REPETIR PROBLEMAS AMOROSOS É FORMA INCONSCIENTE DE LEALDADE À FAMÍLIA

Para ter relações saudáveis, é preciso se libertar de padrões pessoais e de gerações passadas.

Ao contrário do que muitos pensam, não basta que exista amor para garantir o êxito e o bem-estar numa relação afetiva. Isso porque existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

Pelas mesmas razões, também não basta que uma pessoa solteira diga que deseja ter um par para que ela esteja realmente disponível para um novo relacionamento.

Experiências vividas e fatos difíceis ocorridos ao longo da história de vida pessoal ou de gerações anteriores podem estar por trás dessas dificuldades. No âmbito da Constelação Familiar – técnica que trata de conflitos e desordens nas famílias e nas relações humanas – chamamos essas amarras de “emaranhamentos sistêmicos”, ou seja, dinâmicas inconscientes que fazem alguém estar atado a pessoas e histórias de sofrimento do passado.

PESSOAS SE MANTÊM LEAIS A DESTINOS E COMPORTAMENTOS DE SUAS FAMÍLIAS

Isso acontece como consequência da consciência moral, conforme observações do psicoterapeuta alemão Bert Hellinger. Essa consciência nos mantém leais, de forma inconsciente, a destinos, histórias e padrões de comportamento vivenciados em nosso sistema familiar.

COMO AS CRISES FAMILIARES SE PERPETUAM POR GERAÇÕES?

Nos meus atendimentos, por exemplo, é muito comum mulheres que chegam com dificuldades para se relacionar terem crenças do tipo: “os homens não são confiáveis” ou “os homens são fracos”. São mulheres que na infância ou adolescência testemunharam suas mães ou avós sofrerem devido à infidelidade de maridos, ou passaram a vida ouvindo essas mulheres criticarem seus companheiros. Quando adultas, se comportam como se dissessem: “se minha mãe sofre por não ter tido sorte nos relacionamentos, ou por ter sido traída pelo meu pai, então eu também não posso ser feliz. Preciso segui-la no sofrimento e na infelicidade”. Assim, ao repetirem o mesmo destino de suas mães ou avós, ou seja, atraindo muitas vezes homens que as abandonam ou as traem, essas filhas e netas se sentem infelizes, porém, de boa consciência.

É também bastante comum que essas filhas direcionem sentimentos de raiva e frustração – que essas mulheres anteriores sentiram pelos seus maridos (e que muitas vezes não puderam expressá-los, ou não puderam se separar deles, por dependência financeira) – aos cônjuges atuais. Ou seja, vingam-se dos homens em nome de suas ancestrais.

Na verdade, essa repetição é uma forma inconsciente de amor e lealdade ao sistema familiar. A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

Ela passa a ficar vinculada às histórias alheias, desenvolvendo sentimentos de raiva, reivindicação, indignação, menos valia, inferioridade ou incapacidade, que no fundo não pertencem a ela, são adotados de outros membros, por amor cego ao sistema familiar.

E é justamente essa lealdade sistêmica, em forma de consciência moral, que limita a entrega à vida. Voltando aos exemplos anteriores, se a filha tiver um relacionamento exitoso, vai se sentir obviamente muito feliz, mas também de má consciência, pois está indo contra um padrão familiar. A cura e a reconciliação estão além dessa consciência moral. Portanto, a solução será escolher, de forma consciente, fazer diferente – e isso muitas vezes implica em carregar e suportar uma culpa.

IDENTIFIQUE ONDE SEU DESTINO FAMILIAR COMEÇOU

Para poder se libertar desses “emaranhamentos sistêmicos” e de fato conseguir fazer diferente, é preciso, antes de mais nada, entrar em sintonia com o próprio destino. Bert Hellinger, no livro “O Amor do Espírito” (Ed. Atman), diz: “destino significa que nos encontramos inseridos em uma família específica, na qual ocorreram certos acontecimentos que determinam os destinos daqueles que vem depois”.

Sendo assim, precisamos identificar onde esse destino se inicia. Para isso, ajuda muito fazer perguntas aos pais e avós para entender melhor a história das gerações passadas e se há padrões repetitivos na família.

A TERAPIA DA RECONCILIAÇÃO

Uma sessão de Constelação Familiar, além de trazer à luz esses padrões e identificar quando e onde se originaram, ajudará você a se confrontar com esse destino: primeiro, concordando com ele, ou seja, alinhando-se às forças que o dirigem e que também dirigem o seu par; e segundo, honrando e respeitando tudo o que passou, sem julgamentos. Somente esse olhar amoroso pode desfazer emaranhamentos.

Fonte Personare 

Se você tem questões com a vida amorosa, entre em contato através do formulário abaixo, que nós retornaremos com mais informações. Selma Flávio é formada em Constelação Familiar e falará com você.

A equivalência é o que faz um relacionamento dar certo


Bert Hellinger, trouxe para o mundo o conceito das Ordens do Amor, leis que para ele são tão arcaicas como nós mesmos e que são Leis da vida que regem os relacionamentos humanos, em todos os seus níveis.

Quando ele fala sobre o tema do RELACIONAMENTO DE CASAIS, cita vários pontos onde podemos nos emaranhar e colocar o risco nossas relações, sendo que, entre elas, talvez a mais comum e mais perigosa é a postura de esperarmos, cobrarmos ou exigirmos de nosso parceiro aquilo que não recebemos (ou não aceitamos receber) de nossos pais.

Quando fazemos isso, saímos do lugar de pessoa equivalente (pessoa diferente, mas tão importante quanto) e nos colocamos em situação inferior ou superior ao nosso parceiro. Se estamos no lugar da cobrança, estamos tentando transformar nosso parceiro em PAI ou MÃE e nós nos transformamos em CRIANÇAS. Se vamos para o lugar daquele que quer oferecer o que o outro exige, transformamos nosso parceiro em FILHO/A e nós mesmos vamos para o lugar de PAI ou MÃE. Em ambos os casos, para Hellinger, há uma quebra de uma lei e o relacionamento perde suas chances de dar certo e levar ambos a um outro lugar, o do crescimento de um através do outro.

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Este belíssimo texto de Bert, ilustra bem esses princípios:

“As ordens do amor entre o homem e a mulher são diferentes das ordens do amor entre pais e filhos. Por isso a relação do casal sofre abalo e fica perturbada quando o casal transfere irrefletidamente para ela (a relação) as ordens do relacionamento entre pais e filhos.

Se, por exemplo, numa relação de casal, um parceiro busca no outro um amor incondicional, como uma criança busca em seus pais, ele espera receber do outro a mesma segurança que os pais dão a seus filhos. Isso provoca uma crise na relação, fazendo com que aquele de quem se esperou demais se retraia ou se afaste.

E com razão! Pois ao se transferir para a relação de casal uma ordem própria da infância, comete-se uma injustiça para com o parceiro. Quando, por exemplo, um dos parceiros diz ao outro: “Sem você não posso viver” ou: “Se você for embora eu me mato”, o outro precisa se afastar, pois tal exigência entre adultos no mesmo nível hierárquico é inadmissível e intolerável.

Já uma criança pode dizer algo assim a seus pais, porque sem eles realmente não pode viver.Inversamente, se o homem ou a mulher se comporta como se fosse autorizado a educar o parceiro e tivesse a necessidade de fazê-lo, arroga-se, em relação a alguém que lhe é equiparado, direitos semelhantes ao dos pais em relação aos filhos.

Neste caso, frequentemente o parceiro se esquiva à pressão e busca alívio e compensação fora do relacionamento.Portanto, faz parte das ordens do amor na relação entre o homem e a mulher que ambos se reconheçam como iguais. Qualquer tentativa de colocar-se diante do parceiro numa atitude de superioridade, própria dos pais, ou de dependência, característica da criança, restringe o fluxo do amor entre o casal e coloca em perigo a relação.”

Trecho extraído da Obra de Hellinger, O amor do Espírito.

 

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Selma Flávio – Terapeuta sistêmica e vibracional.

http://www.selmaflavio.com.br / 11-9.7387.3144 whatsapp /selmaflavio@gmail.com

Local: Tatuapé – SP

 


 

Ele não quer se casar, saiba a razão

Vínculos anteriores não honrados

Relacionamentos anteriores que criaram vínculo através de um profundo e marcante exercício da sexualidade e foram desfeitos com mágoas ou sentimentos de culpa, pelo menos de um dos parceiros, interferem nas relações anteriores. Quando o amor, a dor e o preço pago na ligação anterior não são honrados no novo relacionamento, isso não apenas induz filhos dos novos relacionamentos a representar ex-parceiros dos pais que não foram devidamente respeitados, como também impede, muitas vezes, os novos parceiros de assumir sua relação, pelo preço que custou aos parceiros anteriores. O ciúme, por exemplo, é uma forma inconsciente de lealdade a uma ligação anterior do parceiro. Quando um homem abandona sem necessidade sua mulher para viver com uma amante, o ciúme desta freqüentemente destrói a nova ligação. Ela não consegue assumir a relação pelo preço que custou à parceira anterior, e torna-se igual a ela no medo de perder o homem para uma outra mulher.

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As ligações anteriores são muitas vezes esquecidas, reprimidas ou não reconhecidas em seus efeitos posteriores. Um homem se queixou de que, depois de dois casamentos e de um terceiro relacionamento mais longo, apaixonara-se de novo, mas a mulher não queria casar-se com ele. Em sua constelação verificou-se que todas as mulheres estavam zangadas com ele, inclusive as duas filhas de seu primeiro matrimônio. Só após um persistente interrogatório ele revelou, com um gesto depreciativo da mão, que aos 17 anos tivera um amor de juventude com intenso envolvimento sexual e que, pouco depois de ter-se separado dessa moça, ela foi internada numa clínica psiquiátrica. Uma representante dessa mulher foi então incluída na constelação. Ela chorou amargamente e todas as outras mulheres tinham lágrimas nos olhos. Somente quanto o homem a encarou como seu amor de juventude, falou-lhe como a sua primeira mulher, mostrou compaixão com seu destino e a abraçou de novo com amor é que ela ficou tranquila e sorriu. As outras mulheres também abriram sorrisos e a última delas disse: “Agora já posso pensar em casar-me com ele”. E, de fato, os dois se casaram depois.

 

Jakob Robert Schneider – Constelações Familiares

 

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Relacionamentos anteriores não honrados podem influenciar a vida do casal em todo seu contexto, evolvendo também a relação com os filhos. Esse quando olhado através da Constelação Familiar, traz alivio e tranquilidade.

Está passando por conflitos, a resposta pode vir por esse caminho.

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Selma Flávio – Terapeuta sistêmica e vibracional.

www.selmaflavio.com.br  / 11-9.7387.3144  whatsapp / contato@selmaflavio.com.br

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A equivalência é o que faz um relacionamento dar certo

Bert Hellinger, trouxe para o mundo o conceito das Ordens do Amor, leis que para ele são tão arcaicas como nós mesmos e que são Leis da vida que regem os relacionamentos humanos, em todos os seus níveis.

Quando ele fala sobre o tema do RELACIONAMENTO DE CASAIS, cita vários pontos onde podemos nos emaranhar e colocar o risco nossas relações, sendo que, entre elas, talvez a mais comum e mais perigosa é a postura de esperarmos, cobrarmos ou exigirmos de nosso parceiro aquilo que não recebemos (ou não aceitamos receber) de nossos pais.

Quando fazemos isso, saímos do lugar de pessoa equivalente (pessoa diferente, mas tão importante quanto) e nos colocamos em situação inferior ou superior ao nosso parceiro. Se estamos no lugar da cobrança, estamos tentando transformar nosso parceiro em PAI ou MÃE e nós nos transformamos em CRIANÇAS. Se vamos para o lugar daquele que quer oferecer o que o outro exige, transformamos nosso parceiro em FILHO/A e nós mesmos vamos para o lugar de PAI ou MÃE. Em ambos os casos, para Hellinger, há uma quebra de uma lei e o relacionamento perde suas chances de dar certo e levar ambos a um outro lugar, o do crescimento de um através do outro.

 

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Este belíssimo texto de Bert, ilustra bem esses princípios:

“As ordens do amor entre o homem e a mulher são diferentes das ordens do amor entre pais e filhos. Por isso a relação do casal sofre abalo e fica perturbada quando o casal transfere irrefletidamente para ela (a relação) as ordens do relacionamento entre pais e filhos.

Se, por exemplo, numa relação de casal, um parceiro busca no outro um amor incondicional, como uma criança busca em seus pais, ele espera receber do outro a mesma segurança que os pais dão a seus filhos. Isso provoca uma crise na relação, fazendo com que aquele de quem se esperou demais se retraia ou se afaste.

E com razão! Pois ao se transferir para a relação de casal uma ordem própria da infância, comete-se uma injustiça para com o parceiro. Quando, por exemplo, um dos parceiros diz ao outro: “Sem você não posso viver” ou: “Se você for embora eu me mato”, o outro precisa se afastar, pois tal exigência entre adultos no mesmo nível hierárquico é inadmissível e intolerável.

Já uma criança pode dizer algo assim a seus pais, porque sem eles realmente não pode viver.Inversamente, se o homem ou a mulher se comporta como se fosse autorizado a educar o parceiro e tivesse a necessidade de fazê-lo, arroga-se, em relação a alguém que lhe é equiparado, direitos semelhantes ao dos pais em relação aos filhos.

Neste caso, frequentemente o parceiro se esquiva à pressão e busca alívio e compensação fora do relacionamento.Portanto, faz parte das ordens do amor na relação entre o homem e a mulher que ambos se reconheçam como iguais. Qualquer tentativa de colocar-se diante do parceiro numa atitude de superioridade, própria dos pais, ou de dependência, característica da criança, restringe o fluxo do amor entre o casal e coloca em perigo a relação.”

Trecho extraído da Obra de Hellinger, O amor do Espírito.

 


 

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