Tara, Kuan Yin, a deusa dos lótus


A Deusa Lótus existia na Índia muito antes da invasão dos arianos.

Quando a substância da vida divina está prestes a apresentar o universo, as águas cósmicas crescem um lótus de mil pétalas de ouro puro, tão radiante quanto o sol.

Este é o útero do universo, o órgão gerador das águas – o aspecto feminino, materno e procriador do Absoluto.

O lótus é personificado como a Deusa Mãe através da qual o Absoluto se move para a criação.

Ela está de pé sobre um lótus, que é o seu ‘veículo’. Na arte ariana, ela é removida de seu lótus e o deus masculino Brahma está sentado em seu lugar.

O onipresente lótus é um sinal de sua presença mesmo quando suas feições humanas não aparecem, e não raramente as divindades masculinas até copiam suas poses tradicionais … com o tempo, o lótus se separa da deusa Lótus na arte e consigna a outros poderes.

Talvez a mais surpreendente das novas atribuições seja a de Prajna-Paramita, a mais alta personificação feminina do budismo Mahayana.

A sabedoria (prajna) que leva ao Nirvana é a maior virtude (paramita): é a própria essência dos Budas, os totalmente iluminados, e os Budas em formação, os Bohdisattvas, devem levá-lo à perfeição.

O antigo padrão da Deusa Lótus sofreu uma transformação radical de significado.

A Mãe Terra tornou-se a rainha do reino espiritual alcançada através da iluminação (bodhi), representando a extinção (nirvana) tanto da consciência individualizada quanto da variedade cósmica do ser biológico, humano e divino.

Ela representa o término do prazer nas existências terrenas ou até celestiais, a extinção de todo desejo por duração individual; ela é a natureza secreta, adamantina e indestrutível de tudo e de todos, ela mesma desprovida de todas as características limitantes e diferenciadoras.

O lótus expressa a ideia de que somos todos virtualmente budas,

Existem várias manifestações da deusa de lótus nas tradições orientais.

A deusa de lótus Tara é a deusa protetora do Tibete. Diz-se que ela nasceu de uma lágrima derramada por Avalokita com pena do sofrimento dos seres sencientes.

Existem 21 formas de Tara, as duas principais formas de realização conhecidas como a Tara Verde e a Tara Branca.

Eles são muito parecidos, exceto que, de seu assento sobre um disco lunar apoiado por um lótus gigante, a Tara Verde estende um pé como se estivesse prestes a se levantar da meditação, enquanto a Tara Branca fica em postura de meditação.

Ela é ainda mais diferenciada por ter um “olho de sabedoria” visível no centro de sua testa, bem como olhos fixos nas palmas de cada mão.

Em ambas as formas, a cabeça é charmosamente inclinada, o corpo um pouco arqueado, de modo que o ombro esquerdo é perceptivelmente mais alto que o direito; uma mão, segura junto ao coração, forma o mudra de proteção e a outra, repousando levemente sobre o joelho, forma o gesto de doação de presentes.

 

Uma lótus de haste longa sobe da dobra do braço esquerdo.

Enfeites pesados ​​de ouro adornam o cabelo, a garganta, os pulsos e os tornozelos de grandes dimensões; as roupas finas – sedas brilhantes e esvoaçantes esvoaçando dos ombros e uma série de saias de seda muito coloridas – deixam o torso esguio e os seios suavemente arredondados, descobertos à maneira da antiga índia.

O efeito todo é tão arrebatador que ela poderia despertar a paixão que ela é frequentemente invocada para acalmar, não fosse ela inspirar uma espécie de reverência exaltada … ela está imbuída do poder de vencer a luxúria tão facilmente quanto a tristeza.

Embora docemente digna quando invocada durante a meditação, a natureza de Tara é tão divertida e maliciosa quanto a de qualquer uma das garotas de dezesseis anos que ela tanto lembra.

No Budismo Tibetano, formas personificadas (como Tara) são consideradas representações de possíveis aspectos da própria natureza interna – e não como entidades estritamente separadas.

A meditação sobre várias “divindades” e outras imagens tem um profundo efeito no próprio ser interior.

Cada imagem visualizada serve como um arquétipo, evocando respostas em um nível muito sutil de consciência, auxiliando assim no delicado trabalho de transformação interior.

Na China, ela é conhecida como Kuan Shi Yin – “Ela-Quem-Hearkens-para-os-Gritos-do-Mundo” – e é a deusa chinesa do amor e da compaixão.

Kuan Yin é único entre a hierarquia celestial em ser totalmente livre de orgulho ou vingança, e está relutante em punir mesmo aqueles a quem uma lição severa seria salutar.

Ela retrata a compaixão e seus poderes libertadores.

Rochas, salgueiros, poças de lótus ou água corrente são frequentemente indicações da presença de Kuan Yin. O mantra de Kuan Yin e Avalokita é “Om Mani Padme Hum”.

No Japão, Tara é conhecida como Kwannon.

O apelo de Kuan Yin é que ela responde às necessidades sinceras das pessoas comuns.

Ela não comunica nenhuma grande novidade filosófica, nem leva o iniciado a mistérios profundos de meditação.

Ela é acessível para os mais comuns e os mais humildes. Ela é a amiga que você invoca em tempos difíceis.

Ela é a mão que guia.

Ela compreende o anseio por filhos, o medo da dor, a angústia de uma criança perdida ou de um pai solitário.

Ela é familiar e ela é da família.

É nisso que reside a força de Kuan Yin – e tudo isso se baseia em seu atributo básico de compaixão, derivado, como sempre, do Sutra de Lótus ”.

 

Adaptado de ” Os Mitos e Símbolos da Arte Indiana” por Heinrich Zimmer – editado por Joseph Campbell e de “Kuan Yin” por Martin Palmer e Jay Ramsay com Man-Ho Kwok

Originalmente publicado na revista Here & Now , Byron Bay.

 

Fonte byronbodyandsoul


 

Se deseja informações sobre os trabalhos terapêuticos, entre em contato preenchendo o formulário abaixo.

Só me chame se for para fluir


Só me chame se for para fluir
Se for para seguir o rio e seu fluxo
Se for para nao brigar com as pedras
mas reverenciá-las…
São mestres
nos mostram nossas distrações
são marcas
desenham a vida…
Me chame para pular do penhasco
Me chame para mergulhar no fundo do mar
Me chame para ir às estrelas..
Mas nao me chame para estar sem força
sem luz
sem chão
sem passo…
caminho descalça
mas sigo meu compasso
mergulho nas águas escuras
e re-descubro a luz que me nutre
sou água
sou fonte
sou sede
sou aprendiz
nada sei
apenas sigo…

Rose Kareemi Ponce


 

Era uma vez uma menina, que tinha medo da vida


“Era uma vez uma menina, que tinha medo da vida, tinha medo de amar, porque tinha medo do que as pessoas podiam se transformar após conhecer elas de perto.
Era uma vez uma menina, que chorava pelos cantos, que gritava de dor, que urrava de raiva.
Era uma vez uma menina, que não aceitando suas sombras, se escondia sob o manto da tristeza.
Era uma vez, uma menina, que deixou de acreditar em sua força, que rastejava pelos cantos escuros de sua casa interna, pedindo um pouco de água para matar a sede de sua alma.
Era uma vez, uma menina que tinha lembranças da criança ferida, dos gritos e desamores pelos quais passou.
Era uma vez, uma menina, que após caminhar por muito tempo, em árido deserto, encontrou uma fonte, onde havia água cristalina, mas que precisava ser trocada.
A fonte falou:
Entregue-me o prazer de suas águas e eu te entrego a água da vida!
E assim, essa menina entregou-se, vibrou, chorou de alegria e sanou sua sede mais profunda.
Era uma vez, uma menina que estava pela primeira vez, sentindo profundamente o significado das palavras: consciência, perdão e acima de tudo Gratidão!
Gratidão por suas dores, por suas lágrimas, por suas tristezas, consciência de que tudo isso a fizera crescer e assim perdoou a si mesma, acolheu todos os momentos e dançou suas sombras olhando no mais profundo de seus olhos.
Era uma vez uma menina ferida, que desabrochou mulher felina e dançou toda sua força, nas águas da vida, que dela brotavam!
Era uma vez, uma mulher que jurou que dançaria, até que seu felino estivesse a seu lado, nem a frente, nem atrás e assim, sentiu-se plena, pois dentro dela tudo estava em paz. Sim ela sabia que havia sombras, mas essas eram seu Era uma vez, uma mulher/felina ou felina/mulher que estava curada!

_Rose Kareemi Ponce


 

Ética das Mulheres Sabias


Mulheres sábias não vivem queixando-se, elas geram
mudanças.
Mulheres sábias são atrevidas.
Mulheres sábias são hábeis com as plantas.
Mulheres sábias confiam em sua intuição e respeitam a dos
outros.
Mulheres sábias meditam diariamente e estão em contato com
sua interioridade.
Mulheres sábias defendem firmemente aquilo que lhes
interessa.
Mulheres sábias percebem seu caminho com o coração.
Mulheres sábias falam a verdade com compaixão.
Mulheres sábias escutam seu corpo.
Mulheres sábias improvisam e brincam.
Mulheres sábias não imploram.
Mulheres sábias riem juntas.
Mulheres sábias saboreiam a vida e a compartilham com
simplicidade.

JEAN SHINODA BOLEN

 

*imagem Google

 

Homenagem as curandeiras que existe dentro de todas


Homenagem ao sagrado feminino.

Vem desta singela oração que recebi e mantenho a reprodução tal qual é com gratidão.
E a Deusa Mãe Terra, as Todas Mães Divinas , a todas as Mulheres e a todas nossas Ancestrais.

“Gratidão pela possibilidade de celebrar por todas as mulheres que vieram antes de mim, honrando suas histórias tal qual foram do jeito que foi sem tirar e nem por. Digo sim e as incluo no meu coração. Graças eu dou pois tudo que viveram do jeito que viveram permitiram que eu esteja aqui e agora. Honrando a vida sigo adiante. ”

“Que o Sagrado Feminino, seja hoje celebrado. Que nossa intuição, nossa sensibilidade, nossa percepção além das aparências sempre guiem nossos passos, direcionem nossas escolhas para que estejamos sempre com a paz e a alegria nos nossos corações.

Lenice Vilas Boas

 

 

Oração Celta
ANTIGA PRECE IRLANDESA

Que o caminho seja brando a teus pés,
O vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
As chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos

Que a estrada abra à tua frente,
que o vento sopre levemente em tuas costas,
que o sol brilhe morno e suave em tua face,
que a chuva caia de mansinho em teus campos.
E até que nos encontremos de novo…
Que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos.

Que as gotas da chuva molhem suavemente o teu rosto,
que o vento suave refresque teu espírito,
que o sol ilumine teu coração,
que as tarefas do dia não sejam um peso nos teus ombros,
e que os Deuses te envolvam num manto de amor.”. 
Que assim é.

 


 

CUIDE da SUA Energia Sexual


Como Cuidar da Energia Sexual

Diariamente  entramos em contato com as pessoas, mesmo sem o toque da pele estamos tão próximos que podemos trocar energias. Somos capazes de absorver energia uns dos outros automaticamente, mesmo sem intenção. Somos fontes continuas de energia e luz, ao mesmo tempo que podemos irradiar boas energias podemos também irradiar más energias.

 

Como isso é possível sexualmente?

Imaginem que só de estarmos próximos a alguém, mesmo virtualmente somos capazes de capitar suas energias, imaginem que sexualmente é muito  mais profunda essa troca.

Levamos a outras pessoas nossas informações energéticas, emocionais e espirituais, no ato sexual não trocamos apenas fluidos físicos, trocasse os fluidos energéticos. Quando os chakra básico são unidos, o corpo entende que é o momento de completitude, numa extensão além do prazer, é o momento que o homem se torna um só, inteiro.
Dessa forma o corpo se prepara para um momento de êxtase, abrindo os chakras para a sublimação, favorecendo a doação energética intensa como também o recebimento.

Como a energia sexual interfere na vida

A sexualidade afeta diretamente. Quantas vezes você terminou um ato sexual e se sentiu vazio, ou simplesmente nem se importou com quem ou o que estava acontecendo.

Quem sentiu o vazio, decorrente de um mal estar, absorveu do outro energias negativas ou foi “vampirizada” –  num vácuo continuo de necessidade física, pois não conseguirá se sentir pleno dessa relação vazia.

Pessoas que não se importam, provavelmente ela é o “vampirizador”, absorvendo as energias boas para o preencher o seu vazio interior.

A Questão Vai Além de Energias

Quem muito seduz, muito precisa de ajuda terapêutica. O seu cerne está pedindo ajuda, cultuar admiradores poderá estar representando a carência afetiva gerada na infância, em contra partida, a repetição de relacionamento vazio representa um desgaste emocional, uma busca continua de algo que não conhece e precisa ser visto. Curando essa dor interna, poderá vivenciar  um relacionamento amoroso com  prazer e respeito.

 

Selma Flávio – Constelação Familiar e Terapias Energéticas
selma@selmaflavio.com.br

 

 

 


 

Oração de liberação da dor ancestral da linhagem feminina


 

Amadas mães, avós e irmãs…

Hoje e para sempre
Soltamos as recordações dolorosas que nos unem àqueles atos, pensamentos e sentimentos presentes na nossa linhagem feminina, onde está envolvida a linhagem masculina em seus piores aspectos.
Pelos maus tratos à nossa Essência Feminina em palavras, atos, pensamentos e sentimentos.
Eu sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grata.

Onde a obrigação estava acima do amor
Onde a indiferença era aceita como algo “lógico” pelas nossas tarefas cotidianas.
Eu sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grata.

Quando o descanso quase não existia, pois nosso ritmo de trabalho era muito além do nascer e do pôr do sol.
Eu sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grata.

Quando o amor do homem para a nossa Essência Feminina era um ato para sua satisfação pessoal, esquecendo nossos sentimentos profundos de amor, nossa entrega cotidiana, nosso amor em silêncio apesar da desvalorização, a indiferença e a falta de amor.
Eu sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grata.

Pelas memórias ancestrais de toda a nossa linhagem feminina familiar e mais além dela.
Eu sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grata.

Pela cura total, pela liberação total de toda ferida de ontem e de hoje.
Eu sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grata.

Hoje e para sempre nos perdoamos, nos amamos no respeito absoluto da nossa Essência Divina Feminina, para ser fonte viva de amor ilimitado.
Curando todo ressentimento.
Perdoando cada ferida recebida.
Amando a todos por igual.
Eu sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grata.

Renascemos em nós mesmas em nossa nova Linhagem Divina Feminina onde a paz, o amor, a compaixão e a misericórdia como laços de cura unem o separado, cicatrizam o machucado, soltam o rancor e a ira.
Renasce em equilíbrio perfeito onde o Feminino e o Masculino são livres, sãos e complementares.
Amantes do Amor Ilimitado.
Assim é, assim está feito.

(Tradução livre por Elisa Rodrigues de Oración de liberación del dolor ancestral del linaje femenino)