– Em Busca do Verdadeiro Amor: A Jornada de Sofia

Da Ilusão à Realização.

Era uma vez uma jovem mulher chamada Sofia, que vivia uma vida alegre e empolgante. Ela conheceu um rapaz encantador chamado Lucas, que era divertido, amoroso e até mesmo um pouco obediente. Eles se apaixonaram e decidiram se casar, e no começo, tudo parecia perfeito. A lua de mel foi uma experiência mágica e eles estavam cheios de planos e sonhos para o futuro.

Logo no primeiro ano de casados, Sofia deu à luz ao seu primeiro filho. Com a chegada da criança, as responsabilidades aumentaram, e Sofia percebeu que tinha que lidar com tudo sozinha. Lucas parecia distante e não tomava iniciativa para ajudar nas tarefas domésticas ou cuidar do bebê. Ele vivia emburrado, cansado e nervoso, deixando Sofia sobrecarregada e exausta.

Sofia começou a questionar o comportamento de Lucas e se perguntou se ele havia se transformado em uma espécie de “banana”, alguém fraco e incapaz de assumir responsabilidades. Ela se questionou se Lucas era apenas um cara folgado que não queria arcar com as obrigações de ser marido e pai.

Mas então, uma conversa com uma amiga mais experiente a fez perceber que talvez o problema fosse mais profundo. Ela aprendeu sobre a expressão “filhinho da mamãe” e logo associou ao comportamento de Lucas. A mãe dele sempre o protegeu excessivamente, cuidando de tudo por ele e não permitindo que ele desenvolvesse sua independência e responsabilidade. Esse excesso de cuidado tornou Lucas fraco, dependente e sem iniciativa.

Sofia entendeu que, de certa forma, ela se casou com um homem que ainda estava sob o domínio materno, e que isso afetava negativamente a relação deles. Ela sentia que estava cuidando não apenas do bebê, mas também do próprio marido, e isso a deixava sobrecarregada.

Com o tempo, a paciência de Sofia esgotou-se, e ela percebeu que o que sentia por Lucas não era amor verdadeiro, mas uma cilada emocional. Ela estava adoecendo, tanto física quanto emocionalmente, e compreendeu que a relação não poderia seguir daquela forma.

Sofia tomou a difícil decisão de confrontar Lucas e expressar seus sentimentos. Ela explicou como se sentia sobrecarregada e que precisava de um parceiro, não de um filho a mais para cuidar. Infelizmente, mesmo com a conversa, Lucas não conseguiu mudar seus comportamentos arraigados.

Finalmente, com o coração pesado, Sofia decidiu que era hora de seguir em frente. Ela sabia que merecia um relacionamento saudável e equilibrado, onde ambos compartilhassem responsabilidades e crescimento mútuo.

E assim, a jovem Sofia embarcou em uma jornada de autodescoberta e autovalorização. Ela aprendeu lições valiosas sobre amor-próprio e a importância de escolher um parceiro que estivesse disposto a amadurecer e caminhar junto com ela.

Com o tempo, Sofia encontrou um homem que era maduro, amoroso e disposto a ser um parceiro comprometido. Juntos, eles construíram uma vida feliz e equilibrada, compartilhando alegrias e desafios como uma verdadeira equipe.

E assim termina a história de Sofia, que descobriu que o verdadeiro amor não é uma cilada, mas uma jornada de crescimento e conexão com alguém que está pronto para compartilhar a vida em igualdade e companheirismo.

Por Selma FlavioTerapeuta Sistêmica – Facilitadora em Constelação Familiar

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*Os nomes usados são fictícios, baseados em histórias relevantes.



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– DAR E RECEBER NA RELAÇÃO

Essa frase carrega muito mais complexidade do que se imagina, pois sua ação o coloca na busca do equilíbrio do dar e receber.

Nos levando para dois parâmetros o dar e tomar, entre um casal pode coexistir a fatalidade qual um dos parceiros não aceite a moeda de troca que o outro tem a oferecer, por arrogância ou por medo. Gerando o desconforto, otimizando conflitos e levando a separação.

Ao mesmo tempo nem tudo que se recebe demais nos faz bem, nem tudo traz paz – então a pergunta é – O que você recebe demais, o que você dá demais?

Sentirá que está em equilíbrio quando esse movimento traz leveza de se estar com o outro. O amor precisa ser leve para estar bem.

Selma Flavio – Terapeuta Facilitadora em Constelação Familiar

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A crise no RELACIONAMENTO AFETIVO

“As ordens do amor entre o homem e a mulher são diferentes das ordens do amor entre pais e filhos. Por isso a relação do casal sofre abalo e fica perturbada quando o casal transfere irrefletidamente para ela as ordens do relacionamento entre pais e filhos.

Se, por exemplo, numa relação de casal, um parceiro busca no outro um amor incondicional, como uma criança busca em seus pais, ele espera receber do outro a mesma segurança que os pais dão a seus filhos.

Isso provoca uma crise na relação, fazendo com que aquele de quem se esperou demais se retraia ou se afaste. E com razão, pois ao se transferir para a relação de casal uma ordem própria da infância, comete-se uma injustiça para com o parceiro.

Quando, por exemplo, um dos parceiros diz ao outro: “Sem você não posso viver” ou: “Se você for embora eu me mato”, o outro precisa se afastar, pois tal exigência entre adultos no mesmo nível hierárquico é inadmissível e intolerável.

Já uma criança pode dizer algo assim a seus pais, porque sem eles realmente não pode viver. Inversamente, se o homem ou a mulher se comporta como se fosse autorizado a educar o parceiro e tivesse a necessidade de fazê-lo, arroga-se, em relação a alguém que lhe é equiparado, direitos semelhantes ao dos pais em relação aos filhos.

Neste caso, frequentemente o parceiro se esquiva à pressão e busca alívio e compensação fora do relacionamento. Portanto, faz parte das ordens do amor na relação entre o homem e a mulher que ambos se reconheçam como iguais.

Qualquer tentativa de colocar-se diante do parceiro numa atitude de superioridade, própria dos pais, ou de dependência, característica da criança, restringe o fluxo do amor entre o casal e coloca em perigo a relação. Isso também se aplica ao equilíbrio entre o dar e o tomar.

Bert Hellinger, no livro “Amor do espírito”

Selma Flavio – Terapeuta Sistêmica – Constelação Familiar.


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QUEM QUER APRENDER A FAZER AMOR

Quem quer aprender a fazer amor precisa se esquecer um pouco de sexo. Precisa se esquecer até mesmo do outro. Deve estar em si, antes de tudo. E entender-se com suas raízes selvagens. E deve saber, antes, que o amor rege o mundo. Mesmo quando se esquecem dele. Quem quer aprender a fazer amor deve ser capaz de olhar nos olhos. E no olhar expressar, receber, trocar.

Até tocar


Precisa perceber o quanto as almas podem comungar, ainda que os corpos não se conheçam. Deve, ao lado do seu bem – sim, pra fazer amor tem que querer bem –, abrir espaço para que uma canção de derramada beleza os transporte para reinos de ternura. Precisa conhecer o próprio corpo e ter a bondade de lhe conceder prazer. Precisa investigar o prazer do outro e saber que tudo está muito bem se tiver prazer em lhe provocar prazer. Quem quer aprender a fazer amor também deve ser capaz de se aninhar no corpo do seu par e ficar quietinho. E deve ser livre o suficiente para poder chorar de amor. Nunca pode se considerar mestre. Porque os verdadeiros mestres sabem que são aprendizes sempre. Quem quer aprender a fazer amor tem que ser criança no coração e amar a brincadeira. E tem quer ter tempo, muito tempo, para fazer amor. Porque a cama a gente prepara muito antes de deitar.

– Khalil Gibran

Dificuldades no relacionamento, também tem terapia, entre em contato.

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Quando você encontrar um Shiva de verdade

“Quando você encontrar um Shiva de verdade. Um masculino, curado, um homem dono da sua energia sexual, perceberá que ele não é um escravo da vagina. Suas ferramentas de sedução não vão funcionar com ele. Seus nudes e fotos de biquíni não irão movimentá-lo. Você precisará ter algo mais, algo além da superfície.


Ele não é um homem comum.
O Shiva não faz troca onde tem materialismo, sarcasmo, acidez, soberba, inveja ou avareza.
Ele não vai competir por você.
Ele dá mais valor ao seu campo energético e busca um feminino equilibrado para não se poluir.

Se for seu caso, se você quer um masculino equilibrado, se quer um Shiva na sua vida, trate de ver se seu feminino está equilibrado.
Se é sagrado ou está na criança que quer chamar atenção.

Apenas uma verdadeira SHAKTI vai atrair um SHIVA. (Alcança com a maturidade emocional)

Criança atrai criança, criança atrai pai, atrai mãe… Mãe atrai filho. (Quando ainda está precisando de pai e mãe, atrairá companheiros que serão seus pais bons ou seus pais nada bons.)

SHAKTI atrai SHIVA.” Créditos do Texto: Percio Shiva Xamã
(isis de Sirius/Luciana Portella)

#SejaEstejaSorria

Terapeuta 💠 @selma.flavio 💮



Porque é condescente a mulher com o homem

” Uma das razões pelas quais as mulheres nos custa deixar as relações em que não nos sentimos amadas ou em que sofremos maus tratos é porque quando nos apaixonamos por um homem, ligamos com a criança assustada que há no seu interior. 

Temos tanta capacidade para a empatia, que confundimos o amor de casal com o maternal e queremos ajudar essa criança inocente a superar os seus traumas e as suas carências. Acho que a muitas nos dá ternura a fragilidade da masculinidade patriarcal: de alguma forma nos compadecemos dos seus medos, de tudo o que lhe tocou sofrer para chegar a ser um macho, da sua incapacidade para mostrar afeto, da sua falta de habilidades. Para gerir as suas emoções, da sua lerdeza na hora de resolver conflitos, dos seus problemas com a auto-estima e o ego. Justificamos seu machismo pensando que sofreu tanta violência esse menino pequeno e indefeso, que é “normal” que a reproduza e a tombar em cima de nós. Nos dá por pensar que ele sofre sendo violento, mas acreditamos que o pobrezinho não pode evitá-lo. Nos confortarmos pensando que o nosso amor o curará, que nós somos muito fortes e podemos ajudá-lo a mudar, que quando conseguir conectar com a sua criança interior se libertará do machismo como por arte de magia.


Acreditamos que os homens machistas são boas pessoas e que não nos fazem mal por prazer, mas porque os coitadinhos são homens, e os homens são assim, muito limitados, violentos e inseguros.

 Acho que é por isso que muitas vezes nos colocamos condescendentes quando querem ser o centro das nossas vidas, quando exigem toda a atenção, quando pedem a gritos uma entrega total e incondicional pela nossa parte. Sabemos que precisam sentir-se poderosos e importantes, por isso muitas vezes lhes fazemos acreditar que o são, para aliviar um pouco esse complexo de inferioridade e superioridade que lhes faz ser tão dominantes e inseguros. Bem, isto é uma armadilha mortal para nós: a criança mutilado não vai se curar, o homem violento não vai se transformar em uma boa pessoa só com o nosso amor. Os homens têm de trabalhar os seus masculinidades patriarcais, os seus traumas e os seus medos, o seu machismo e a sua violência, a sua deficiência emocional a sua necessidade de dominar, a sua necessidade de ter ao lado uma esposa-Mãe-empregada leal que lhes aguente e lhes segure E nós temos que ter claro que merecemos companheiros que nos saibam querer bem. Temos que deixar de ser tão compreensivas, colocar a atenção em nós, e conectar-se com a menina que carregamos dentro para protegê-la dessas crianças violentas e inseguros. Por que se você não cuida dela, quem vai cuidar dela? Não permita que nenhum homem machista lhe faça mal, que vandaliza a sua auto-estima, que se aproveite dela e da sua capacidade para amar. Aquela menina que você tem dentro somos todas: Quando você cuida dela, você cuida de nós todas. Quando você se liberta, nos libertamos todas.”

Sandra Mariana Palominos 

Fonte rosaleonor

Imagens Pixabel



O Amor na Maturidade

Algumas vezes imaginei a vida como uma viagem de ascensão ao alto de uma montanha que culmina na fase média da vida, e depois somente nos resta a descida.

A primeira é o tempo jovem da conquista, na qual fecundamos a vida para que se encaixe com nossos planos e desejos: fortalecemos nossa identidade, edificamos um trajeto profissional, lidamos com os assuntos de relacionamento e criamos filhos (ou não), damos nossa contribuição à vida com o que temos, nossa paixão por conhecer e realizar nos arrasta, e seguimos com todas as nossas forças os caminhos pelos quais somos movidos. Com sorte, chegamos ao alto da montanha e gritamos aos quatro ventos nossas conquistas e sucessos, e invariavelmente nos é devolvido um eco que nos diz que na verdade isso não tem tanta importância; que esse a que chamamos de “eu” e que consideramos o centro de tudo agora vai encarar a descida e as perdas, a compreensão de que a vida é efêmera e tem um final, com a imagem da própria morte como estação de destino desenhada no horizonte.

Começa a descida, e, com sorte, se houvermos cultivado certa sabedoria, entramos em um estranho paradoxo: o de que perder e fazer a descida pode ser suave e produzir uma espécie surpreendente de alegria e felicidade: aquela que vem de quando já não temos de nos preocupar tanto e podemos nos expor ao fluxo espontâneo e confiante da vida. Já não temos de lutar e defender, e experimentamos a doçura do desapego e uma entrega maior à soberania da vida como ela é, acima de nossa vontade pessoal.

Costuma-se dizer que o amor jovem é impulsionado pela tirania da sexualidade, com seu imperativo certeiro de que disparemos nossas flechas de vida para o futuro, que o encontro dos amantes arde; que o amor dos adultos se transforma em um amor cuidadoso, que os amantes se tornaram pais e que cuidam de sua prole e do sustento; que o amor maduro é um amor que busca a companhia, o compartilhar e o cuidado, e goza de tranquilidade. Sem dúvida, a paixão, o cuidado e a companhia podem estar
sempre presentes em diferentes graus em qualquer fase da vida.

Também no amor maduro importa, e muito, o toque dos corpos, os carinhos e a vivência do prazer. E já seria hora, além disso, de que pensássemos abertamente que a sexualidade acaba junto com a vida, e que mesmo na velhice ela tem sua presença, em sua forma particular e diferente da loucura hormonal juvenil.

O amor na maturidade se encaixa com a descida da montanha e, quando a subimos com sentido, a descida representa mais liberdade, tranquilidade, leveza, desapego e entrega ao presente. Os grandes planos já foram traçados, as grandes conquistas já foram realizadas, os filhos, se os houve, já foram criados e são grandes, e agora podemos ser de novo um pouco crianças e viver de novo o que há e o que cada dia nos traz “com um novo coração trêmulo”, como diria Neruda. No entanto, as adversidades naturais da vida limaram as arestas de nossas paixões e de nosso caráter, as desditas nos sensibilizaram para uma luz que a prosperidade estrita nos mantinha velada, e começamos a entender a linguagem do ser e não somente do ter; o sabor do mistério, e não só o da própria vontade; o gozo do incerto, e não ó seu temor.

#JoanGarriga – O amor que nos faz bem