Solidão A Dois: Ninguém Explica, Mas Todo Mundo Sabe O Que Significa

Com sorrisos cada vez mais raros e sem poder de contagiar; com impaciência ao invés de brincadeiras e um torturante silêncio onde deveriam existir palavras e palavras, cada vez mais pessoas vivenciam a solidão a dois, termo que ouvi pela primeira vez na voz de Cazuza, em “Eu queria ter uma bomba”, música do Barão Vermelho.

São olhares vazios, pensamentos dispersos e uma sensação enorme de “tanto faz”. Na mesa do restaurante, o casal insiste em prestar atenção exclusivamente às telas de seus celulares; enquanto caminham, nenhuma palavra sai de seus lábios, e na despedida um beijo frio. No sexo, por não exigir diálogo, as coisas fluem um pouco melhor. Mas ainda assim é insuficiente.

O relacionamento, contudo, é mantido. Talvez por conveniência ou talvez porque essa realidade basta. Existem pessoas que se contentam com o básico e outras que temem a solidão mais do que qualquer outra coisa. Elas não percebem, porém, que estão sozinhas, apesar de terem uma companhia.

Parece contraditório, mas não é. Soa como se as pessoas, com medo da solidão, resolvessem ficar sozinhas juntas. Assim é formada uma multidão de almas vazias, de corações partidos e mentes desencontradas.

Elas se sentem perdidas da mesma forma. Estão a sós com seus pensamentos, embora segurem uma mão. Sonham acordadas, mas preferem não falar sobre isso. Passam horas tentando saber porque aquelas pessoas malucas escrevem poemas e canções.

Ficam inconformadas por aqueles que dizem que até o céu muda de cor quando estão amando. “Porra, o céu é azul. Sempre foi e sempre será”, concluem. Mas é mentira. O céu é da cor que querem aqueles que não sentem uma solidão esmagadora, estejam acompanhados ou não.

E assim assistimos relacionamentos começando e terminando dia após dia. Não haveria problema nenhum nisso, afinal, nossa existência é efêmera, e somos feitos de dúvidas e erros. O problema é assistir o seu relacionamento começar e acabar e ainda assim não aprender nada de valioso com ele. E sabe por que não? Porque vocês não estavam juntos. Apenas estavam sozinhos no mesmo lugar.

 

TEXTO DE Bruno Inácio
Fonte PortalRaiz

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Tatuapé – SP

 


 

O Sagrado Feminino e a Sexualidade


Problemas como falta de amor próprio ou de expressão criativa e dores e frustrações nos relacionamentos que foram reprimidos serão manifestados nos órgãos sexuais e também no comportamento na cama – o que explica, por exemplo, porque algumas mulheres sentem dificuldades durante o ato sexual.

A cura e a integração da mulher à energia da sua sexualidade dependerão especialmente do entendimento que ela possui sobre suas simbologias físicas, emocionais, mentais e espirituais. Mesmo que não se dê conta, toda sua experiência sexual e descoberta como mulher ficam registradas em sua mente. Suas crenças serão então reproduzidas na sua vida sexual, mesmo que você não perceba.Mesmo que não se dê conta, toda sua experiência sexual e descoberta como mulher ficam registradas em sua mente. Suas crenças serão então reproduzidas na sua vida sexual, mesmo que você não perceba.

Por exemplo: uma mulher de origem familiar tradicional, com pais repressores, que puniam ou não incentivavam sua expressão sexual, geralmente irá reproduzir comportamentos de autopunição com o sexo, o que pode gerar dificuldade de chegar ao orgasmo, dores na relação, diminuição da libido e fuga do sexo.

Na filosofia do Sagrado Feminino, uma forma de autotratamento para dificuldades sexuais é feita por meio da expressão da criatividade. Ou seja, é através da dança, artesanato, desenho, escrita, maquiagem ou toda forma de autocuidado, que a mulher aprende a manifestar seu lado criativo. O ventre – que está intimamente ligado ao órgão sexual e ao sexo – é uma região que simboliza a criação. Portanto, ele recebe as energias curativas para essas dificuldades por meio da criatividade.

 

Mesmo que não se dê conta, toda sua experiência sexual e descoberta como mulher ficam registradas em sua mente. Suas crenças serão então reproduzidas na sua vida sexual, mesmo que você não perceba.

 

Fonte EntreCulturas


 

 


 

 

 

Confirmado amanhã – VIVÊNCIA DE CONSTELAÇÃO FAMILIAR


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“Quando O Amor Chamar, Siga-O”


Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa poda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
“Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.

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Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.

Do livro: O Profeta – Gibran Khalil Gibran


 

 

Sentimentos Não São Pedras, Eles São Como Rosas


“Existem três níveis no indivíduo humano: sua fisiologia, seu corpo; sua psicologia, a mente; e seu ser, seu ser eterno.  O amor pode existir nestes três planos, mas a qualidade dele será diferente. No plano da fisiologia, o corpo, ele é simplesmente sexualidade. Você pode chamá-lo de amor, porque a palavra amor parece ser poética, bonita. Mas noventa e nove por cento das pessoas estão chamando o sexo de amor. O sexo é biológico, físico. Sua química, seus hormônios – toda matéria está envolvida nele…
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Somente um por cento das pessoas conhece um pouco mais profundamente. Poetas, pintores, músicos, dançarinos, cantores, têm uma sensibilidade tal que podem sentir além do corpo. Eles podem sentir as belezas da mente, as sensibilidades do coração, porque eles próprios vivem nesse plano.  Mas um músico, um pintor, um poeta vive num plano diferente. Ele não pensa, ele sente. E porque ele vive em seu coração, ele pode sentir o coração da outra pessoa. Isto é comumente chamado de amor. Isto é raro. Eu estou dizendo somente um por cento talvez, esporadicamente.
Porque tantas pessoas não estão se movendo para o segundo plano se ele é tremendamente belo? Existe um problema: qualquer coisa muito bela é também muito delicada. Não é uma armadura, é feita de vidro muito frágil. Uma vez que um espelho tenha caído e quebrado, não tem nenhum modo de remontá-lo.
As pessoas têm medo de se envolver e tocar as camadas delicadas do amor, porque neste estágio o amor é tremendamente belo mas também tremendamente mutável. Sentimentos não são pedras, eles são como rosas…”
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Poetas são conhecidos, artistas são conhecidos por se apaixonarem quase todos os dias. O amor deles é como uma rosa. Enquanto ela está lá ela é tão perfumada, tão viva, dançando no vento, na chuva, no sol, afirmando sua beleza. Mas ao anoitecer ela pode ir embora, e você não pode fazer nada para impedi-la. O mais profundo amor do coração é como uma brisa que vem em seu quarto, traz seu frescor, ela é amena, e depois se vai. Você não pode segurar o vento em seu punho fechado com suas mãos. Muito poucas pessoas são tão corajosas para viver uma vida de momento a momento, uma vida mutante. Por isso, elas decidiram viver um amor no qual elas podem depender.
Eu não sei qual tipo de amor você conhece – muito provavelmente o primeiro tipo, talvez o segundo. E você tem medo de que se você chegar em seu ser, o que acontecerá com seu amor? Certamente ele vai embora – mas você não será um perdedor. Um novo tipo de amor aparecerá o qual talvez só aparece em uma pessoa em milhões. Este amor só pode ser chamado de amorosidade.”
Osho, From Death to Deathlessness, Capítulo #17

Não há nada mais erótico do que uma boa conversa


“Não há nada mais erótico do que uma boa conversa.” E isso pode soar estranho, porque estamos saturados de conversas rasas, com pessoas rasas, falando sempre as mesmas coisas, sem o menor interesse e chegando a lugar nenhum.

Mas, uma boa conversa, uma diálogo de verdade, é o que há de mais erótico em uma relação, porque são as palavras que mostram os poros do rosto da vida e isso é muito mais belo e excitante do que enxergar o tempo inteiro maquiagens em rostos que transpiram falsidade.

Uma boa conversa é aquela em que não temos medo de dizer nada. Tudo pode ser dito, colocado na mesa, debatido, rebatido, formulado, reformulado. As palavras são lançadas como o fluxo do nosso pensamento, mostrando o que realmente pensamos sobre as coisas, sem hipocrisia ou fingimento; a nossa bagunça interior representada por palavras que sempre querem dizer alguma coisa, mas nem sempre encontram a organização semântica necessária; mostrando a alma despida e escancarada, pronta para ser tocada.

E porque a alma está escancarada, fala-se sobre tudo, desde os assuntos mais triviais aos mais existencialistas. Conversa-se sobre a preguiça que sentimos ao acordar cedo, a quantidade de açúcar que gostamos no café, sobre música, cinema e política, sobre o pé na bunda mais engraçado que já levamos, o momento de maior constrangimento, o primeiro amor, discute-se a existência de deus, a felicidade, o amor, para que lugar se vai após a morte, sobre o que queremos da vida e o que já estamos de saco cheio.

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As frustrações, os medos, as angústias, as imperfeições, os pecados silenciosos, deixados em oculto. Ou seja, uma boa conversa é aquela em que as almas encostam-se e beijam-se, procurando não separar-se e encontrar pontos que as tornem mais conectadas e apaixonadas.

Por estarmos imersos em relacionamentos tão superficiais, talvez seja difícil acreditar que existam relacionamentos humanos em que a conversa exerce o enlace erótico entre as pessoas, de modo a torná-las insistentemente desejosas por mais do outro. Entretanto, é justamente pela falta de comunicação que estamos carentes de pessoas interessantes, capazes de nos “prender” por horas, como se fossem minutos, tão somente pela troca de palavras que imergem em todos os cantos do nosso ser.

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Na maior parte dos relacionamentos, sejam entre amantes, amigos, familiares, etc., o que vai afastando as pessoas e, consequentemente, permitindo desabar a ponte que as une e no seu lugar fazendo emergir barreiras, reside na maneira como lidamos com o mundo que forma o outro. Ou seja, é preciso viajar no mundo deste, comprar a sua loucura, a sua dor, os seus sonhos, para que deixemos de pensar apenas em nós mesmos, para que possamos sair do nosso mundo e interagir com o mundo do outro, e, assim, compreendê-lo.

Sendo assim, a comunicação é imprescindível para que duas almas se mantenham juntas e apaixonadas, já que, quando deixamos de ter interesse no universo que compreende uma alma distinta da nossa, tornamo-la pequena e, então, o outro se fecha para nós, bem como, a paixão se esvai, porque já não existe eroticidade nas palavras, as quais, não raras vezes, deixam, inclusive, de ser ditas.

 

Se há algo de divino no mundo, sem dúvida alguma se manifesta no espaço colocado entre duas almas que anseiam para se tocar e isso só é possível quando permitimos que estas dialoguem com verdade e beleza, pois somente, dessa forma, tem-se a eroticidade necessária para transformar duas almas distintas vagando pelo nada em duas almas conectadas, compartilhando a vida em suas grandiosas imperfeições e nos seus pequenos milagres, já que mesmo depois do gozo do corpo, as palavras sempre permitem a continuidade do gozo na alma.

 

Erick Morais

Fonte ContiOutra


 

O dever de desobediência


“Todo sofrimento do mundo pode ser explicado de forma simples: todos foram recortados, moldados, reorganizados pelos outros sem que eles mesmos sequer tentassem descobrir o que supostamente deveriam ser por sua própria natureza.
Eles não deram uma chance à existência.
Desde o momento em que uma criança nasce, começam a estragá-la, sempre com boas intenções, é claro.
Os pais não fazem isso de forma consciente, mas eles mesmos foram condicionados assim.
Depois repetem o processo com seus filhos, pois não sabem fazer de outra forma.
Uma criança desobediente é continuamente condenada.
Por outro lado, uma criança obediente é sempre recompensada. Contudo, alguém já ouviu falar de alguma criança obediente mundialmente famosa em qualquer uma das dimensões da criatividade?
Já ouviram falar de uma criança obediente que tenha recebido um prêmio Nobel em qualquer área: literatura, paz, ciência?
As crianças obedientes se tornam parte do rebanho.
Tudo que é trazido de novo à existência é ocasionado pelos que desobedecem.”

– Osho