Como a ‘liberdade sexual’ me levou ao abuso


Afinal, eu adorava transar, ser sexy, fazer mil coisas na cama, sair com vários caras, vê-los pirando por mim, ficando loucos, ser a gostosona que leva os homens à loucura. Pobre de mim, que gastei anos da minha vida achando que isso é liberdade. Na verdade, é o contrário de ser livre.  Basta ler com atenção para entender o porquê.

Ser sexy, fazer os caras pirar, ser a gostosona que leva homens à loucura… Tudo isso é para eles. E eu não percebia que, no fundo, eu nunca prestava atenção em mim. Tanto que mal consigo lembrar da maior parte das minhas transas.

E em algum momento aí no meio do caminho, eu comecei a sentir dor no sexo. Na minha fase solteira mais libertária. Mas eu continuei transando, dando prazer pros homens, fazendo de tudo para deixá-los malucos. Se eu sentia prazer? Não sei, às vezes sim, às vezes não.

Mas isso era normal, não? Não é que mulher não goza sempre? Eu sempre acreditei nisso. Se eu não gozava, ah, normal! Gozar sempre é coisa de homem. E quando eles não gozavam, eu me sentia culpada. Alguma coisa eu tinha feito de errado.

Engraçado é que eu me senti por muito tempo absurdamente livre por ser assim. Por ter vibrador, por me masturbar, por transar muito, por topar anal, por fazer estripulias na cama. E a dor, bem, ela era a companheira. Compensava, na minha cabeça.

Até que eu comecei a namorar, o namoro evoluiu e caminhava para ser uma relação duradoura. Eu queria muito que fosse duradoura e incrível. Mas, com a rotina, era cada vez mais difícil eu me sentir incrível, a rainha do sexo, e a dor foi ganhando espaço na minha cabeça.

Então, eu decidi tratar a dor, para poder ter uma vida sexual incrível com o homem que amo e manter nossa relação funcionando. Passei por médicos, fiz exames e muitas coisas. Descobrimos que nada de errado havia ali na minha linda vagina. O problema estava na minha cabeça.

Era preciso fazer terapia. Foi só ali, no divã, que eu entendi que de livre eu não tinha nada, nunca tive. Ela nunca me falou isso assim, mas ao longo do processo terapêutico, eu percebi que sexo para mim era totalmente sobre dar prazer ao homem. Sobre ser desejada, sobre sentir que eu tinha algum valor para aquele homem. Nada era sobre mim, meu corpo, meu prazer. Até mesmo deixar de sentir dor tinha sido algo para o outro, pra garantir que eu não deixaria de transar e assim manteria meu relacionamento.

De repente, me dei conta de que nem conhecia minha vagina. Na teoria, sabia tudo, mas eu nunca havia parado para me masturbar de formas diferentes das que sempre fazia. Aos 27 anos de idade, eu não sabia dizer o que me estimulava, o que me excitava, quais partes do meu corpo e da minha vagina me deixavam com tesão. Em compensação, sabia completamente como dar prazer a um homem, chupar do jeito certo, dar de quatro pra ele gozar rápido, gemer de um jeito excitante, escolher as lingeries que mais seduzem.

A origem disso tudo? Um mix de coisas. Eu sou insegura, tenho a autoestima baixa, não me sinto boa em nada. E de repente, transando, comecei a me sentir boa fazendo uma coisa: dando prazer. Eu nunca consegui me autorreconhecer. Eu preciso do reconhecimento do outro, e, pra mim, isso tem vindo dos homens. E quando não vem, eu me sinto um lixo.

Eu poderia dizer que isso é um fruto da minha criação, de como eu me formei, construí minha autoestima. Mas a verdade é que, por trás disso, está o machismo. Como toda menina, eu fui criada querendo ser linda. Da minha mãe, das minhas amigas, de todo mundo, eu ouvia que precisava ser bonita para arrumar namorado, pra não ficar sozinha pra sempre. Os filmes, as revistas, as novelas, tudo sempre me dizia que eu precisava conquistar os homens.

Como eu sempre quis ser livre, fugir das amarras, achei que me liberar sexualmente era um jeito de fugir dessa coisa de que eu precisava de UM homem para ser feliz. Mas continuou dentro de mim a lógica de que eu precisava agradar OS homens, pra me sentir valorizada.

Some a isso o fato de que, por mais que se fale sobre sexo, pouco se fala sobre o prazer. Quantas amigas não comentavam suas estripulias: quantas vezes na mesma noite conseguiu fazer o cara transar ou gozar, como fulano disse que ela chupava incrivelmente bem, como transou no lugar xis ou ípsilon. Pouquíssimas eram as vezes em que alguma mulher dizia “eu gosto disso ou daquilo”. E quando rolava, era uma coisa tão superficial, cheia de tabus e medos.

Claro que, nisso tudo, meu prazer ficou de lado, completamente esquecido. Eu não me tocava de verdade, eu não me olhava, eu não sentia.

Por que eu sinto dor? Essa é a pergunta que mais me tenho feito ultimamente.

Sinceramente, não sei responder com 100% de certeza. Já cogitei que tenha sido abusada sexualmente em algum momento, bêbada demais para me lembrar. Hoje estou mais propensa a pensar que sim, fui abusada, mas não no sentido mais literal da coisa. Fui abusada por mim mesma e pelo machismo, porque me deixei convencer de que era o certo e o normal. Porque fingi orgasmos, porque transei sem vontade, porque enchi a cara pra conseguir abrir as pernas, porque seduzi caras e fiz sexo simplesmente pra me sentir desejada, sem sentir prazer algum, porque abri mão dos meus desejos pra satisfazer os dos outros.

Nenhum homem nunca me estuprou, nunca abusou de mim, mas eu me deixei ser abusada por todos. E, neste momento, eu não culpo esses homens, até porque vários deles queriam mesmo me agradar. Como eles iam saber o que eu sentia e pensava, se eu não falava nem demonstrava? É claro que todos estavam preocupados com o próprio prazer.  Eu é que devia ter me preocupado mais com o meu prazer e é isso que estou tentando fazer.

Como disse a minha (santa) psicóloga: o prazer não vem do outro, ele está dentro de nós. Claro que o sexo é algo a dois (ou mais) e que todos ali querem ver todos felizes, ou deveria ser assim. Mas antes de querer dar prazer, eu precisava ter aprendido a sentir prazer. Isso sim é ser livre: saber gozar, do meu jeito, independente de alguém estar ficando louco ou me achando sexy.

SOBRE @ AUTOR@:
 Fonte AzMina

SE ESCOLHER AMAR UMA MULHER DESPERTA


Se escolher amar uma mulher desperta, entenda que estará entrando em um território novo, radical e exigente.
Se escolher amar uma mulher desperta não poderá continuar adormecido.
Se escolher amar uma mulher desperta cada parte da sua alma será despertada, não apenas seus órgãos sexuais, mas também seu coração. Mas, se pretende uma vida normal, siga com uma mulher normal.
Se deseja uma vida dócil, encontre uma mulher que decidiu ser submissa.
Se deseja apenas mergulhar o dedo do pé nas águas que correm de Shakti, mantenha-se com uma mulher correta, que ainda não mergulhou na fúria do oceano sagrado feminino. É fácil amar uma mulher que ainda não ativou seus poderes sagrados internos, porque ela nada exigirá.
Ela não te porá à prova.
Ela não exigirá que te tornes o mais alto Ser que podes ser.
Ela não acordará as partes esquecidas e anestesiadas do seu Espírito pedindo que se lembre que há mais possibilidades de vida do que isso.
Ela não vai olhar fundo em seus olhos cansados e enviar raios de Verdade através do seu corpo, balançando-o acordado e sacudindo seus desejos perdidos há muito dentro de você.
Se isso não for suficiente para você – se o seu coração, corpo e espírito anseiam pela “Outra Mulher” – então deve saber que está prestes a transformar a alma. Deve saber que está fazendo uma escolha séria com conseqüências cármicas. Pois, se decidir adentrar a aura e o corpo de uma mulher cujo fogo espiritual está queimando, então saiba que estas ansiando por certo nível de risco e perigo, com o propósito de crescer. Uma vez que começa a amar uma mulher dessa natureza você deve aceitar a responsabilidade.
Sua vida não será mais confortavelmente sonolenta o tempo todo. Sua vida não permitirá que fique preso aos velhos sulcos e rotinas estagnadas, pois ela – A Vida – assumirá radicalmente novo sabor e aroma.
Você será inflamado pela presença do selvagem feminino e irá sintonizar-se com o chamado Divino.
A escolha de ser sexualmente e amorosamente íntimo de uma mulher desperta, é para os homens que precisam de coragem para caminhar sem medo do desconhecido. Mas esse homem, vai colher recompensas além da compreensão da sua mente. Ela o levará a mundos desconhecidos de mistério e magia. Ela vai levá-lo hipnotizado e meio entorpecido de amor, às florestas selvagens do êxtase sensual e de admiração. Ela não vai fugir da sua “escuridão”, porque a sua escuridão não vai assustá-la. Ela falará palavras que a sua alma entende.
É um risco enorme amar uma mulher desperta, porque de repente não há um lugar para se esconder. Ela vê tudo, para que ela possa amar com profundidade. Amar uma mulher como essa é escolher começar a viver com a sua alma no fogo. Sua vida nunca mais será a mesma, uma vez que convidou essa energia para entrar.
Certifique-se, caso escolha amar uma mulher desperta de que escolheu por não passar o resto da vida olhando para trás sobre o seu ombro, tentando enxergar mais uma vez a visão turva de mistério feminino que desapareceu de sua vista. Pois ela te levará para as estrelas e galáxias distantes do céu…de onde ela veio.
Sophie Bashford

imagem google

 

Dentro e Fora


“Por fora tenho tantos anos, que você nem acredita…
Por dentro, doze ou menos, e me acho mais bonita!..
Por fora, óculos, rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos…
Por dentro sou dourada, imaculada, corpo de modelo!
Por fora, em aluviões, batem paixões contra o peito…
Paixões por versos, pinturas, filosofia e amigos sem despeito…
Por dentro, sei me cuidar, vivo a brincar, meio sem jeito!…
Não me derrota a tristeza, não me oprime a saudade, não me demoro padecente…
E é por viver contente, que concluo, sem demora:
É a menina que vive por dentro, que alegra a mulher de fora!”

 

Luan Jessan

 


 

Ser feminina, ser mulher

O empoderamento, no sagrado feminino.

 

Na conquista e busca do próprio espaço a mulher lançou-se ao mundo de forma masculinizada, deixando para traz toda a sabedoria interna, intuição e feminino. A necessidade de sustento, o enfraquecimento masculino, fez com que a mulher se coloque cada vez mais de forma masculina no mundo.

O lado bom da história foi a conquista, o novo rumo e voz retomada. Mas numa saga incessante perderam o equilíbrio, negando totalmente o feminino. A confusão foi gerada pela necessidade de imposição, contra o menosprezo da mulher e, sem perceber foram abrindo mão totalmente do sagrado.

Resultado dessa confusão está refletido no corpo da mulher, doenças ginecológicas aumentando, dificuldade nos relacionamentos, mulheres reclamam de seus homens fracos e muitos aspectos da sexualidade.

A mulher se desconectou do feminino, quase esquecido dentro de si. A menina que foi vitima ainda chora dentro do coração, e vimos esse comportamento no olhar, no desequilíbrio emocional, enxaquecas, insônias, falta de vontade sexual, a fala autoritária. Reflexo de gerações reprimidas e hoje gerações perdidas no contexto.

Não foi fácil décadas passadas, e agora no oposto adoecem. Resgatar o feminino não é abrir mão do seu trabalho, não é abrir mão da sua liberdade, não é abandonar seus ideais.  É sim resgatar o melhor de ser, o poder de Mulher, através do feminino.

 

Pense e verbalize: – “Sou mulher no poder do meu feminino.”

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Imagens Google

Reaprenda a ouvir a voz interna, a intuição. Faça as pazes com suas ancestrais  que não tiveram oportunidade de crescimento interno. Faça diferente sem negar o seu sagrado feminino, honre o que as mulheres de nossas vidas nos ensinaram de forma inconsciente e coletiva. Honre sendo Mulher e sendo Feminina.

Somos quão a lua, a cada ciclo uma nova passagem. Trazendo vida e fertilidade. Sensíveis e receptivas, vulneráveis a suas fases mas inteiras na sua essência. É essa dança que traz a graça, a intuição e a sabedoria interna. Respeitando o sagrado feminino podemos reger sem medo a vida, nos libertar das dores de nossa ancestrais e resgatar a nossa essência de forma sensível e alicerçada .

Vejo homens usando a intuição muito mais que antes ou pelo menos começaram a admitir, o ser racional está dando espaço ao ser intuitivo e ambos não precisam se perderem.

“O equilíbrio é a chave, a essência é a alma. ”

 

Selma Flávio – Terapeuta Sistêmica e Vibracional

http://www.selmaflavio.com.br


Confira nosso evento Empoderamento do Sagrado Feminino