11 imagens que fazem os adultos terem um verdadeiro orgasmo

Para conseguir o orgasmo, adulto gosta é de sexo? Você pode pensar que sim, mas tem muitas outras coisas que podem deixar um adulto bem próximo do clímax sexual. Ver imagens que remetem a algumas dessas coisas pode já ser o suficiente sem você nem precisar viver.

Imagina chegar em casa e ver que está tudo organizado e não há louça suja? Ou ter o alívio de todas as contas do mês pagas? Só de pensar eu tenho certeza que já deu até um alívio!

Confira agora algumas imagens que remetem a esses momentos que deixam um adulto praticamente vivendo um orgasmo, do tanto que são boas.

1 – Contas do mês pagas, nada mais gostoso do que isso

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2 – Aquelas roupas passadinhas e dobradas na gaveta

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3 – Geladeira cheia depois da compra do mês

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4 – Casa limpa e arrumada

Living room in contemporary style

5 – Chegou a encomenda

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6 – Soneca pós-almoço

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7 – Transação aprovada

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8 – Promoção de cerveja

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9 – Casa lotérica sem fila

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10 – Pia sem louça suja

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11 – Poder dormir até tarde

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E aí, se identificou com essas conquistas? Certamente você até sentiu alguns arrepios só de ver essas situações, imagina se puder vivê-las. Se você ainda não chegou nessa fase, pode guardar as imagens que com certeza ainda vai dar muito valor a isso.

 

fonte fatosdesconhecidos

Às vezes um carinho cai tão bem…

Me observando agora, neste instante, percebo como tenho uma eterna mania colocar de sentimento em tudo que escrevo. Não que isso seja de todo ruim, longe disso, mas é que nem sempre os sentimentos que me habitam são belos e frutíferos. Na maioria das vezes eles são confusos e cheios de espinhos; ainda desconheço lindas flores que não carregam seus espinhos.

 

Ultimamente não tenho recebido muito carinho; do mundo, das pessoas que me rodeiam, de mim para comigo mesmo. Estou me sentindo sozinho. Sozinho na multidão. Sozinho nos minutos antes de dormir. Sozinho em vidas que tinham tudo para se encontrar. Sozinho nos filmes que assisto e gostaria de dividir minhas opiniões loucas com alguém. Sozinho nas mensagens que envio e nem anseio mais respostas. Sozinho nos corações que me prometem sol, mas não me garantem um verão por inteiro.

Engraçado como digo ser refém da solidão, mas raramente dou continuidade a amores que não queiram construir uma história. Pessoas lindas, por dentro e por fora, me surgem a cada esquina, mas pessoas que queiram construir beleza, ah… essas são poucas. Vivo e durmo de peito aberto com a solidão, pois, assim decido todas as noites. Infelizmente, não sinto o mesmo prazer por beijos sem sobrenome, e de vazio já resta os cômodos do meu coração.

Em tempos em que se prega tanto um desapego heroico, e que pessoas vêm sofrendo e gastando energia em quedas de braço constantes contra qualquer manifestação que possa ser contrária às suas convicções, eu admito que sinto falta de um beijo carinhoso, de uma mão amiga, de conversas encharcadas de interesse nos pequenos detalhes da vida. Encontrar alguém que se interesse pelos nossos sonhos, pelas brincadeiras que fazemos ao acordar ou pela maneira que rimos dos nossos sofrimentos, hoje, se faz uma raridade.

Na minha saudade cabem lembranças que os lembrados talvez já tenham esquecido. Na verdade, todo os detalhes líricos da minha vida se desenham dessa forma: beijos cheios de saudades e saudades com tão poucos beijos. Agora, perto daquele abajur da sala da minha casa que sempre me faz refletir, me sinto para-raio das minhas saudades, tenho boas lembranças dos carinhos que nunca mais me fizeram. Sendo porto de toda vontade de viver um amor que, como se fosse fácil, só me fizesse bem, estou me sentindo muito sozinho. Triste, mas com sabor de vida real. Por opção própria, faço da solidão a minha companhia, pois, sendo calada, ela não me traz a alegria que me faz suspirar, mas também não me faz testar a profundidade do fundo do poço.

Sem saber o que nos resta de amanhã, os problemas me atropelam no hoje. Abreviando as minhas tristezas em sorrisos que distribuo durante o dia, finjo que estou bem, mas sei que, vivendo nessa constante solidão, cada dia me afundo mais em mim… E, como dizia Caetano: às vezes um carinho cai tão bem.

PS: Na verdade, o “tão” foi licença poética minha, lidou com tantos advérbios de intensidade em meu coração que mais um me pareceu harmonioso.

 

 

Frederico Elboni

 

 

fonte entendaoshomens

A natureza poética da vida – É hora de transformar.

A natureza poética da vida

Eu nasci e sempre quis saber porquê
procurei respostas, sentidos, me iludi, cansei…
me conformei.
E quando eu achei que não havia sentido
a vida me leva à metamorfose.
No casulo da minha alma
eu só tinha minhas questões sem resposta
e algumas dores… muitas dores.
Foi quando descobri
o sentido que eu tanto buscava:
estava dentro de mim
A vida é em mim
a potência que me faz evoluir
Quando eu estiver pronta
abrirei minhas asas e voarei rumo a serenidade
de ser quem eu nasci para ser
A terra é um grande casulo cheio de lagartas
em metamorfoses, prazer sou uma delas.
Si Caetano
alae

“A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

 

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

 

 

 

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.”

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras na Revista Época.)

 

 

fonte PortaRaizes

Delícias maduras

Maturidade acalma. Traz sossego. Nos livra de melindres. Gente madura olha nos olhos. Não faz chantagem emocional nem sufoca com suas carências. Gente madura compreende, não cria caso, não age pra atingir nem faz uso de indiretas. Aliás ser maduro é ser direto, objetivo. É respeitar a opinião alheia pois quer que a sua também seja respeitada. É aprender com os erros, ao invés de paralisar com eles.

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É ouvir mais do que fala e escutar com atenção, pois é assim que procede o aprendizado. Gente madura ri de si mesma pois sabe que o sorriso é a chave para muitas portas que a vida nos apresenta. Sabe que o bom humor é chique, que gente feliz brilha, sem precisar de Sol. E sabe também que alegria de verdade não se forja, se exercita com as próprias dificuldades da vida.


Gente madura sabe o que é ser feliz. Anda devagar, por que já teve pressa e percebeu que ela não é só inimiga da perfeição. Gente madura sabe que a pressa faz passar despercebido o que realmente nos ilumina o coração.”

Erick Tozzo

SINCERO E SINCERISMO

SÁBIO É QUEM DIZ SER POSSÍVEL SER SINCERO O TEMPO TODO NO SENTIDO DE TRANSFORMAR SINCERIDADE EM SINCERISMO!?

NINGUÉM FOI MAIS SINCERO QUE JESUS, NO, ENTANTO, ELE DISSE CERTA VEZ: “- . MUITAS COISAS TENHO A VOS DIZER MAS, NÃO PODEIS SUPORTAR AGORA”.
DETERMINADAS SINCERIDADES SÃO HOMICIDAS.
TEM QUE SE TER SABEDORIA E TER BOM SENSO. 

TODA VERDADE DITA NA HORA ERRADA, É DEVASTADORA!!!


SINCERICIDA,  É ROLO COMPRESSOR E MATAM PESSOAS O TEMPO TODO. É UM ATROPELANTE.
O SINCERICIDA SE ORGULHA DISSO.  SINCERIDADE TEM QUE SER PRATICADA EM AMOR.
– NÃO TEMOS DIREITO DE MENTIR, MAS, FREQUENTEMENTE, TEM QUE TER BOM SENSO DE OMITIR. NÃO OMITIR PARA CAMUFLAR, ESCONDER, “VARRER PARA DEBAIXO DO TAPETE”, MAS SIM, PARA EVITAR TRANSTORNOS IMPOSSÍVEIS DE SEREM TRABALHADOS PARA RESTAURAÇÃO DE UM SER HUMANO.
QUEM É SINCERO, GERALMENTE É MAL EDUCADO.
O SINCERO DE FATO, NÃO FICA AFIRMANDO SER,… SIMPLESMENTE É !

PARA CADA PESSOA TEMOS UMA MANEIRA DE RELACIONAR. PARA UNS A GENTE FALA ALGUMAS COISAS,…OUTRAS, NÃO!
A GENTE NÃO CONVERSA ALGUNS ASSUNTOS DE ADULTOS COM CRIANÇAS, NÃO COMPARTILHA AS MESMAS COISAS COM TODOS E ASSIM, SUCESSIVAMENTE. QUEM É SINCERO É DE PROPRIEDADE, TEMPO E MODO.
DIZER: “…EU SOU SINCERO E NÃO ABRO MÃO DOS MEUS PENSAMENTOS E CONVICÇÕES E TUDO QUE EU PENSO E DEFENDO EU FALO MESMO…”
TEM GENTE QUE NÃO ESTÁ PREPARADO PARA OUVIR NA HORA QUE “TROMBETEIA” (tem que estar preparado para ouvir) SER SINCERO EM TUDO.
VERDADE SEM AMOR É PESO ESMAGADOR E DESNECESSÁRIO. SINCERIDADE É GRAÇA E VIRTUDE! NÃO SEJA UM SINCERICIDA,  MAS, SINCERO E BASTA! – Não confunda, sinceridade, com má educação!

REFLITA NISSO.

ENÉIAS PEGORARO

 

 

Você é sapiosexual? Sentir atração pela inteligência

Altura, saúde, amabilidade, senso de humor, beleza, dinheiro, poder… todas são respostas à pergunta: “Por que determinada pessoa me atrai?”

“Apaixonar-se é sentir-se encantado por algo, e algo só pode encantar se é ou parece ser perfeito”
José Ortega y Gasset

Quando alguém nos atrai, não costumamos perguntar por que nos sentimos atraídos, nem debatemos internamente os possíveis motivos. Simplesmente acontece: gostamos de estar com essa pessoa e procuramos que o nosso desejo de permanecer com ela se cumpra.

A visão clássica

As leis clássicas da atração – segundo a psicologia social – possuem quatro princípios básicos: semelhança, proximidade, reciprocidade e aumento da atração sob condições de ansiedade e estresse.

Outros fatores pesquisados que encontramos no caminho do amor são a atração física, a semelhança e a familiaridade. A evidência empírica existente no final do século XX mostrou que a beleza determinava nossas avaliações sobre os outros.

A similaridade também é outro pilar que se apoia em crenças e atitudes compartilhadas. Segundo Byrne e Clore, quando comprovamos que os outros compartilham o nosso ponto de vista e nossas características, nos sentimos mais seguros em relação às nossas posições. Já não estamos sozinhos; os outros nos apoiam porque pensam e são como nós.

 

A familiaridade também é importante. Segundo os pesquisadores Monge e Kirste,quanto maior a familiaridade, mais nos identificamos com o parceiro.

Podemos nos apoiar na psicóloga clínica Mila Cahue, que resume a complexidade destes processos. Assim disse a própria:

“Existe uma forte variável mental. Não existem regras fixas que identifiquem por que nos sentimos atraídos por alguém. Entram em cena desde fatores genéticos até aprendizados sentimentais”.

Ser sapiosexual: a erótica da inteligência

 

 

É possível que uma parte importante destas novas formas de atração ocorram graças à cumplicidade com as novas tecnologias, já que abrem novos caminhos e formas de comunicação.

A tecnologia permite ampliar o leque de conexões e entrar em contato com pessoas de diferentes perfis que nos enriquecem e atraem. O intercâmbio de informação constante libera estas mudanças no desenvolvimento das relações pessoais.

Contudo, é possível que as novas tecnologias não tenham um papel tão relevante. As histórias sobre alunos apaixonados por seus professores universitários, aprendizes apaixonados por seus mentores no âmbito profissional e ouvintes apaixonados por locutores de rádio já faziam parte do dia a dia muito antes do surgimento do termo sapiosexual.

 

A característica principal dos sapiosexuais é a atração e excitação erótica pela inteligência de outras pessoas. Isto não quer dizer que não se valorize o aspecto físico, as emoções, a semelhança e a reciprocidade, mas acima de tudo, está a qualidade da conversa, a complexidade do conhecimento ou a especialização da pessoa em algo de interesse.

Perguntas a respeito da sapiosexualidade: Por que? Como se desenvolve?

Por quê? O que distingue estas pessoas das outras? Psicólogos da personalidade apontam um alto nível no traço de personalidade conhecido como “abertura à experiência”.

Corresponde a pessoas que são curiosas, têm imaginação e mantêm a mente aberta. Em geral, apreciam a arte e gostam de ouvir ideias inovadoras.

Os sapiosexuais foram muito pouco estudados. De fato, há opiniões que apontam que a atração por uma pessoa inteligente se sustenta na capacidade que se supõe que ela tem de obter mais recursos ou uma melhor carreira profissional.

Esta nova forma de sexualidade parece desnortear, de alguma forma, os padrões, já que entra em jogo a variável psicológica, enfrentada diretamente com as teorias de temática evolucionista ou biologista.

Estas tendências sociobiológicas clássicas falam do poder da atração marcado por uma tendência meramente perpetuadora. Isto é, os homens tendem a escolher mulheres com atributos associados à maternidade e imaturidade (nariz pequeno, seios grandes, quadris largos, e olhos e boca grandes).

Por outro lado, as mulheres procuram traços característicos de dominação ou cuidado com a prole (mandíbula grande, força muscular ou tendência a ajudar os outros).

 

É obvio que o critério de busca pelo parceiro marcado pela saúde e a sobrevivência ficou obsoleto, de modo que surgem novas correntes cientificas que transformam as hipóteses clássicas de acordo com o ritmo dos tempos atuais.

E… como se desenvolvem os sapiosexuais? Como reconhecê-los? Podemos estabelecer como padrão a busca pela surpresa em um bom diálogo, fugindo de tópicos comuns e focando em temas como a filosofia, a física, a arte ou a literatura. Este estímulo intelectual se traduzirá em ativação sexual e excitação.

Heterossexuais, homossexuais, metrossexuais, bissexuais, assexuais, sapiosexuais… ainda não estão claros os parâmetros que marcam a paixão, a atração sexual ou a ausência dela.

Os psicólogos devem continuar recolhendo experiências a respeito das formas de se relacionar, os fatores que as influenciam e os processos individuais de cada ser humano.

Os tempos mudaram, isso é um fato. Aquilo que acontecia entre duas pessoas e era catalogado como incompreensível ou difícil de explicar, fica hoje estabelecido como mais uma forma de sentir e de se apaixonar.

Texto original em espanhol de Paula Murillo

 

fonte: amenteemaravilhosa