Amor na Maturidade


Surge, então, uma perspectiva madura, sábia, ondulada do amor. A maioria dos estudos reconhece que o índice de felicidade é maior em pessoas de cinquenta e cinco anos em diante, se tiverem saúde. 
A que se deve isso? A uma mudança de atitude, mais que a uma mudança das circunstâncias. E isso impacta no âmbito do relacionamento, de maneira que o preenche com frutos novos.

Maior pertinência e fusão. 
Os casais que acumulam muitas milhas de amor são premiados com uma graça especial, a de ser um só corpo.
Assim expressava um casal de idosos, ambos tocados por um evidente prazer de estarem juntos: “Às vezes não sei se a perna dela é minha perna ou a dela”, dizia ele. 
O anseio de pertencer, fazer parte e estar vinculado
profundamente é o maior instinto dos seres humanos. No início queremos estar ligados a nossos pais, depois a nossos companheiros e às famílias que criamos, e, evidentemente, a nosso parceiro na maturidade.

Maior entendimento, compreensão e respeito. 
Se a viagem própria, e também a em comum, foi verdadeira e se as pessoas se desenvolveram
como verdadeiras, ambos aprenderam o código da tolerância e o apreço ao alheio, aprenderam a sentir o outro tão importante quanto a si mesmo.
Flexibilizaram suas crenças e seus mapas da realidade, e abriram o coração para o diferente. E, se além de tudo, acumulam muitas milhas de amor, desfrutam de um grande depósito de atos comunicativos férteis e esquemas
de relação previsíveis, que lhes dão o reconhecimento e a segurança de se sentir novamente em casa, sempre.

Maior alegria, gozo e sentido do presente. 
Um progressivo relaxamento de nossas paixões, responsabilidades e objetivos franqueia a entrada para
um progressivo e inesperado retorno à terra prometida do presente, que nos faz ecoar o velho paraíso perdido do presente de nossa infância, quando focávamos mais no viver e menos em nossos pensamentos sobre o viver.
Com sorte, na maturidade a mente se torna mais silenciosa e mais aberta à alegria por nenhum motivo especial, a alegria de cada momento que a vida
continua nos dando, tal como decide ser. No relacionamento começa a edificar-se uma dimensão do amor na qual amamos o outro não tanto pelo
que nos produz, move ou satisfaz, mas por ser como é e por estar aí. E os dias se enchem de uma atitude mais prazerosa.
“Inclinado nas tardes, lanço minhas tristes redes aos teus olhos oceânicos”, reza um poema de amor de Neruda. Talvez o amor maduro seja também um amor transcendente. Nesse amor, pelos olhos oceânicos do outro vamos além dele e abrimos esperança, alma e coração a um amor mais amplo que abarca a tudo e a todos. 
E nos tornamos mais e mais altruístas e generosos.
E perto do final sorrimos e continuamos plantando árvores de cujos frutos outros comerão em nosso lugar.
Preferi não citar neste relato os que se compactam com os anos, em vez de algodoar, os que continuam conquistando em vez de saber declinar com dignidade, os que se impõem na maturidade e na velhice em vez de saber
morrer um pouco antes de morrer totalmente e ganhar em vida um pouco de vida eterna – o presente maravilhoso – antes que a eternidade nos engula e acolha a todos por igual, com seus enormes braços, como uma grande mãe.

#JoanGarriga – O amor que nos faz bem.

Imagem relacionada

 

Você gostaria de fazer a sua Constelação?

Entre em contato pelo WhastApp 11 973873144 – Selma Flávio, Constelação Familiar e Terapias Vibracionais.



	

Você atrai amigos falsos, tem relacionamentos conflituosos


Você se sente triste, tem raiva, ódio, ressentimentos, até algo frio ou simplesmente nada sente.

Como se sente em relação a sua mãe?

Provavelmente nunca tenha percebido, mas procurou em outras pessoas a aceitação de sua mãe, através dos parceiros, amigos, chefes de trabalho. Só que a relação com mãe não é mais tranquila, para tanto continuará a atrair relacionamentos abusivos, conflituosos, amizades confusas, traições, chefes complicados. Poderá ser ver atraído por relacionamentos que o parceiro já tem outra relação, por amigos chamados de “falsos”, por pessoas também com dificuldades.

Quando se encontra nesse quadro, você está numa relação de dependência emocional, procurando inconscientemente a aprovação da sua mãe através do outro. Eles irão representar a sua dor, a sua carência, as traições, o abandono infantil; REFLEXO da sua criança ferida.

O adulto não percebe, o adulto não tem olhos e o pensamento crítico é incapaz de perceber tanto solidão e sofrimento em si. A cultura de não olhar para si transforma o adulto emocionalmente imaturo, trazendo dificuldades nos relacionamentos, inseguro ou com dificuldade de receber amor. Não existe aqui julgamento, existe uma chamada de conscientização das ações tomadas.

Quando tomasse a consciência, tomasse os primeiros passos para a mudança – Olhar profundamente e com amor para sua causa, compreender e curar sua criança interna. Se tornar assim um adulto inteiro, sem necessidade de aprovação. Ame profundamente a si, aceite amorosamente sua mãe e será capaz de escrever uma nova história para a vida. Relacionamentos mais saudáveis, amigos mais tranquilos, escolhas mais assertivas.

Para Hellinger, tomamos a vida como um todo, na medida em que tomamos nossa mãe. Teoricamente é mais fácil, emocionalmente, é possível através da Constelação Familiar e práticas terapêuticas. Passo a passo e definitivo.

Quanto mais o coração se afastar da mãe, mais se afastará na vida. Aceitar é a palavra-chave.

“Digas qual é a relação com sua mãe, que direi como és o seu relacionamento com a vida.”

Selma Duarte Flávio


OLeia sobre:

Vídeo Gratuito – Obesidade, conheça a causa.

O que é Constelação Familiar




Quer mais informações, preencha o formulário abaixo.

O melhor estado de vida não é estar apaixonado, é estar em paz.

Com o tempo, geralmente descobrimos que o melhor estado de vida não é estar apaixonado , mas estar em paz. Somente quando uma pessoa consegue encontrar o equilíbrio interior onde nada é deixado e nada está faltando, é quando ele se sente mais cheio do que nunca. O amor pode aparecer então se quiser, embora não seja uma necessidade obrigatória.

É curioso como a maioria das pessoas ainda tem como principal objetivo encontrar o parceiro perfeito.   Cada vez mais usam aplicativos em nossos celulares para facilitar essas pesquisas. Também não há escassez de programas clássicos de televisão em horário nobre voltados para o mesmo fim. Procuramos e procuramos neste vasto oceano sem antes termos feito uma jornada essencial: a do autoconhecimento.

“A paz nunca pode ser obtida no mundo externo até que possamos fazer as pazes conosco”

-Dalai Lama-

O fato de não ter feito essa necessária peregrinação em nosso interior aprofundando-se em lacunas e necessidades, às vezes acabamos escolhendo companheiros de viagem imprudentes. Relacionamentos efêmeros que se inscrevem na solidão de nossos travesseiros , tão cheios de sonhos desfeitos e lágrimas sufocadas. Tanto é assim que há muitas pessoas que passam grande parte do seu ciclo de vida saltando de pedra em pedra, de coração em coração, armazenando decepções, amargura e tristes decepções.

Paz De Espírito, Mulher, Menina, Outdoor, Floresta

No meio desse cenário, como Graham Greene disse em seu romance “O fim do romance” , só temos duas opções: olhar para trás ou olhar para frente . Se o fizermos da mão da experiência e da sabedoria, tomaremos o caminho certo: o do interior. Lá onde colocar em ordem o labirinto de nossas emoções para encontrar o precioso equilíbrio.

O melhor estado de vida é estar em paz.

Tranquilidade não é de forma alguma a ausência de emoções. Nem implica qualquer renúncia ao amor ou aquela paixão que nos dignifica, aquilo que nos dá asas e também raízes. A pessoa calma não evita nenhuma dessas dimensões, mas ele as vê a partir dessa perspectiva, onde se sabe muito bem onde estão os limites , onde aquela temperança que, como um farol na noite, ilumina nossa paz interior.

Quão bonita é a tranquilidade!

Vivemos em uma cultura de massa onde somos instados a procurar um parceiro como se, dessa maneira, pudéssemos finalmente alcançar a desejada auto-realização . Frases como “quando você ter namorado ficará bem ” ou “todos os seus problemas serão aliviados quando você encontrar o seu homem ideal” , não fazer nada, mas constantemente cancelar a nossa identidade para erguer uma idealização absolutista e errônea de amor.

O melhor estado do ser humano não é, portanto, amor até ser anulado. Não é dar tudo até que nossos direitos vitais sejam obscurecidos apenas pelo medo insondável de estar sozinho. O melhor estado é estar em paz, com uma harmonia interna adequada, onde não há espaço para espaços vazios, apegos desesperados ou idealizações impossíveis.

Porque o amor, por mais que nos digam, nem sempre justifica tudo . Não se isso significa abandonar a nós mesmos.

Como encontrar tranquilidade interior

Praia, Lago, Menina, Solitário, Panorama, Idílico, Água

Antoine de Saint-Exupéry disse certa vez que o campo da consciência é limitado: só aceita um problema de cada vez. Esta frase contém uma realidade óbvia. As pessoas acumulam em nossa mente infinitos problemas, objetivos, necessidades e desejos. O curioso sobre tudo isso é que algumas pessoas passam a acreditar que o amor resolve tudo , que é aquele bálsamo multiuso que resolve tudo, que tudo o ordena.

“Em lugares calmos, a razão é abundante”

-Adlai E. Stevenson-

No entanto, antes de se jogar no vácuo na esperança de ter sorte no amor, é melhor ir pouco a pouco. A primeira coisa será encontrar aquela calma, aquela tranquilidade interior onde reorganizamos nossos enigmas pessoais para adquirir força e temperança. Vamos agora refletir sobre uma série de dimensões que podem nos ajudar a alcançar isso.

Chaves para encontrar o equilíbrio interno

Acredite ou não, ao longo deste ciclo de vida este momento sempre virá. Aquele momento em que dizemos a nós mesmos   “quero calma, quero encontrar meu equilíbrio interior” para ficar calmo. É uma maneira excepcional de promover nosso crescimento pessoal e alcançá-lo, nada melhor do que promover essas mudanças.

  • A primeira coisa que faremos é aprender a discriminar quais as relações que temos neste presente, não são satisfatórias . Ninguém pode achar que ansiava por tranquilidade se você tem um elo prejudicial entre esses laços familiares, amizade ou  trabalho .
  • O segundo passo é tomar uma decisão essencial: deixar de ser vítimas. De certa forma, todos nós estamos em algum aspecto: vítimas desses vínculos prejudiciais anteriormente referenciados, vítimas de nossas inseguranças, obsessões ou limitações. Devemos ser capazes de reprogramar atitudes para nutrir a coragem de derrubar todas essas cercas.
  • Uma vez que os dois passos anteriores tenham sido alcançados, é necessário chegar a um terceiro e maravilhoso passo. Devemos ter um propósito, uma determinação clara e definida: ser feliz . Temos que cultivar essa felicidade simples na qual, finalmente, nos sentimos bem sobre como ele é, o que ele tem e o que alcançou. Que a complacência nutrida pelas raízes do amor-próprio nos trará, sem dúvida, um grande equilíbrio.

As pessoas em cujo coração o equilíbrio respira e cuja mente vive em tranqüilidade, não vêem o amor como uma necessidade ou como um desejo desesperado. O amor não é algo que vem para resgatá-los, porque a pessoa em paz não precisa mais ser salva . O amor é um precioso tesouro que se encontra e que decide, por sua própria liberdade e vontade, cuidar dele como a mais bela dimensão do ser humano.

Fonte lamentemaravilhosa
* imagens Pixabel
* imagem capa Google

Participe do nosso encontro – Auto Sabotagem & Obesidade

O encontro mais íntimo entre duas pessoas não é o sexual, é o nu emocional.

Não é fácil de conseguir. Na verdade, um nu emocional não é algo que se consegue fácil ou com qualquer pessoa. Leva tempo, força e desejo de ouvir, sentir e abraçar emoções.

Visto desta maneira, não parece por acaso que os escritos bíblicos utilizam um termo para falar sobre amor sexual ou do estabelecimento de intimidade, que é CONHECER. Para conhecer e despir-se em paixões, sentimentos e história emocional vamos tentar neste artigo …

O nu emocional começa com você

O nu emocional começa consigo mesmo. Isto é, é muito importante que as pessoas se identifiquem com o que sentimos e percebam como nos sentimos confortáveis ou desconfortáveis, o que pensamos e como podemos usar nossas emoções para servir nossos pensamentos.

Ouvir, conectar-se e conhecer nossa herança emocional, ou seja, escanear nosso corpo emocional é essencial para descobrir nossos medos, nossos conflitos, nossas inseguranças, nossas conquistas, nosso aprendizado, etc.

Conhecer nossa filosofia emocional, explorar nossas vulnerabilidades permanentes, estar atento ao doloroso e que flui, é essencial para poder contemplar a imagem que nosso espelho emocional nos projeta para tirar a roupa que “nos veste”.

“O autoconhecimento de nossas vulnerabilidades emocionais não as faz desaparecer, mas ter uma concepção mais profunda disso implica que, a cada vez que aparece em nossas vidas, podemos identificá-la e agir de acordo com ela, impedindo-a de afogar nossas conexões emocionais.”

Nossa herança emocional, a chave para conectar

Nossa herança emocional exerce um forte impacto tanto em nossa capacidade de nos conectar emocionalmente com os outros quanto nas ocasiões em que precisamos fazê-lo. É justamente essa bagagem, essa pele, que nos faz qualificar e atuar sobre nossos sensações, sentimentos e emoções de uma certa maneira.
Expor-nos às nossas memórias e àquelas sensações que podem ser desagradáveis não é fácil e nem sempre é considerado útil. No entanto, existem muitas razões pelas quais é aconselhável tirar a roupa:


• Se quisermos ter relacionamentos mais significativos, é importante que paremos para olhar o passado e curar as feridas emocionais de nossa infância.

• Precisamos descobrir a fiação motriz que transporta nossas mensagens emocionais para que nossas reações não nos impulsionem. Por exemplo, quando dizemos que “nosso irmão está nos perturbando”, estamos realmente tendo a sensação de que ele sabe qual tecla tocar para nos deixar com raiva.
• Conhecer esses padrões de reação emocional e comunicá-los nos ajuda a regenerar nossos pensamentos e nosso estado geral de bem-estar.
• Assim, quando realizamos um trabalho de autoconhecimento, nosso diálogo interno pode mudar de “As pessoas são perigosas para mim” para “O modo como me trataram me magoou, mas já sou consciente e tento não deixar isso me influenciar”.
• Quando acessamos nossa herança emocional e entendemos como os sentimentos do passado matizam as experiências do presente, podemos ser mais capazes de estabelecer laços fortes e saudáveis de união com aqueles que nos rodeiam.

• Conscientes dos filtros emocionais, os casacos e as armaduras que vestimos contribuem para nos tornar leitores e intérpretes capazes de conectar os outros, assim como os seus.

Não é fácil despir a uma pessoa ferida

Despir emocionalmente as pessoas muito marcadas pelo seu passado pode ser difícil, porque é necessário lidar com a armadura, com as roupas que a tornam inacessível, as decepções que cercam a pessoa, os medos de rejeição, abandono, solidão …

Para fazer isso, você precisa ser inteligente, amar a pessoa e abrir seus ouvidos, olhos e pele, banir os preconceitos e a atitude de julgar. Isto é, uma escuta emocional ativa através de todos os sentidos sem “mas” ou vírgulas fora do lugar.

“Para fazer isso, devemos saber que um nu emocional não é criado em nenhum tipo de ambiente, mas que as condições ideais devem ser dadas para gerar emoções, senti-las, manipulá-las, examiná-las e usá-las.”

Os cenários emocionais ideais para o nu são aqueles em que prevalecem a escuta interior, a empatia e a inteligência emocional. Cenários em que a comunicação e o entendimento são fomentados com uma grande base de respeito e tolerância.

Somente assim seremos capazes de criar um ambiente emocionalmente distendido, no qual o encontro íntimo, o nu de medos, inseguranças e verdade emocional, possam realmente acontecer. Só então conseguiremos aqueles abraços que quebram medos, fecham nossos olhos e nos dão 200% de corpo e alma.

Lamenteesmaravillosa

*imagem Google

Como tratar as dificuldades emocionais, entre em contato.
– WhastApp 11 973873144
– e-mail: blog@selmaflavio.com.br

Conheça o evento – Auto Sabotagem & Obesidade

Por que os casais brigam?


A discussão parece começar do nada. O motivo, muitas vezes banal – como a tradicional toalha molhada deixada em cima da cama –, é capaz de desencadear uma avalanche de acusações que não tem hora para acabar. Pior: no fim das contas, ninguém se lembra direito por que a briga começou e onde é que ela vai parar. Mas o desgaste que o episódio provoca fica por muito tempo e pode causar marcas muitas vezes irreversíveis.

Quando o assunto é relacionamento, esse tipo de quebra-pau não é novidade nenhuma. Brigar dói, cansa, causa tristeza depois, além de ser chato pra burro. Mesmo sabendo disso, por que raios os casais ainda insistem em brigar tanto?

É claro que tudo depende da situação – até porque há casos em que uma boa discussão é necessária para acertar os ponteiros. “Muitas vezes, o conflito é legítimo, e afastá-lo é que seria uma má política”, afirma a terapeuta de casais Andréa Seixas Magalhães, da PUC-RJ. Convenhamos: aquele modelo de casal dos anos 50, em que as brigas eram raríssimas – até porque a maioria dos problemas acabava debaixo do tapete –, não deixou saudades.

Para o casal de psicanalistas franceses Jacques e Claire Pujol, todo relacionamento vivo tem lá seus momentos de colisão. “Os dois parceiros não são semelhantes, suas esperanças não são idênticas e as frustrações surgem quando as necessidades não são satisfeitas”, dizem. Até aí, tudo normal. O estranho, diz a psicanalista americana Mary Jacksch, é usar uma briga para lavar-roupa suja, apontando com o dedo em riste o que se considera que sejam os piores defeitos do parceiro. Pode parecer utópico, mas os psicólogos garantem que é possível discutir sem agredir ou magoar, focando na queixa em questão – que pode ser legítima. “É um treinamento, mas as pessoas podem, sim, se esforçar para manter o respeito e tentar resolver o problema, em vez de partir para o ataque.”

Já que a maior parte dos conflitos poderia – e deveria – ser evitada, selecionamos, com a ajuda de especialistas, 5 motivos um tanto comuns de brigas de casais. Pense bem se você já esteve nestas situações. Ah, sim: e esqueça a toalha molhada, por favor. Provavelmente ela nada tem a ver com a razão da sua implicância e do seu mau humor.

1. Engolir sapo faz parte

Uma das principais características das relações dos dias de hoje é que estamos priorizando apenas o que nos dá prazer, evitando percalços inerentes a qualquer história amorosa. Como ninguém é perfeito, é lógico que os conflitos não demoram a aparecer. É o que afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, autor do livro O Amor Líquido. Segundo ele, “queremos tudo para ontem e de preferência sem dores de cabeça”. Refletir sobre a sociedade que tem entre seus valores o consumo e o descartável ajuda a entender o fenômeno. O antropólogo Edgar de Assis Carvalho, da PUC-SP, também atribui ao estímulo consumista o nascimento de uma nova maneira de pensar, em que importaria mais colecionar namoros do que ter um casamento só, para a vida toda. “Uma cultura consumista favorece o produto pronto para uso imediato e resultados que não exijam esforços muito prolongados”, diz Bauman. Trocando em miúdos: apesar de não ser uma máquina, a pessoa que está a seu lado também pode dar defeito. A diferença é que pode valer bem mais a pena investir no seu conserto em vez de jogá-la no lixo e rapidamente procurar outra nova.

2. O outro não vai mudar

Um dos fenômenos que mais contribuem para o desequilíbrio das relações é o que os especialistas chamam de um tipo de complexo de My Fair Lady – peça de Bernard Shaw que deu origem a um premiado filme dos anos 60, em que um homem faz de tudo para transformar o objeto de seu interesse, uma humilde vendedora de flores, em uma educada senhora da alta sociedade. Na peça, o final da história não é nada feliz: o casal não termina junto, pois a mocinha vai embora e o homem fica a ver navios. Para a psicanalista americana Mary Jaksch, especializada em relacionamentos, é exatamente isso que acontece quando se aposta em uma mudança de estilo de vida e até de personalidade do parceiro. Mais: acreditar que o outro vai se moldar ao que o companheiro deseja, como se fosse o barro nas mãos do escultor, é meio caminho andado para a frustração e uma vida a dois repleta de desentendimentos. “Nesses casos a raiva e o desapontamento tomam conta e as brigas se sucedem”, diz ela.

3. Filhos imitam pais

Segundo Jacques e Claire Pujol, quem briga muito também pode estar repetindo um comportamento herdado dos pais, na infância. “As crianças têm uma tendência a absorver e até imitar o que vêem os pais fazendo, por isso, pais que discutem com freqüência, e na frente dos filhos, podem estar transmitindo um modelo que mais tarde essa criança irá repetir na idade adulta”, diz Claire. É a cena clássica da família briguenta das comédias de pastelão, em que a mãe ameaça o pai com um rolo de macarrão, ele dá um berro, ela grita de volta e no final – espera-se – eles fazem as pazes com juras de amor. Na televisão ou no cinema até pode parecer engraçado. Mas, para quem passou a vida assistindo a episódios de violência (mesmo que tenha sido apenas verbal) dentro de casa, a história é outra. “É preocupante. A criança pode crescer achando que aquilo é o normal”, diz Claire Pujol. Se a sua família sempre foi briguenta, lembre-se que é você quem escreve a sua história depois de adulto – e é possível escolher uma vida diferente, em paz.

4.Tolerar é preciso

Se não houver muita paciência para resolver os espinhos comuns da vida a dois, nada vai para a frente. “Não é fácil dividir a vida com alguém que certamente terá hábitos diferentes dos seus e uma outra personalidade. Sem flexibilidade e uma certa dose de paciência, a tendência é haver muitas discussões”, diz Andréa Seixas Magalhães. A psicóloga Claire Pujol lembra também que cada um tem as próprias expectativas sobre o parceiro. “É um contrato de relação não escrito, mas que existe”, diz ela. Algumas vezes um ou outro irá furar alguma cláusula – isso é normal. E é claro que em muitos momentos será preciso conversar. Mas deixar o sangue ferver não ajuda em nada.

5. Relacionamento não é trabalho

Um alto nível de exigência e rapidez pode ser muito útil no ambiente de trabalho, mas nada tem a ver com a natureza dos relacionamentos, que têm seu próprio tempo e são uma construção diária, a ser feita tijolo a tijolo. “Qualquer relação humana é algo que evolui no dia-a-dia, no próprio ritmo, que não tem nada a ver com a cobrança do mundo capitalista, onde sempre tem que se produzir algo”, diz Andréa Magalhães. Querer que tudo se resolva logo e ainda colocar prazos para que determinadas atitudes se produzam no relacionamento são maneiras de agir que não funcionam. Pior, elas criam um clima de estresse que pode estragar os bons momentos. Pressionar, exigir e cobrar simplesmente são verbos que não se encaixam na sutileza inerente ao amor.

Como brigar

• Tudo bem, você tem um conflito a resolver. Mas tem certeza de que sabe qual é o problema? Antes de sentar para conversar, é bom ter claro o que deseja abordar.
• Procure manter-se focado no tema que está sendo discutido. Querer falar de tudo o que incomoda, e não apenas de um assunto, pode atrapalhar.
• Ser respeitoso, mesmo no meio de uma discussão, é meio caminho andado para ter uma conversa construtiva.
• Em vez de acusar o parceiro, explique como você se sente em determinado tipo de situação que o desagrada. É a melhor maneira de ser ouvido.
• Esteja preparado para realmente ouvir o outro e rever as próprias posições, se for o caso. A idéia, afinal de contas, não é impor o seu ponto de vista, e sim dialogar.


Como não brigar

• Atacar o parceiro é a melhor maneira de não resolver um conflito. Xingamentos e agressões devem ficar de fora da discussão.
• Se você estiver alterado, prestes a explodir, é melhor deixar a conversa para depois, para não correr o risco de perder a cabeça.
• Nunca parta para as ameaças. Se você está procurando melhorar o relacionamento, para que dizer, sem uma reflexão prévia, que quer terminar? Só irá piorar a situação.
• Ridicularizar o outro também está fora de questão. Não há justificativas para humilhar alguém, mesmo que você esteja com muita raiva da pessoa.
• Usar um tom imperativo, tipo “você tem que fazer isso ou aquilo”, só serve para colocar o outro na defensiva. E não é isso que você quer, certo?

Fonte super.abril

Aqui tem outra proposta para cuidar da sua vida amorosa, entre em contato e descubra como é possível.

Leia mais Tudo sobre Relacionamentos

REPETIR PROBLEMAS AMOROSOS É FORMA INCONSCIENTE DE LEALDADE À FAMÍLIA

Para ter relações saudáveis, é preciso se libertar de padrões pessoais e de gerações passadas.

Ao contrário do que muitos pensam, não basta que exista amor para garantir o êxito e o bem-estar numa relação afetiva. Isso porque existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

Pelas mesmas razões, também não basta que uma pessoa solteira diga que deseja ter um par para que ela esteja realmente disponível para um novo relacionamento.

Experiências vividas e fatos difíceis ocorridos ao longo da história de vida pessoal ou de gerações anteriores podem estar por trás dessas dificuldades. No âmbito da Constelação Familiar – técnica que trata de conflitos e desordens nas famílias e nas relações humanas – chamamos essas amarras de “emaranhamentos sistêmicos”, ou seja, dinâmicas inconscientes que fazem alguém estar atado a pessoas e histórias de sofrimento do passado.

PESSOAS SE MANTÊM LEAIS A DESTINOS E COMPORTAMENTOS DE SUAS FAMÍLIAS

Isso acontece como consequência da consciência moral, conforme observações do psicoterapeuta alemão Bert Hellinger. Essa consciência nos mantém leais, de forma inconsciente, a destinos, histórias e padrões de comportamento vivenciados em nosso sistema familiar.

COMO AS CRISES FAMILIARES SE PERPETUAM POR GERAÇÕES?

Nos meus atendimentos, por exemplo, é muito comum mulheres que chegam com dificuldades para se relacionar terem crenças do tipo: “os homens não são confiáveis” ou “os homens são fracos”. São mulheres que na infância ou adolescência testemunharam suas mães ou avós sofrerem devido à infidelidade de maridos, ou passaram a vida ouvindo essas mulheres criticarem seus companheiros. Quando adultas, se comportam como se dissessem: “se minha mãe sofre por não ter tido sorte nos relacionamentos, ou por ter sido traída pelo meu pai, então eu também não posso ser feliz. Preciso segui-la no sofrimento e na infelicidade”. Assim, ao repetirem o mesmo destino de suas mães ou avós, ou seja, atraindo muitas vezes homens que as abandonam ou as traem, essas filhas e netas se sentem infelizes, porém, de boa consciência.

É também bastante comum que essas filhas direcionem sentimentos de raiva e frustração – que essas mulheres anteriores sentiram pelos seus maridos (e que muitas vezes não puderam expressá-los, ou não puderam se separar deles, por dependência financeira) – aos cônjuges atuais. Ou seja, vingam-se dos homens em nome de suas ancestrais.

Na verdade, essa repetição é uma forma inconsciente de amor e lealdade ao sistema familiar. A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

Ela passa a ficar vinculada às histórias alheias, desenvolvendo sentimentos de raiva, reivindicação, indignação, menos valia, inferioridade ou incapacidade, que no fundo não pertencem a ela, são adotados de outros membros, por amor cego ao sistema familiar.

E é justamente essa lealdade sistêmica, em forma de consciência moral, que limita a entrega à vida. Voltando aos exemplos anteriores, se a filha tiver um relacionamento exitoso, vai se sentir obviamente muito feliz, mas também de má consciência, pois está indo contra um padrão familiar. A cura e a reconciliação estão além dessa consciência moral. Portanto, a solução será escolher, de forma consciente, fazer diferente – e isso muitas vezes implica em carregar e suportar uma culpa.

IDENTIFIQUE ONDE SEU DESTINO FAMILIAR COMEÇOU

Para poder se libertar desses “emaranhamentos sistêmicos” e de fato conseguir fazer diferente, é preciso, antes de mais nada, entrar em sintonia com o próprio destino. Bert Hellinger, no livro “O Amor do Espírito” (Ed. Atman), diz: “destino significa que nos encontramos inseridos em uma família específica, na qual ocorreram certos acontecimentos que determinam os destinos daqueles que vem depois”.

Sendo assim, precisamos identificar onde esse destino se inicia. Para isso, ajuda muito fazer perguntas aos pais e avós para entender melhor a história das gerações passadas e se há padrões repetitivos na família.

A TERAPIA DA RECONCILIAÇÃO

Uma sessão de Constelação Familiar, além de trazer à luz esses padrões e identificar quando e onde se originaram, ajudará você a se confrontar com esse destino: primeiro, concordando com ele, ou seja, alinhando-se às forças que o dirigem e que também dirigem o seu par; e segundo, honrando e respeitando tudo o que passou, sem julgamentos. Somente esse olhar amoroso pode desfazer emaranhamentos.

Fonte Personare 

Se você tem questões com a vida amorosa, entre em contato através do formulário abaixo, que nós retornaremos com mais informações. Selma Flávio é formada em Constelação Familiar e falará com você.

Sinta a emoção de uma Constelação Familiar em unidade socioeducativa


“Para o que vamos fazer aqui é preciso entrega. Sintam a emoção e se precisar chorar, chorem.”

É com essa recomendação que o psicanalista Mauro Gleisson de Castro iniciou a sessão de constelação familiar do jovem Luiz Boaventura, interno da Unidade Socioeducativa de Santa Maria, cidade localizada a 26 quilômetros de Brasília.

Luiz é o nome fictício de um jovem de 17 anos que foi condenado por roubo e internado na unidade socioeducativa. O que esse adolescente e os demais 149 jovens internados no centro de ressocialização de Santa Maria têm em comum é a ausência de uma estrutura familiar sólida e um histórico de conflito com a lei, com crimes como homicídio ou tentativa de homicídio, roubo, tráfico de drogas e lesão corporal.

A figura do pai, quando existe na vida desses rapazes, é a de um homem violento e agressivo com a mulher e com os filhos, num conflito que marca o comportamento, a conduta e as ações desses menores.

Círculo vicioso

A fim de auxiliar os jovens a entender as circunstâncias que os levaram a transgredir a lei e ajudá-los a quebrar o círculo vicioso que os fazem reincidir no crime, a Unidade de Internação de Santa Maria tem realizado desde o ano passado sessões de constelação familiar.

A técnica desenvolvida pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger investiga as relações interpessoais de um determinado sistema familiar, mostrando as conexões entre as gerações e os padrões familiares que geram conflitos.

Por sua capacidade em solucionar atritos, a constelação familiar tem sido usada pelo Poder Judiciário em vários ramos da Justiça como nos casos das Varas de Família, de violência doméstica e no tratamento de vícios entre detentos. A técnica é utilizada por juízes brasileiros de pelo menos 16 unidades da Federação.

 

Na experiência que está sendo praticada em Santa Maria, o adolescente infrator a ser “constelado” escolhe outros cinco jovens internos para tomar parte na sessão.

Participam também servidores da unidade do socioeducativo e voluntários, alguns dos quais estudantes de psicologia e de psicanálise, numa sessão coordenada por consteladoras selecionadas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) no projeto “Constelar e Conciliar”.

O que se vê ao longo da sessão com todas essas pessoas tomando parte é a gradativa reconstrução da família do jovem constelado.

Os outros cinco jovens tomam parte na sessão e passam a representar ou o pai ou o irmão do constelado, ou mesmo o próprio constelado, vivenciando papéis e tomando parte numa família virtual que não difere muito da família real de cada um deles.

É uma experiência psicodramática em que esses adolescentes entram na pele de um pai agressivo ou distante, de um irmão indiferente ou de um filho revoltado. E se veem representando um algoz ou uma vítima, numa tomada de consciência sobre frustrações familiares que, em parte, os induziram à infração.

“Quando assisti minha constelação senti tristeza. Senti também alegria porque a constelação me ajudou a saber a verdade da minha história. Eu estava ali vendo como tudo acontecia e, pra mim, isso mudou”, disse Fernando dos Anjos, 16 anos, um dos colegas escolhido por Luiz para participar da representação da constelação familiar. Fernando passou por sessão de constelação familiar antes de Luiz.

No modelo de constelação praticado na Unidade de Santa Maria, a atuação dos servidores não é por acaso. Miriam Bastos Tavares, que conduziu a sessão, explica que a participação dos funcionários sensibiliza-os sobre as trajetórias que levaram rapazes e moças a entrar em conflito com a lei.

Em uma das sessões realizadas anteriormente um servidor se identificou com a história de família do jovem que cumpria a pena. “Após as sessões, os funcionários passam a olhar para esses jovens com outros olhos”, comentou a consteladora.

À flor da pele

Ao longo da reconstrução do sistema familiar de Luiz, adolescentes privados de liberdade, servidores responsáveis pela vigilância da unidade e voluntários vão tomando parte no psicodrama numa representação intuitiva e à flor da pele de brigas, abandonos, traumas e decepções.

O adolescente cuja família está sendo constelada não toma parte do processo. Sua postura é a de assistir à reconstrução da sua estrutura familiar, dando-se conta de que a experiência com o crime e a pena que cumpre são consequência de vários desajustes.

A sessão de constelação familiar de Luiz teve duração de mais de duas horas. Nesse tempo, entraram em cena a história e a representação da vida da mãe dele, do pai, dos irmãos, incluindo os avós e outros ancestrais. E o que o jovem também pode perceber é que o comportamento de abandono do pai e os desacertos da mãe tiveram origem em traumas vivenciados por eles, os país,  na infância, em revelação de conflitos transgeracionais.

Nesse ponto, a consteladora conduz a sessão de forma que o adolescente constelado entenda que os problemas vivenciados por seus pais são problemas deles, dos pais. E que ele, o filho, não precisa assumir ou reproduzir esses conflitos.

“Você está liberado”, repetem, um a um, os familiares (representados pelos voluntários) de forma que o jovem entenda que tem uma vida própria e que não precisa repetir os traumas dos pais ou dos familiares. Na sessão tem choro, assombro, sentimentos de culpa, arrependimento e muitos pedidos de desculpas.

Comportamento

As sessões de constelação familiar na Unidade de Internação de Santa Maria, comentam o psicanalista Mauro Gleisson e a consteladora Miriam Bastos, buscam proporcionar aos jovens internados maior consciência sobre a sua origem e as consequências dos conflitos que viveram em família. Buscam, também, fazer com que os jovens percebam que podem trilhar um caminho diferente.

O diretor da Unidade de Santa Maria, Antônio Raimundo, vê efeitos práticos na postura dos internados. “Depois da sessão a gente sente uma diferença grande no comportamento deles, no tratamento com os colegas, na escola, com os assistentes sociais, como todo mundo. Eles passam a ter outra visão, passam a valorizar a questão familiar, o convívio com outras pessoas. É muito bacana e gratificante. As sessões demoram bastante e se a gente deixar, eles querem que a constelação entre noite à dentro.”

 

Na Unidade de Internação de Santa Maria há o caso de um jovem que foi constelado, que deixou o centro socioeducativo, mas pede para voltar e participar das sessões de constelação.

 

Fonte cnj.jus.br/noticias


Você quer conhecer a Constelação Familiar?  Entre em contato através do formulário e venha participar do nossos grupos.