Os maus e os bons na família


Há algo mais a ter em conta. Algumas pessoas são excluídas de um sistema porque se diz que elas não são dignas, por exemplo, alguém que é jogador ou alcoólico, homossexual ou criminoso. Sempre que uma pessoa é excluída desta forma, por alguns dizerem “eu tenho mais direito a pertencer do que ele ou ela”, o sistema fica perturbado e faz pressão para que haja uma reconstrução ou reparação do mesmo. Porque aquele que foi separado ou excluído desta maneira, será imitado numa geração mais à frente por um descendente, sem que este se dê conta. Este descendente vai sentir-se como o excluído se sentiu, comportar-se como ele se comportou e frequentemente acaba como ele.

Para isto há uma única solução. É necessário voltar a incluir no sistema aquele que foi considerado mau e reconhecer que ele tem o mesmo direito de pertença que os outros. E há que dizer-lhe: “cometemos uma injustiça contigo e temos pena de o termos feito”. Imediatamente será possível ver que é justamente da pessoa que tinha sido excluída que emana uma força grande e positiva para os descendentes. Essa pessoa torna-se uma espécie de patrono para eles.

Nas constelações familiares dá-se a curiosa observação de que em relação ao bem e ao mal, aquilo que se manifesta é geralmente o inverso daquilo que se apresenta. Aquele que é indicado como sendo o bom frequentemente se verifica ser o mau e aquele que é considerado o mau verifica-se que é o bom, de quem emana uma força positiva. Por esse motivo, só é possível fazer terapia sistémica quando os excluídos e os maus são tomados no coração e tratados com respeito. Estranhamente, no instante em que o faço ganho a confiança de todos os outros membros do sistema. Instintivamente sentem confiança em mim. Contudo, se eu me cinjo àquilo que ouço e digo ao cliente: agora diz ao teu pai ou ao teu tio de uma vez por todas que ele é um canalha, ou ao pai que abusou de ti que ele é um sujeito mau, já ninguém do sistema sente confiança no terapeuta. As soluções conseguem-se somente mediante o amor. Uma vez compreendidas estas dinâmicas, a única coisa que se pode fazer é trabalhar colocando o amor na dianteira.

 

Bert Hellinger In “El Manancial no Tiene que Preguntar por el Camino“.

 


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Selma Flávio – Terapeuta em Constelação Familiar  e Terapia Vibracional.
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Morte, medo e exclusão


Morte, medo e exclusão – Reflexão Bert Hellinger

“A morte de uma mulher no parto é, para uma família, o mais decisivo dos acontecimentos. Quando existe um destino particularmente difícil, ele provoca medo. Acredita-se que, quando se pensa nisso ou se reverencia essas pessoas mortas, esse destino terrível continua. Por isso essas pessoas são temidas e excluídas.

Também, perante os mortos, temos muitas vezes o receio de que possam ser inimigos ou invejosos. A lápide sobre o túmulo é, na verdade uma tentativa de segurar os mortos para que não saiam. Antigamente ela ficava deitada. Segurava os mortos. Esse é o profundo medo. Mas justamente com isso se provoca o que se quer evitar, e a bênção que poderia vir deles fica impedida. Nós, aqui, seguimos o outro caminho, nós os trazemos à vista e os respeitamos.
Freqüentemente, um parceiro anterior é excluído por medo de que ele possa atuar de forma ruim na família.

Mas exatamente, se procedermos assim, é que ele atua de maneira negativa. Não porque ele seja ruim, mas sim porque não é respeitado. O sistema não tolera que uma pessoa que lhe pertence não seja respeitada. Quando não reconhece isso, por exemplo, quando o marido diz à mulher anterior:

 

“Eu ainda não tinha visto você direito”, e agora ele olha para ela, então ela fica amável. As pessoas são profundamente amáveis, quando respeitadas. Então, o segundo relacionamento tem uma possibilidade muito mais profunda e plena. Este é, na verdade, o segredo todo deste trabalho aqui (Constelações Familiares).
É algo bem simples, humano e amoroso.”

 

Bert Hellinger


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Tudo aquilo de que me lamento ou queixo, quero excluir


 

“Tudo aquilo de que me lamento ou queixo, quero excluir. Tudo aquilo a que aponto um dedo acusador, quero excluir. A toda a pessoa que desperte a minha dor, estou a excluí-la. Cada situação em que me sinta culpado, estou a excluí-la. E desta forma vou ficando cada vez mais empobrecido.

O caminho inverso seria: a tudo de que me queixo, fito e digo: sim, assim aconteceu e integro-o em mim, com todo o desafio que para mim isso representa. E afirmo: irei fazer algo com o que me aconteceu. Seja o que for que me tenha acontecido, tomo-o como a uma fonte de força. É surpreendente o efeito que se pode observar neste âmbito. Quando integro aquilo que antes tinha rejeitado, ou quando integro aquilo que é doloroso para mim, ou que produz sentimentos de culpa, ou o que quer que me leve a sentir que estou a ser tratado de forma injusta, o que quer que seja… quando tento incorporar tudo isso, nem tudo cabe em mim. Algo fica do lado de fora. Ao consentir plenamente, somente a força é internalizada. Tudo o resto fica de fora sem me contaminar. Ao invés, desinfecta, purifica-me. A escória fica de fora, as brasas penetram no coração.”

— Bert Hellinger

 


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Tipos de homens que você jamais deveria ter como companheiro


Nenhum homem é perfeito, assim como nenhuma mulher é perfeita. Estamos longe disso. Todos somos cheios de defeitos e passamos por momentos nos quais realmente somos difíceis de suportar até para as pessoas que mais gostam de nós. Contudo, existem traços de personalidade que podem ser muito negativos para os relacionamentos amorosos, que vão muito além de uma série de momentos pontuais.

O problema surge por dois motivos: nunca acabamos de conhecer plenamente uma pessoa, e as pessoas mudam. Um homem pode parecer absolutamente encantador no começo, mas talvez logo você tenha que se perguntar para onde foi aquele príncipe encantado. Ou ao contrário: alguém pode parecer ser totalmente entediante e, com o passar do tempo, você descobre nele um encanto escondido.

 

“Você está apaixonado quando percebe que a outra pessoa é única.”
-Jorge Luis Borges-

O que é fato é que algumas pessoas têm um jeito inadequado de se relacionar com a sua afetividade e com o resto. Talvez não consigam amar, ou não aceitem ser amados, ou estão presos dentro do seu próprio inferno de culpa, ressentimento ou temor. Nesses casos, exceto se você conseguir um milagre, o relacionamento acabará em fracasso. Portanto, a seguir apresentamos três tipos de homem dos quais é melhor se manter afastada.

  • O homem que vai de um extremo ao outro

Um tipo de homem que passa da maior ternura à máxima agressividade, em muitas ocasiões sem que existam fatos que justifiquem tal mudança. Nunca explica realmente o que aconteceu. Simplesmente, um dia morre de amores por você e enche você de presentes e carícias, mas no dia seguinte a rejeita de um jeito ácido e, às vezes, cruel.

 

Costumam ser impulsivos. Sem entender de que jeito, você começa a vivenciar uma profunda ambiguidade deles. Você se derrete quando estão na sua faceta amorosa. Não consegue imaginar um homem mais afetuoso e dedicado do que ele. Você sente que o adora e que é o grande amor com o qual sonhou. Depois, quando desperta esse tipo de monstro que ele leva dentro de si, você experimenta justamente o contrário: rejeição e até ódio pela sua instabilidade ou medo, porque ele se torna imprevisível.

  • homem-espelhos

Esse tipo de homem é emocionalmente desgastante. Possuem um profundo conflito consigo mesmos, que não superaram. São muito egocêntricos e por isso não consideram os efeitos que causam em você. O fato é que não estão prontos para ter um relacionamento amoroso com você, nem com ninguém.

  • O homem que tem o hábito de mentir

Existem muitos jeitos de mentir. O mais óbvio é falar sobre fatos ou situações que nunca aconteceram. Mas viver em função de aparências, prometer e não cumprir, se acomodar com circunstâncias com as quais a gente não concorda, também são formas de cair em falsidade.

O mentiroso geralmente se entrega, não por causa do jeito que mente para você, mas por causa do jeito que o faz com os outros. Se o faz com outros, por que não o faria com você também? Muitas vezes essas mentiras não são fáceis de detectar, porque existem homens que são verdadeiros profissionais da simulação. Por isso é tão importante prestar atenção em como ele age com os outros.

  • homem-sem-rosto

Alguém que mente constantemente tornará impossível que a confiança cresça no relacionamento. Logo você se verá fazendo pesquisas exaustivas para pegá-lo. Ou fuçando suas coisas para ver se a engana. Com os homens compulsivamente mentirosos é impossível construir um relacionamento que valha a pena.

  • O homem que faz você se sentir inibida

São esse tipo de homem com os quais você sente que está pisando em ovos o tempo todo. Costumam ser muito críticos em relação ao que você faz ou diz, e inclusive com o jeito que você se veste. Esse traço é próprio de quem tem muito sucesso ou dinheiro e procura simplesmente uma companhia que se comporte do jeito que eles querem.

O fato é que você sempre se sente avaliada e, geralmente, desclassificada. Você pensa cada coisa vinte vezes antes de pronunciá-la. Você mede muito bem o jeito que se comporta quando ele está com você e permanece nessa atitude tensa, que não a deixa ser espontânea. De repente, você se torna uma pessoa muito silenciosa quando está na sua presença; ou fala, mas sempre está atenta à expressão que ele tiver diante das suas palavras.

  • homem-pintado

Em casos mais extremos, estes homens controladores e narcisistas também acabam sendo violentos. Acreditam que o mundo e todas as pessoas, especialmente seu companheiro, precisam se comportar como ele imagina que devem fazê-lo. O seu lance é a intimidação, seja com jogos psicológicos sutis ou com coação física direta. Como esse tipo de homem você nunca será feliz.

 

Via amentemaravilhosa

 


 

Você não tem sorte no amor?  Descubra como pode cuidar e transformar a sua vida.

Selma D. Flávio - facilitadora em Constelação familiar e Terapias Energéticas
11 973873144 - blog@selmaflavio.com.br - www.selmaflavio.com.br

 

ARCANJO MIGUEL, NOSSO PROTETOR


“Jesus é teu irmão, e São Miguel é teu protetor.”

Palavras do Senhor

Dia 29 de Setembro é dia do Arcanjo Miguel.

Miguel Arcanjo pode ser a luz que necessita.
O poderoso Arcanjo é muito requisitado para livrar-nos de tudo o que nos prende e nos derruba, principalmente em cunho emocional. Pessoas negativas, inveja, relacionamentos destrutivos, pensamentos negativos, fofocas, entre outros males que atrasam nossas vidas e não nos dão paz.
Antes de realizar a oração poderosa, vamos conhecer um pouco sobre o Arcanjo Miguel, o escolhido por Deus para defender a todos os seres humanos.

 

“Houve uma grande batalha: Miguel e seus anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão também lutou, junto com seus anjos, mas foram derrotados, e não houve mais lugar para eles no céu”. (Apocalipse, 12, 7-8)

Com esta passagem bíblica, Miguel se tornou o símbolo da milícia celestial, por ser o responsável por expulsar os anjos malignos do céu. No entanto, Miguel é citado e conhecido em diversas doutrinas religiosas, como no judaísmo, cristianismo e o islamismo, com algumas variações em sua história de acordo com as religiões.
Seu nome, em hebraico, significa “Aquele que é similar a Deus”, fazendo deste Arcanjo, o símbolo intermediário entre Deus e seu povo em terra. Mas por que Arcanjo? O prefixo arc sugere a palavra grega arch, ou seja, o começo, o princípio, o que lidera. A partir desta raiz, Miguel se traduz como o Chefe dos Mensageiros, O Primeiro Anjo, tornando-o poderoso e dono de grande influência aos mortais, fiéis ou não a Deus.

Sendo assim, a oração poderosa de Miguel abrange a libertação do ser humano de todos os males, seja ele de qualquer finalidade que esteja lhe preocupando ou impedindo que sua vida siga seu rumo.

 

Arcanjo Miguel é muito poderoso, ele tem o poder de nos proteger, onde quer que a gente esteja.  Você é capaz de sentir a sua presença.

 

Em quais momentos da nossa vida podemos chamar o Arcanjo Miguel?

  • Antes de sair de casa.
  • Antes de dormir.
  • Antes de viajar.
  • Quando sentimos que estamos em perigo.
  • Para proteger nossa família, nossos amigos, nossa casa.

 

 

A oração que mais gosto e rapidamente sentirá sua proteção.

Oração de Proteção

São Miguel à frente,
São Miguel atrás,
São Miguel à direita,
São Miguel à esquerda,
São Miguel acima,
São Miguel abaixo,
São Miguel, São Miguel,
aonde quer que eu vá.
Eu sou o seu amor que protege aqui!
Eu Sou o seu amor que protege aqui!
Eu Sou o seu amor que protege aqui!

Quando sentimos que estamos em perigo, nós devemos chamá-lo rapidamente, falando ou pensando assim:

Arcanjo Miguel, me protege!

 

 

Confie, Deus está em todos nós. Confie e tenha ao seu lado a proteção de Miguel.

 


 

Como a ‘liberdade sexual’ me levou ao abuso


Afinal, eu adorava transar, ser sexy, fazer mil coisas na cama, sair com vários caras, vê-los pirando por mim, ficando loucos, ser a gostosona que leva os homens à loucura. Pobre de mim, que gastei anos da minha vida achando que isso é liberdade. Na verdade, é o contrário de ser livre.  Basta ler com atenção para entender o porquê.

Ser sexy, fazer os caras pirar, ser a gostosona que leva homens à loucura… Tudo isso é para eles. E eu não percebia que, no fundo, eu nunca prestava atenção em mim. Tanto que mal consigo lembrar da maior parte das minhas transas.

E em algum momento aí no meio do caminho, eu comecei a sentir dor no sexo. Na minha fase solteira mais libertária. Mas eu continuei transando, dando prazer pros homens, fazendo de tudo para deixá-los malucos. Se eu sentia prazer? Não sei, às vezes sim, às vezes não.

Mas isso era normal, não? Não é que mulher não goza sempre? Eu sempre acreditei nisso. Se eu não gozava, ah, normal! Gozar sempre é coisa de homem. E quando eles não gozavam, eu me sentia culpada. Alguma coisa eu tinha feito de errado.

Engraçado é que eu me senti por muito tempo absurdamente livre por ser assim. Por ter vibrador, por me masturbar, por transar muito, por topar anal, por fazer estripulias na cama. E a dor, bem, ela era a companheira. Compensava, na minha cabeça.

Até que eu comecei a namorar, o namoro evoluiu e caminhava para ser uma relação duradoura. Eu queria muito que fosse duradoura e incrível. Mas, com a rotina, era cada vez mais difícil eu me sentir incrível, a rainha do sexo, e a dor foi ganhando espaço na minha cabeça.

Então, eu decidi tratar a dor, para poder ter uma vida sexual incrível com o homem que amo e manter nossa relação funcionando. Passei por médicos, fiz exames e muitas coisas. Descobrimos que nada de errado havia ali na minha linda vagina. O problema estava na minha cabeça.

Era preciso fazer terapia. Foi só ali, no divã, que eu entendi que de livre eu não tinha nada, nunca tive. Ela nunca me falou isso assim, mas ao longo do processo terapêutico, eu percebi que sexo para mim era totalmente sobre dar prazer ao homem. Sobre ser desejada, sobre sentir que eu tinha algum valor para aquele homem. Nada era sobre mim, meu corpo, meu prazer. Até mesmo deixar de sentir dor tinha sido algo para o outro, pra garantir que eu não deixaria de transar e assim manteria meu relacionamento.

De repente, me dei conta de que nem conhecia minha vagina. Na teoria, sabia tudo, mas eu nunca havia parado para me masturbar de formas diferentes das que sempre fazia. Aos 27 anos de idade, eu não sabia dizer o que me estimulava, o que me excitava, quais partes do meu corpo e da minha vagina me deixavam com tesão. Em compensação, sabia completamente como dar prazer a um homem, chupar do jeito certo, dar de quatro pra ele gozar rápido, gemer de um jeito excitante, escolher as lingeries que mais seduzem.

A origem disso tudo? Um mix de coisas. Eu sou insegura, tenho a autoestima baixa, não me sinto boa em nada. E de repente, transando, comecei a me sentir boa fazendo uma coisa: dando prazer. Eu nunca consegui me autorreconhecer. Eu preciso do reconhecimento do outro, e, pra mim, isso tem vindo dos homens. E quando não vem, eu me sinto um lixo.

Eu poderia dizer que isso é um fruto da minha criação, de como eu me formei, construí minha autoestima. Mas a verdade é que, por trás disso, está o machismo. Como toda menina, eu fui criada querendo ser linda. Da minha mãe, das minhas amigas, de todo mundo, eu ouvia que precisava ser bonita para arrumar namorado, pra não ficar sozinha pra sempre. Os filmes, as revistas, as novelas, tudo sempre me dizia que eu precisava conquistar os homens.

Como eu sempre quis ser livre, fugir das amarras, achei que me liberar sexualmente era um jeito de fugir dessa coisa de que eu precisava de UM homem para ser feliz. Mas continuou dentro de mim a lógica de que eu precisava agradar OS homens, pra me sentir valorizada.

Some a isso o fato de que, por mais que se fale sobre sexo, pouco se fala sobre o prazer. Quantas amigas não comentavam suas estripulias: quantas vezes na mesma noite conseguiu fazer o cara transar ou gozar, como fulano disse que ela chupava incrivelmente bem, como transou no lugar xis ou ípsilon. Pouquíssimas eram as vezes em que alguma mulher dizia “eu gosto disso ou daquilo”. E quando rolava, era uma coisa tão superficial, cheia de tabus e medos.

Claro que, nisso tudo, meu prazer ficou de lado, completamente esquecido. Eu não me tocava de verdade, eu não me olhava, eu não sentia.

Por que eu sinto dor? Essa é a pergunta que mais me tenho feito ultimamente.

Sinceramente, não sei responder com 100% de certeza. Já cogitei que tenha sido abusada sexualmente em algum momento, bêbada demais para me lembrar. Hoje estou mais propensa a pensar que sim, fui abusada, mas não no sentido mais literal da coisa. Fui abusada por mim mesma e pelo machismo, porque me deixei convencer de que era o certo e o normal. Porque fingi orgasmos, porque transei sem vontade, porque enchi a cara pra conseguir abrir as pernas, porque seduzi caras e fiz sexo simplesmente pra me sentir desejada, sem sentir prazer algum, porque abri mão dos meus desejos pra satisfazer os dos outros.

Nenhum homem nunca me estuprou, nunca abusou de mim, mas eu me deixei ser abusada por todos. E, neste momento, eu não culpo esses homens, até porque vários deles queriam mesmo me agradar. Como eles iam saber o que eu sentia e pensava, se eu não falava nem demonstrava? É claro que todos estavam preocupados com o próprio prazer.  Eu é que devia ter me preocupado mais com o meu prazer e é isso que estou tentando fazer.

Como disse a minha (santa) psicóloga: o prazer não vem do outro, ele está dentro de nós. Claro que o sexo é algo a dois (ou mais) e que todos ali querem ver todos felizes, ou deveria ser assim. Mas antes de querer dar prazer, eu precisava ter aprendido a sentir prazer. Isso sim é ser livre: saber gozar, do meu jeito, independente de alguém estar ficando louco ou me achando sexy.

SOBRE @ AUTOR@:
 Fonte AzMina

O Amor Basicamente É Um Estado De Ser


A coisa real não é um relacionamento mas um estado; a pessoa não ama, mas é amor. Toda vez que eu falar sobre amor relembre disso: estou falando sobre o estado de amor. Sim, relacionamento é perfeitamente bom, mas ele vai ser falso se você não tiver atingido o estado de amor. Assim o relacionamento não é só uma pretensão, mas uma perigosa pretensão, porque ele pode ir enganando você: pode continuar lhe dando a noção de que sabe o que é amor, e você não sabe. O amor basicamente é um estado de ser: a pessoa não está amando, a pessoa é amor.
E esse amor surge não ao apaixonar-se por alguém. Esse amor surge indo para dentro – não caindo mas elevando-se, voando muito alto, mais alto do que você. É um tipo de ultrapassagem. Um homem é amor quando seu ser é silencioso: é a canção do silêncio. Um Buda é amor, um Jesus é amor – não em amor com uma pessoa em particular, mas simplesmente amor. Seu próprio clima é amor. E não é endereçado a alguém em particular, é espalhado em todas as direções. Qualquer um que chegue perto de um Buda o sentirá, será inundado por ele, será banhado nele. E ele é incondicionalmente assim.
O amor não dá nenhuma condição, nenhum ‘se’, nenhum ‘mas’. O amor nunca diz ”Preencha esses requisitos, então eu te amarei.” O amor é como respirar: quando acontece você é simplesmente amor. Não importa quem chegue perto de você, o pecador ou o santo. Quem quer que chegue perto de você começa a sentir a vibração do amor, é alegrado. O amor é doação incondicional – mas somente aqueles que têm são capazes de dar.”
Osho, The Guest