A crise no RELACIONAMENTO AFETIVO

“As ordens do amor entre o homem e a mulher são diferentes das ordens do amor entre pais e filhos. Por isso a relação do casal sofre abalo e fica perturbada quando o casal transfere irrefletidamente para ela as ordens do relacionamento entre pais e filhos.

Se, por exemplo, numa relação de casal, um parceiro busca no outro um amor incondicional, como uma criança busca em seus pais, ele espera receber do outro a mesma segurança que os pais dão a seus filhos.

Isso provoca uma crise na relação, fazendo com que aquele de quem se esperou demais se retraia ou se afaste. E com razão, pois ao se transferir para a relação de casal uma ordem própria da infância, comete-se uma injustiça para com o parceiro.

Quando, por exemplo, um dos parceiros diz ao outro: “Sem você não posso viver” ou: “Se você for embora eu me mato”, o outro precisa se afastar, pois tal exigência entre adultos no mesmo nível hierárquico é inadmissível e intolerável.

Já uma criança pode dizer algo assim a seus pais, porque sem eles realmente não pode viver. Inversamente, se o homem ou a mulher se comporta como se fosse autorizado a educar o parceiro e tivesse a necessidade de fazê-lo, arroga-se, em relação a alguém que lhe é equiparado, direitos semelhantes ao dos pais em relação aos filhos.

Neste caso, frequentemente o parceiro se esquiva à pressão e busca alívio e compensação fora do relacionamento. Portanto, faz parte das ordens do amor na relação entre o homem e a mulher que ambos se reconheçam como iguais.

Qualquer tentativa de colocar-se diante do parceiro numa atitude de superioridade, própria dos pais, ou de dependência, característica da criança, restringe o fluxo do amor entre o casal e coloca em perigo a relação. Isso também se aplica ao equilíbrio entre o dar e o tomar.

Bert Hellinger, no livro “Amor do espírito”

Selma Flavio – Terapeuta Sistêmica – Constelação Familiar.


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Foto que revela o que está oculto no sistema

Parece que o marido casou com a mãe, deve ter mesmo casado. Leia esse texto, vai descobrir muito mais.

Foto bastante intrigante. Muita gente deve achar normal, principalmente nos relacionamentos antigos. Mas, até hoje isso acontece e com mais frequência que se parece.

Foto que revela o que está oculto no sistema; a mãe toma o filho como marido, e o filho em amor a relação, aceita. Resultando em relacionamentos amorosos desastrosos, e a perda da sua liberdade.

Quantas sogras “morrem” de ciúmes dos filhos, com raiva da nora, a ponto de acreditar que a nora veio para tirar o filho dela.

Filhos que continuam ao lado da mãe, amarrados nesse acordo inconsciente, pois toma o lugar do pai, que normalmente foi um marido ausente ou se foi muito cedo.

Brigas intermináveis, noras loucas e mães se remoendo no ódio e rancor. Cena típica, da mulher e da amante do marido. Certo? Mas, não deveria.

Já vi mãe preparando o prato do filho, levando até sua mão e dizendo: – É, ele se casou não deu certo e voltou, voltou cheios de manias.

Nesse dia vi um  adulto sentado no sofá, com aspecto infantilizado. Recebendo nas mãos o prato preparado pela mãe.

Quantos são os motivos que levam um homem a se submeter a essas amarras, quantos pais abandonam seus lares e o filho toma o seu papel, quantas mães que não refazem suas vidas, ou excessivamente manipuladoras tomam todos os homens da família.

Você lembra desse filme – A Sogra 2015

Pois é, existem muito mais mistérios nas questões com sogra, – “que possa imaginar  nossa vã filosofia.”

É assim que caminham a as relações, de repente você tem conflitos e ainda não descobriu qual é o seu papel nessa relação.

Quanto as meninas que trocam de papel com a mãe, é muito mais complexo, um outro momento falaremos sobre isso.

Selma Flavio – Psicoterapia / Constelação Familiar.

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