A procura de um grande amor 

Você está à procura de um grande amor, um parceiro para complementar sua vida, viver uma vida a dois, compartilhar emoções. De repente, olha para frente e enxerga um lindo olhar, ou um sorriso maroto, algo te chama enigmaticamente para aquela pessoa, então, o jogo da sedução começa. Vibra a alma, o coração entorpece.

Na precipitação dos sentimentos, o reconhece como a pessoa certa. Quando se unem, tudo começa a dar errado. Você descobre que aquele príncipe não existe, sem romance, sem beijos ardentes, ele passa a ser violento, te trai, te despreza ou simplesmente você o identifica apenas como mais um na sua vida.

 

 

Como muitas mulheres, sente que errou novamente. E como muitas mulheres, você pode curar a sua vida encontrando o seu amor verdadeiro.

 

Selma Flávio – Terapeuta e Desenvolvimento Pessoal

Carícias – Espere o momento

Antes de fazer amor, sente-se em silêncio junto a seu parceiro durante 15 minutos, segurando as mãos um do outro: sua mão esquerda segurando a mão esquerda de seu parceiro e a direita segurando a direita.

Sentem-se no escuro ou na penumbra e entrem em harmonia. A melhor forma de fazer isso é respirar como se fossem um único organismo — não dois corpos, apenas um. Dentro de dois a três minutos vocês estarão no mesmo ritmo.

massagem relaxante

Olhem nos olhos um do outro com suavidade e apreciem o momento. Toquem um no outro. Não comecem a fazer amor, a menos que o desejo surja espontaneamente. Espere por esse momento. Ele virá um dia e o amor será profundo e silencioso como o oceano. Mas espere esse momento, não o force. Se ele não vier, vão dormir, não há necessidade de fazer amor.

 

Fazer amor é como meditar. É algo que deve ser desejado e apreciado muito lentamente, de forma que seu ser esteja profundamente fundido nesse ato e o transforme em uma experiência tão transbordante que você não esteja mais presente. Você não está fazendo amor, você é amor.

O amor transforma-se em uma energia muito maior em torno de vocês. Ele transcende ambos; vocês dois estão perdidos nele. Mas será preciso esperar até que esse momento chegue. Deixe a energia se acumular e fluir em seu próprio ritmo. Aos poucos vocês começarão a ver os primeiros sinais, o prelúdio, e já não haverá dificuldade alguma.

Palavras de Oshonatal

O Melhor da Energia Sexual

A energia sexual desempenha um papel importantíssimo no nosso bem-estar mental, emocional e físico. E para as pessoas empenhadas em seguir um caminho espiritual, a compreensão do que significa energia sexual e o ato de fazer amor é mais preciosa ainda, pois eles são recursos de que dispomos para elevar nossa consciência e avançar para níveis mais altos de energia.

Se estamos com alguém que amamos, o ato de fazer amor e o orgasmo provocam uma expansão de energia nos nossos campos energéticos e a energia sexual se funde com a energia mais profunda do amor. Essas duas energias se tornam então uma só energia, poderosa, criativa, transformadora, que pode operar a cura, a renovação e, se for conduzida até um nível suficientemente elevado, o que alguns chamam de “milagres”.

Mas o que acontece quando usamos a força vital e a energia sexual num relacionamento íntimo em que não existe amor? Simplesmente os nossos centros de energia ficam bloqueados e a energia “não flui”. Isso acontece porque a intimidade sexual, quando não existe amor, cria o que poderia ser descrito como “impressões negativas” nos nossos centros de energia, bloqueando o movimento e o fluxo energético.

Essas impressões negativas e os bloqueios podem ser sentidos energeticamente e alterar as nossas atitudes e os nossos comportamentos. Elas podem nos fazer sentir “travados” sexualmente causando em nós uma perda de vitalidade sexual ou então podem disparar um anseio compulsivo por sexo, num esforço inconsciente para desbloquear as energias sexuais.

Se as nossas energias sexuais não estão ligadas ao amor, elas podem como células cancerígenas, adquirir “vida própria” e acabar nos afastando do amor. E em nossas tentativas de satisfazer nossos impulsos sexuais, acabamos ferindo a nós mesmos e a outras pessoas. Atos meramente sexuais nunca são inofensivos. As energias sexuais são forças poderosas!

Quando utilizadas com amor, elas promovem a nossa expansão como seres humanos. Quando usadas sem amor, elas causam o acúmulo de impressões e energias “escuras” e negativas na nossa aura, que nos mantêm em níveis baixos de percepção, ofuscam a nossa perspectiva mental e só criam obstáculos à nossa experiência da felicidade. Esse é um preço muito alto a pagar por um prazer momentâneo.

 

Outro efeito da troca de energias sexuais sem amor é o que poderia ser descrito como “buracos ou perfurações” no campo energético dos parceiros. Sem a energia vital do amor, a troca de energias cria lacunas que enfraquecem a aura. Quando, ao contrário, o amor está presente, a mistura ou fusão das energias fortalece o campo energético, porque, nesse caso, mais amor e mais energia são produzidos no ato de fazer amor.

Isso é igualmente verdadeiro para casais casados e não-casados. Não se trata aqui de uma questão moral. Pessoas casadas que não se amam e fazem sexo estão causando prejuízos uma a outra da mesma maneira que casais não casados, quando se entregam ao sexo sem amor.

Quando existe intimidade sexual entre duas pessoas, ocorrem as trocas de energia entre elas. Quando temos intimidade sexual, nós, por habito, nós abrimos energeticamente de uma maneira muito profunda, que permite a cada parceiro carregar a energia do outro. Desse modo, quando somos sexualmente íntimos a alguém, carregamos a “vibração energética” do campo e dos centros de energia da outra pessoa.

Essa vibração inclui, num grau maior ou menor, os pensamentos e emoções do parceiro, que podem ser positivos ou negativos. Por exemplo, se estamos zangados ou tristes, a vibração de nossa raiva ou de nossa tristeza pode ser transferida para o nosso parceiro sexual juntamente com a troca de outras energias, e o parceiro receptor irá adquirir essa energia de raiva ou tristeza.

O grau em que somos afetados pela energia do parceiro depende da força de nosso próprio campo energético e da intensidade vibracional dos pensamentos e emoções do parceiro. Às vezes, depois de fazer amor com alguém que não amamos, sentimos como se estivéssemos carregando alguma coisa “suja” ou que na realidade não é nossa. Podemos até sentir a necessidade de tomar banho – uma experiência de purificação ritual – para nos livrar dessa sensação.

Por outro lado, quando a experiência é de amor, cada parceiro se sente banhado na energia do amor e no brilho remanescente do ato de fazer amor, e quer conservar esses sentimentos durante o máximo de tempo possível. Os parceiros geralmente carregam as energias um do outro por seis meses ou mais. Na verdade, eles podem carregar essas energias indefinidamente, a menos que se limpem e se libertem delas.

Visualizações, orações, rituais podem ser utilizados, isolada ou conjuntamente, para este propósito. Pessoas sexualmente ativas, portanto, transferem suas próprias energias e a de todos parceiros anteriores e atuais a qualquer novo parceiro. Essa é uma das razões porque elas perdem o senso de identidade.

Quanto mais carregamos as energias de outras pessoas, menos sentimos as energias que são especificamente nossas. Nós também extraímos e carregamos aspectos da personalidade do parceiro, pois as energias que são trocadas carregam a vibração das emoções, dos pensamentos e das experiências das pessoas.

 

 

Em outras palavras, nós começamos a sentir a vibração da energia das pessoas como nossa própria energia. Quando isso acontece, também ficamos mais suscetíveis à força e personalidade dessa pessoa, particularmente se ela tiver um campo de energia mais forte do que o nosso. Portanto, cada vez que temos relações sexuais com alguém, estamos criando consequências douradoras que nós nunca tínhamos imaginado para nós mesmos e para as outras pessoas.

As pessoas nunca aprenderam, com os pais, a escola ou quem quer que seja, que a energia sexual é uma força poderosa que deveríamos usar apenas para manifestar mais plenamente a vida em nós e expandir os nossos campos de energia. Portanto “como” e “com quem” nós usamos essas energias estão entre as decisões mais importantes que podemos tomar na vida.

Compilado do livro: Sexo: Verdadeiro ou Falso?

De Michelle Rios Rice Hennelly e R. Keven Hennelly

 

Continuar lendo O Melhor da Energia Sexual

O ENCONTRO DE DUAS ALMAS

“Duas almas são predestinadas quanto tem uma missão a cumprir juntas, e assim, por ter sido um encontro marcado lá do outro lado, onde pactuaram voltar, para se encontrarem e realizar determinada missão, sendo assim, quando as almas se encontram, tudo pode acontecer, podendo haver a explosão do amor não vivido em outras vidas.

Este amor chega sem ter dia marcado ou momento marcado para acontecer. Simplesmente chega, e se instala, criando uma verdadeira orgia de sentimentos alegres, que modificam todos os propósitos e conceitos até então firmados.

 

Existem momentos de tristeza, causada por uma dúvida que machuca, que gostaria de saber o porquê de não se terem encontrado antes, ainda mais quando o momento desse encontro acontece quando não é mais possível extravasar toda a plenitude do amor que trazem, quando não é mais possível viver a alegria de amar e querer compartilhar a vida com o outro. Enfim, como essas almas se sentem sem a possibilidade de realizar este amor em total plenitude, o que causa um inexplicável sentimento de saudade de algo que não foi vivido.

Uma saudade doída de algo vivido em outras vidas, saudade daquilo que poderia ter sido, mas que por alguma razão não o foi.

Reconhecem, porém, que não haverá retorno para suas pretensões, e mesmo estando distantes, entendem a alegria, a tristeza, o querer um do outro.

Estas almas falam além das palavras, e aliás, delas não precisam, pois se comunicam, se encontram, se amam pelo éter, pelo espaço sideral. São encontros etéricos.

Se o reencontro ocorrer no tempo certo, estas almas afins se entrelaçam e buscam a forma de juntas ficarem, num processo contínuo de reaproximação até a consumação do resgate daquilo que vieram cumprir.

Se diferente for, se o reencontro ocorre num espaço de tempo diferente do que suas realidades possam permitir, ainda assim estas almas ficam marcadas, e nunca conseguirão se separar, mesmo que os corpos se separem, elas continuarão a se sentir, pois almas que assim se encontram não mais se sentirão sozinhas, pois reconhecerão a necessidade que têm uma da outra para toda a eternidade.

São almas que atravessam os tempos, as muitas passagens, buscando o resgate final de seu amor, até que em determinada passagem conseguem cumprir o resgate, tendo então seu descanso final, quando conseguem ter um lindo dia.”

Marcial Salaverry


 

Venha fazer parte dos nossos encontros no facebook Curando a Vida Amorosa

 


 

AS MÚLTIPLAS FACES DO TANTRA

 

“O Tantra possui muitas faces e muitos ramos.
Alguns são bastante primitivos enquanto outros podem ser alinhados aos mais sublimes ensinamentos sobre iluminação do mundo. 


Entretanto, todas as abordagens do Tantra possuem ao menos três pontos em comum.
Primeiramente o tantra não faz concessões ao abraçar a realidade, tanto em toda sua beleza como em todo seu horror. Um dos pontos centrais do Tantra é o princípio da não rejeição.
No Tantra nada é considerado como estando fora da tapeçaria divina. Shakti, o aspecto imanente do divino torna-se tudo o que existe. 


Logo, tudo o que existe é digno de ser adorado como uma das formas da Deusa ou Shakti. Isso não significa que o Tantra ignora a moral ou os princípios éticos. 


Textos fundamentais como o Kularnava Tantra preconizam que um forte embasamento ético é crucial para a pratica tântrica. Entretanto o Tantra insiste que todos os corpos, todos os mundos e todas as ideias são feitas da Shakti e consequentemente divinas em sua essência.


A fim de experimentar isto como um fato, como uma verdade no interior do seu próprio corpo e mente o Tantra é definido como o conhecimento que libera de todo o sofrimento. Tan significa expandir enquanto tra significa liberar. Logo, o Tantra refere-se a si mesmo como uma expansão do conhecimento e da prática capaz de nos libertar do sofrimento. Outro significado da palavra Tantra é trama, tecido, uma vez que o Tantra vê o mundo como uma tapeçaria de energias – cada uma dessas tramas como aspectos da energia divina e, consequentemente, todos eles sagrados. O mundo físico é considerado tão sagrado e numinoso quanto o mundo espiritual. Toda a ética tântrica é baseada nesse reconhecimento.


Segundo, e como um corolário do insight inicial, é o reconhecimento de que os prazeres físicos e emocionais podem ser portas de entrada para o divino. 


Os tântricos acreditam que o prazer pode ser sagrado.
O sabor do alimento, o momento do toque sensual, a sensação transbordante de felicidade ao ouvir uma bela música, a bem aventurança da experiência de perder-se de si mesmo num movimento dançante ou ao ter uma bela visão que encha nossos olhos – qualquer um desses momentos pode nos abrir para o êxtase divino existente no coração da vida.


Este é o aspecto do Tantra que o torna uma poderosa prática para os ocidentais contemporâneos que procuram um caminho que integre a espiritualidade com a vida no mundo visível.
No ocidente, o Tantra é frequentemente associado com práticas sexuais secretas (hoje em dia não tão secretas assim…).
Porém, essa é apenas uma pequeníssima parte do sistema tântrico. 


Muito mais radical e significativa é a visão tântrica de que a felicidade e a presença (do divino) podem ser desveladas de súbito, no jogo das forças destrutivas, na tristeza ou na doença – precisamente porque não há lugar em que a Shakti não esteja presente.


Terceiro, a visão tântrica vê a Shakti universal, o divino poder feminino – a Deusa – como a fonte de todo poder. Essa é uma ideia revolucionária e quando a absorvemos, ela transforma nossa relação com nossa própria fonte de energia para sempre.
Então, considere o seguinte.
O FEMININO É PODER
O verdadeiro poder surge de uma fonte interior feminina – da Shakti. Isto é verdadeiro enquanto a força aparece no cosmos (como no big-bang e na teoria da evolução) ou num ser vivente – convertido em nossa capacidade de pensar, sentir e agir.
No ocidente estamos acostumados a associar poder com masculinidade e pensar no aspecto feminino como puramente passivo, nutriz e receptivo. 


O Tantra nos diz que o caminho é outro.


A partir da perspectiva tântrica, o princípio masculino – Shiva – é a fonte da consciência, sabedoria.
Mas, para ser capaz de de agir, mexer-se, devemos buscar a energia do princípio feminino. Na vida real isto é exatamente o que muitos homens fazem ao projetarem para fora sua energia criativa, numa musa, numa esposa dedicada ou numa assistente, à qual então derrama sua energia em seu interior.


Em compensação o feminino é aterrado e focado pela qualidade masculina da consciência. 


A consciência permite ao aspecto feminino ver a si mesmo e dar contenção e direcionamento à sua energia. Seja cósmica ou individualmente, qualquer projeto genuinamente criativo surge da comunhão da consciência e do poder.


Para uma total energização criativa, essas polaridades masculina e feminina precisam vir à tona juntas. 


Necessitamos da estabilidade do foco linear – a qualidade masculina – emergindo com a qualidade feminina da energia, com seu convite à inspiração, eros e vida.
Embora nos dias atuais, já saibamos q

ue essas qualidades estão presentes em ambos os gêneros, homem e mulher, continuamos projetando essas polaridades no gênero oposto. Por exemplo, no casamento tradicional, onde o homem supõe prover direção e foco enquanto a mulher supõe emprestar sua energia criativa e sentimentos aos seus projetos. Esse padrão de gênero prevalece em muitos relacionamentos, incluindo os casais de mesmo sexo, onde um parceiro irá frequentemente simular o papel masculino enquanto a outra parte simulará o papel feminino.


Quando trazemos uma verdadeira perspectiva tântrica à nossa vida diária, aprendemos como promover o matrimônio entre o Deus e a Deusa no interior de cada indivíduo. Num relacionamento, isso significa que quando duas pessoas se encontram não sentem a necessidade de projetar um no outro sua força vital (Shakti) ou sua consciência (Shiva).


Em vez disso eles podem chegar juntos a um espaço onde masculino e feminino, consciência e energia encontram-se equalitariamente encarnados tanto no homem quanto na mulher. Isto dá espaço a ambos para um relacionamento mais profundo e um maior crescimento pessoal pleno em cada um dos indivíduos.
Diz-se que quando os sábios tântricos falam sobre o divino masculino e feminino referem-se aos princípios eternos fundamentais situados além do gênero – embora possam ser expressados através do gênero. O masculino, Shiva é conhecido como sendo a qualidade transcendente da deidade – a luz do conhecimento além de todas as formas. O feminino, Shakti, é o aspecto imanente do divino. Ela é o poder que se torna o mundo.

A DANÇA DE KALI


Falando em termos cósmicos, dizem os Tantras que sem o dinamismo da Shakti – o feminino – o masculino, Shiva é inerte.
Ou por outro lado, sem a consciência de Shiva, Shakti é incontrolavelmente selvagem.


Uma imagem dramática da iconografia tântrica transmite esse ponto de vista essencial do Tantra sobre a realidade.
A imagem mostra a deusa Kali – vestida apenas com um avental feito de mãos e um colar de crânios – dançando sobre o corpo prostrado de Shiva, seu eterno consorte. A posição cadavérica de Shiva representa o fato de que a pura consciência é a base estática do ser, comparável com a consciência descoberta pelo meditador como a testemunha imutável de seu próprio mundo mental.


A dança selvagem de Kali expressa o dinamismo do processo cósmico – intenso, infinito, dramático, surgindo de e suportado pela quietude aterrada de Shiva, ele mesmo expressando a evolução dos infinitos universos. 


No mundo exterior ela é a força evolucionária, a verdade erótica no coração da vida. Ela é a direção criativa intrínseca que abasteceu o big bang e continua a desdobrar-se em estrelas, galáxias, planetas, formas de vida, espécies e também como sociedades humanas, culturas e consciências individuais. No fundo do nosso mundo interior, a Shakti brinca com nossos pensamentos emoções ideias, inspirações, assim como nossas ideias sobre quem somos. Na meditação ela se manifesta como nossas visões, nossas sensações de bem-aventurança, nossos insights, os bloqueios interiores que surgem e a amplidão que os dissolve. No processo de transformação ela toma a forma de de uma urgência passional que nos inspira a escalar um degrau além dos limites aparentes e faz expandir nossa consciência.


Shiva permanece por fora e além de tudo isso, como o conhecedor, a testemunha-consciência que ao mesmo tempo observa e contém a dança. Uma vez eu tive uma visão desta dança como um caleidoscópico vórtex de luz extática – maravilhoso em sua radiância, grandioso em sua felicidade e terrivelmente infinito. Isso foi o que mais profundamente me chocou, após o deslumbramento inicial: o fato desta dança ser eterna. Não há literalmente descanso da dança cósmica da Shakti, exceto fundamentando o self no Ser, em Shiva – a pura consciência-testemunha.


A cada nível de consciência o masculino e o feminino, Shiva e Shakti, firmeza e dinamismo, consciência e felicidade, estabilidade e transformação, ser e vir a ser, completam e complementam-se um ao outro.


Gostaria de repetir: sem o solo espaçoso que é a luz da consciência, firme e imóvel, nada poderia existir. E sem a força dinâmica da existência, nada poderia crescer, evoluir ou transformar-se. Shiva e Shakti, ser e existência, são como dois lados de uma moeda em rotação, como a água e sua umidade ou o fogo e seu calor. Eles estão além do conceito de gênero, mesmo quando evoluem para a forma física, suas qualidades permanecem em nós como aspectos da consciência e também como as qualidades relacionadas com cada gênero, singulares da alma humana.

 



Isso acontece porque no universo Tântrico tudo o que existe provém dessa união original, o abraço de Shiva e Shakti. Da mesma forma que um embrião é constituído da combinação genética de seus pais, o universo é constituído de Shiva e Shakti.”


Sally Kempton em “Awakening Shakti” – tradução livre de Ricardo Coelho.

Energia sexual

A energia sexual desempenha um papel importantíssimo no nosso bem-estar mental, emocional e físico. E para as pessoas empenhadas em seguir um caminho espiritual, a compreensão do que significa energia sexual e o ato de fazer amor é mais preciosa ainda, pois eles são recursos de que dispomos para elevar nossa consciência e avançar para níveis mais altos de energia.

Se estamos com alguém que amamos, o ato de fazer amor e o orgasmo provocam uma expansão de energia nos nossos campos energéticos e a energia sexual se funde com a energia mais profunda do amor. Essas duas energias se tornam então uma só energia, poderosa, criativa, transformadora, que pode operar a cura, a renovação e, se for conduzida até um nível suficientemente elevado, o que alguns chamam de “milagres”.

Mas o que acontece quando usamos a força vital e a energia sexual num relacionamento íntimo em que não existe amor?Simplesmente os nossos centros de energia ficam bloqueados e a energia “não flui”. Isso acontece porque a intimidade sexual, quando não existe amor, cria o que poderia ser descrito como “impressões negativas” nos nossos centros de energia,bloqueando o movimento e o fluxo energético.

Essas impressões negativas e os bloqueios podem ser sentidos energeticamente e alterar as nossas atitudes e os nossos comportamentos. Elas podem nos fazer sentir “travados” sexualmente causando em nós uma perda de vitalidade sexual ou então podem disparar um anseio compulsivo por sexo, num esforço inconsciente para desbloquear as energias sexuais.

Se as nossas energias sexuais não estão ligadas ao amor, elas podem como células cancerígenas, adquirir “vida própria” e acabar nos afastando do amor. E em nossas tentativas de satisfazer nossos impulsos sexuais, acabamos ferindo a nós mesmos e a outras pessoas. Atos meramente sexuais nunca são inofensivos. As energias sexuais são forças poderosas!

Quando utilizadas com amor, elas promovem a nossa expansão como seres humanos. Quando usadas sem amor, elas causam o acúmulo de impressões e energias “escuras” e negativas na nossa aura, que nos mantêm em níveis baixos de percepção, ofuscam a nossa perspectiva mental e só criam obstáculos à nossa experiência da felicidade. Esse é um preço muito alto a pagar por um prazer momentâneo.

071

Outro efeito da troca de energias sexuais sem amor é o que poderia ser descrito como “buracos ou perfurações” no campo energético dos parceiros. Sem a energia vital do amor, a troca de energias cria lacunas que enfraquecem a aura. Quando, ao contrário, o amor está presente, a mistura ou fusão das energias fortalece o campo energético, porque, nesse caso, mais amor e mais energia são produzidos no ato de fazer amor.

Isso é igualmente verdadeiro para casais casados e não-casados. Não se trata aqui de uma questão moral. Pessoas casadas que não se amam e fazem sexo estão causando prejuízos uma a outra da mesma maneira que casais não casados, quando se entregam ao sexo sem amor.

Quando existe intimidade sexual entre duas pessoas, ocorrem as trocas de energia entre elas. Quando temos intimidade sexual, nós, por habito, nos abrimos energeticamente de uma maneira muito profunda, que permite a cada parceiro carregar a energia do outro. Desse modo, quando somos sexualmente íntimos a alguém, carregamos a “vibração energética” do campo e dos centros de energia da outra pessoa.

Essa vibração inclui, num grau maior ou menor, os pensamentos e emoções do parceiro, que podem ser positivos ou negativos. Por exemplo, se estamos zangados ou tristes, a vibração de nossa raiva ou de nossa tristeza pode ser transferida para o nosso parceiro sexual juntamente com a troca de outras energias, e o parceiro receptor irá adquirir essa energia de raiva ou tristeza.

O grau em que somos afetados pela energia do parceirodepende da força de nosso próprio campo energético e da intensidade vibracional dos pensamentos e emoções do parceiro. Às vezes, depois de fazer amor com alguém que não amamos, sentimos como se estivéssemos carregando alguma coisa “suja” ou que na realidade não é nossa. Podemos até sentir a necessidade de tomar banho – uma experiência de purificação ritual – para nos livrar dessa sensação.

Por outro lado, quando a experiência é de amor, cada parceiro se sente banhado na energia do amor e no brilho remanescente do ato de fazer amor, e quer conservar esses sentimentos durante o máximo de tempo possível. Os parceiros geralmente carregam as energias um do outro por seis meses ou mais. Na verdade, eles podem carregar essas energias indefinidamente, a menos que se limpem e se libertem delas.

Visualizações, orações, rituais podem ser utilizados, isolada ou conjuntamente, para este propósito. Pessoas sexualmente ativas, portanto, transferem suas próprias energias e a de todos parceiros anteriores e atuais a qualquer novo parceiro.Essa é uma das razões porque elas perdem o senso de identidade.

Quanto mais carregamos as energias de outras pessoas, menos sentimos as energias que são especificamente nossas. Nós também extraímos e carregamos aspectos da personalidade do parceiro, pois as energias que são trocadas carregam a vibração das emoções, dos pensamentos e das experiências das pessoas.

Em outras palavras, nós começamos a sentir a vibração da energia das pessoas como nossa própria energia. Quando isso acontece, também ficamos mais suscetíveis à força e personalidade dessa pessoa, particularmente se ela tiver um campo de energia mais forte do que o nosso. Portanto, cada vez que temos relações sexuais com alguém, estamos criando conseqüências douradoras que nós nunca tínhamos imaginado para nós mesmos e para as outras pessoas.

As pessoas nunca aprenderam, com os pais, a escola ou quem quer que seja, que a energia sexual é uma força poderosa que deveríamos usar apenas para manifestar mais plenamente a vida em nós e expandir os nossos campos de energia. Portanto “como” e “com quem” nós usamos essas energias estão entre as decisões mais importantes que podemos tomar na vida.

 

energia

Compilado do livro: Sexo: Verdadeiro ou Falso?

De Michelle Rios Rice Hennelly e R. Keven Hennelly

Ser Feminina sem ser Vulgar – Um chá com teu clítores

UM CHÁ COM O TEU CLÍTORIS

Nada na natureza é exactamente igual, pelo que naturalmente não há dois clítoris iguais. Isto é importante de ter presente sobretudo se és homem. Já para a mulher, a questão central que se coloca é se ela conhece realmente o seu clítoris, único e particular. Esta pode ser uma tarefa bem recompensadora, per si, dado que ele, embora pequenino, é um ponto extremamente erógeno do corpo (as tais oito mil terminações nervosas)! Convida-o para um chá e entrega-te à viagem.

Para tal, em primeiro lugar, deverás deixar cair uma série de pré-conceitos quanto à não validade (para não falar em pecado) do auto-prazer. Ainda acreditas que só tu é que tens vontade de o fazer e que alguma coisa está errada contigo por isso? A verdade é que a maioria de nós o faz, independentemente do género, estrato social, idade, religião.

Já nua destes pesos pesados, é hora de ficar nua em frente a um espelho e olhar, como que se pela primeira vez para este botão e observar as suas características: cor, tamanho, textura, vibração, camadas, área envolvente (é natural que no entretanto voltem os pré-conceitos: regista e larga-os, eles estão ali mesmo para só para empatar o momento que auspicia tanto prazer).

Depois, mãos bem lubrificadas na massa! É hora do toque consciente, o que significa registar qual a combinação acertada de grau de toque, pressão e movimento para que a escalada de prazer seja a tónica ou para teres intervalos de sensações mais subtis e indirectas. Então, experimenta, variando o máximo que quiseres, entre pressão leve e forte, toque rápido ao bem lento, movimento micro-circular às grandes esferas, do desenho com os dedos de grandes linhas, cruzes, puxar, afagar, vibrar, tudo vale, usa a tua criatividade.

Esta é uma experiência só por si que não deverá ter como meta o orgasmo, mas sim a mulher ter um momento consigo própria, permitindo que cada sensação se revele e a desfrute no seu timing muito pessoal, mas se é isso que quer ou nem consegue controlar, boa viagem até esse pique maravilhoso. Por outro lado, se assim o desejar, poderá ser o parceiro a proporcionar esta experiência de descoberta. O principal aspecto a ter em conta, neste caso, é que ela se mantenha ligada conscientemente ao corpo (ou seja, não fechar os olhos e evadir-se sabe-se lá para que galáxias) e lhe dê feedback a cada passo.

Neste assunto, não há manual de instruções que nos valha (até porque geralmente mulheres e manuais de instruções não combinam, pelo menos falo por mim e pelo que observo). O que nos vale é amor, respeito e uma imensa vontade de experienciar mais do corpo e da vida. Bora?

Tamar | O Mel da Deusa – Sexualidade sagrada para mulheres

 

Foto de O Mel da Deusa - Sexualidade sagrada para mulheres.