De acordo com a visão da terapia em Constelação Familiar, criada por Bert Hellinger. – Os relacionamentos são construídos com as necessidades emocionais de todo um sistema familiar. Alimentando de forma simbiótica a necessidade de complementar ou de excluir pessoas envolvidas a cada relação.
Por lealdade a esse sistema familiar os padrões negativos de comportamento se repetem, salvo padrões que favorecem o crescimento pessoal sem sofrimento. Por outro lado, a projeção de uma criança ferida, lança a busca de relacionamentos sofridos e abusivos.
Nesse contexto amplo, a criança pode lançar mão do seu lugar, transpondo as leis naturais da hierarquia, posicionando-se no lugar de pais – movimento que chamamos de amor distorcido – o amor que não contribui para um bem maior; erroneamente de forma inconsciente, tem como objetivo tomar o lugar de um dos pais, acreditando que dessa forma o ajudará. As consequências são inúmeras, desde doenças físicas, abusos sexuais e dificuldade nos relacionamentos futuros.
A criança negligenciada afetivamente na sua primeira idade, tem como tendência a atrair relacionamentos baseados na busca constante de um pai ou uma mãe, gerando confusão emocional. Dado fato que presenciamos com frequência mulheres jovens com homens muito mais velhos – caso esse representante for de um pai amoroso, talvez passe despercebido e sem consequências negativas, o que é muito bom e de grande aprendizado para ambos mas, se esse representante for de um pai austero e ausente, esse companheiro irá oferecer austeridade, ausência e até violência doméstica – chamo a atenção para a linhagem feminina, que poderá estar envolvida em um emaranhado de mulheres que passaram por sofrimento.
Os relacionamentos abusivos começam dentro de casa, geralmente na primeira idade, marcando feito ferro quente na pele, na alma. Gerando medos, inseguranças, preconceitos, desesperos.
A transgeracionalidade – história repetidas da avó, da bisavó, heranças emocionais familiares – reforça todo um padrão de comportamento, tanto para o amor quanto para a dor.
Se pensarmos por essa perspectiva, vamos perceber onde estão as necessidades e o que cada um tem para oferecer, uma dinâmica livre e que você pode escolher ser feliz.
Agora pode começar a compreender onde começa a ferida do tal chamado dedo podre. Vamos dar o primeiro passo para a cura?
Se escreva para o nosso workshop será realizado em breve, avisaremos você.
Selma Flavio – Terapeuta Sistêmica – Constelação Familiar.
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