento senti o verdadeiro significado da palavra onipresente.

Nunca tinha visto aquilo, me transformei em todas as todas as Divindades femininas, em Deusas, todas as figuras femininas em fé, a Grande Mãe.  Que todas, eram uma só!

Experiência que nunca mais esquecerei!

Nesse momento a representante da pessoa adoecida, chorava emocionada. Eu sentia uma semente de luz instalando em seu coração. A semente representava a fé que a curaria.

Lembrei-me da parábola da semente de mostarda:

Se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada será impossível para vocês. ‘

Mateus 17:20.

Quero lembrá-los que a Constelação Familiar não é religião, mas pode revelar no seu sistema a sua fé. Nesse caso a representante era uma pessoa de muita espiritualidade oriental e buscava sua cura através do seu credo. A fé ainda move montanhas, basta acreditar.

Gratidão por essa experiência única e privilegiada.


Depoimento
Selma Flavio –02/2015



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PALAVRAS DE AVÓ: QUANDO UMA MULHER ESTIVER TRISTE O MELHOR A FAZER É TRANÇAR O SEU CABELO!

“A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.

Quando te sintas triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.

Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.

E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ele encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…”

Registo da antropóloga Paola Klug

 

10986888_10204962651682807_3590122567287692272_nFotografia tirada na Nicarágua por Candelaria Rivera, do ensaio fotográfico: “Amor de Campo”

 

 

fonte contioutra