Ciência comprova elo entre saúde e espiritualidade

 

 

Ciência comprova elo entre saúde e espiritualidade

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Bons sentimentos reduzem os riscos de doenças cardíacas

Rio –  Tomar um comprimido a cada seis horas, perdoar desavenças e ser otimista. Em breve, pacientes poderão sair de consultas médicas com recomendações parecidas com esta. Estudos norte-americanos apontam que pessoas espiritualizadas têm saúde melhor. No Brasil, 500 cardiologistas começaram a pesquisar o comportamento dos brasileiros.

De acordo com o médico Álvaro Avezum, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, nos Estados Unidos o nível de espiritualidade foi medido por meio de um questionário. Em seguida, foi associado a questões biológicas, como ocorrência de problemas cardiovasculares (derrame e infarto) e índice de mortalidade.

Aqueles que cultivavam sentimentos positivos, como perdão, tolerância e paciência, tiveram pressão arterial controlada, melhor nível de colesterol e menos risco de desenvolver doenças cardíacas. Álvaro explica que, na pesquisa, a espiritualidade é definida como uma forma de enxergar e encarar a realidade e não se relaciona diretamente a religiões.

ATEUS TAMBÉM CONSIDERADOS

“Trata-se dos sentimentos que a pessoa nutre no cotidiano e como ela enfrenta os problemas. Isso se aplica a crentes e ateus ”, afirma, acrescentando que americanos também avaliaram a interferência da religiosidade na saúde. “Os religiosos também tiveram melhores índices”, disse. Segundo o médico, já está comprovado que estresse e depressão estão ligados a problemas cardíacos, mas há muitos mistérios ainda não desvendados. “Não conseguimos explicar casos que fogem do padrão clínico, como pacientes que melhoram ou pioram subitamente, contrariando projeções”.

Há dois meses, a sociedade criou o Grupo de Estudos em Espiritualidade (Gemca). Com cerca de 500 cardiologistas, o Gemca vai analisar o nível de espiritualidade entre os 14 mil médicos da sociedade. A pesquisa será estendida à população brasileira e o resultado deve sair em um ano. Para Álvaro, há casos clínicos que não podem ser explicados apenas pela ótica biológica. “Há lacunas na cardiologia e é possível encontrar a resposta para elas na espiritualidade”, acredita.

 

 

 

Fonte: O Dia – RJ

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O que é Alzheimer?

O que é Alzheimer?

No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas sofrem do Mal de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Em todo o mundo, 15 milhões de pessoas têm Alzheimer, doença incurável acompanhada de graves transtornos às vítimas. Nos Estados Unidos, é a quarta causa de morte de idosos entre 75 e 80 anos. Perde apenas para infarto, derrame e câncer.

Alzheimer: doença ligada ao envelhecimento afeta a memória recente

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade. De início, o paciente começa a perder sua memória mais recente. Pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição. Com a evolução do quadro, o alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

Perguntas frequentes

1) Por que interditar a pessoa portadora da doença de Alzheimer?

Um dos grandes problemas causados pela doença de Alzheimer é a redução da capacidade de discernimento, isto é, o doente não consegue entender a consequência dos seus atos, não manifesta a sua vontade, não desenvolve raciocínio lógico por causa dos lapsos de memória e perde a capacidade de comunicação, impossibilitando que as pessoas o compreendam. Por isso, a lei o considera civilmente incapaz.A interdição serve como medida de proteção para preservar o paciente de Alzheimer de determinados riscos que envolvem a prática de certos atos como, por exemplo, evitar que pessoas “experientes” aproveitem-se da deficiência de discernimento do paciente para efetuar manobras desleais, causando diversos prejuízos, principalmente, de ordem patrimonial e moral.

Como exemplo, podemos citar a venda de um imóvel ou de um veículo, retirada de dinheiro do banco, emissão de cheques, entre outros.

A interdição declara a incapacidade do paciente de Alzheimer que não poderá, por si próprio, pratica ou exercer pessoalmente determinados atos da vida civil, necessitando, para tanto, ser representado por outra pessoa. Esse representante é o curador.

2) Como interditar o paciente de Alzheimer?

A interdição do paciente de Alzheimer é feita através de processo judicial, sendo necessário, para tanto, a atuação de um advogado. Entretanto, em alguns casos específicos, o Ministério Público poderá atuar, sendo, nesse caso, desnecessária a representação por advogado. No processo de interdição, o paciente será avaliado por perito médico que atestará a capacidade de discernimento da pessoa. O laudo emitido servirá de orientação para o juiz decidir pela intervenção, ou não. Além disso, o paciente deverá ser levado até a presença do juiz (se houver possibilidade) para que este possa conhecê-lo.

3) Quem é o curador?

Curador é o representante do interditado (no caso, o doente de Alzheimer) nomeado pelo juiz, que passará a exercer todos os atos da vida civil no lugar do paciente interditado. Irá administrar os bens, assinar documentos, enfim, cuidará da vida civil do paciente de Alzheimer.Para facilitar a compreensão, é só imaginar a relação existente entre os pais e o filho menor de idade. A criança não pode assinar contratos, quem os assina em seu lugar são seus pais. A criança também não pode movimentar conta no banco, necessitando da representação dos seus pais para tanto. Com a interdição, podemos comparar o paciente interditado como sendo a criança, e os pais, o curador.

4) E a “procuração de plenos poderes”, não possui a mesma finalidade da interdição?

Não, a interdição é mais ampla. Se o paciente de Alzheimer não for interditado, todos os atos praticados por ele serão válidos, a princípio. Ao passo que, se ele for interditado, seus atos serão NULOS. A procuração, por sua vez, não tem esse “poder”, apenas confere ao representante o direito de atuar dentro dos limites a ele conferido na procuração, geralmente administrar patrimônio e assinar documentos – o paciente poderia praticar atos autônomos causando uma série de prejuízos. Atos, estes, que serão tidos como válidos, se praticados com boa-fé. Muitas vezes, a procuração se torna inviável porque o paciente não consegue assiná-la.

5) O que é o auxílio-cuidador pago pelo INSS?

É o acréscimo de 25% ao valor da aposentadoria quando o segurado, aposentado por invalidez, necessita de assistência permanente de outra pessoa. Muitas confusões são feitas em relação a este benefício.Ele não é devido a quem necessita de um cuidador permanente, mas, sim, a quem se aposentou por invalidez devido a uma doença que precisa de cuidador em tempo integral.

6) O que é o benefício da prestação continuada paga pelo INSS?

É a garantia de um salário mínimo mensal, pago pelo INSS, à pessoa portadora de deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais, que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família. Para ter direito a esse benefício, o idoso não precisa ter contribuído à Seguridade Social, mas precisa provar que sua família possui renda mensal per capta (por pessoa da família) inferior a 1/4 do salário mínimo. Exemplo: um idoso com mais de 65 anos que resida na casa de sua filha, com o genro e mais dois netos. No caso de somente o genro trabalhar e ganhar R$ 1.000,00 por mês. Dividiremos R$ 1.000,00 por cinco pessoas (casal, dois filhos e o idoso), obteremos R$ 200,00 por pessoa – valor menor que um salário mínimo. Assim, nesse exemplo, o idoso tem direito ao benefício.

Causas

A causa do Alzheimer é desconhecida, mas seus efeitos deixam marcas fortes no paciente. Normalmente, atinge a população de idade mais avançada, embora se registrem casos em gente jovem. Os cientistas já conseguiram identificar um componente genético do problema, só que estão longe de uma solução.

Sintomas de Alzheimer

Um aspecto fundamental do Alzheimer é a manutenção do chamado estado de alerta. A doença não reduz o estado de consciência. O paciente responde tanto aos estímulos internos quanto aos externos. Pode responder mal ou errado, mas está de “olho aberto”, acompanhando as pessoas e tudo o que acontece em sua volta. Muitas vezes, os sintomas mais comuns, como a perda da memória e distúrbios de comportamento, são associados ao envelhecimento.

Mesmo com uma aparência saudável, os portadores do Mal de Alzheimer precisam de assistência ao longo das 24 horas do dia. O quadro da doença evolui rapidamente, em média, por um período de cinco a dez anos. Os pacientes, em geral, morrem nessa fase.

Diagnóstico de Alzheimer

Diagnosticar alguém com o Mal de Alzheimer não é tarefa fácil. A família do idoso imagina que se trata apenas de um problema consequente da idade avançada e não procura a ajuda de um especialista. Ao notar sintomas do Alzheimer, o próprio portador tende a escondê-los por vergonha. A família precisa estar atenta e, se identificar algo incomum, deve encaminhar o idoso à unidade de saúde mais próxima, mesmo que ela não tenha um geriatra ou um neurologista. É preciso diferenciar o esquecimento normal de manifestações mais graves e frequentes, que são sintomas da doença. Não é porque a pessoa está mais velha que não vai mais se lembrar do que é importante.

O acompanhamento médico é essencial para que se identifique corretamente a existência ou não do Alzheimer. Outras doenças, como a hipertensão – que dificulta a oxigenação do cérebro -, também podem originar falta de memória e sintomas de demências. Existem também demências que podem ser tratadas, como a provocada pelo hipotireoidismo.

Em 2002, o Ministério da Saúde publicou a portaria que instituiu no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) o Programa de Assistência aos Portadores da Doença de Alzheimer. Esse programa funciona por meio dos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, que são responsáveis pelo diagnóstico, tratamento, acompanhamento dos pacientes e orientação aos familiares e atendentes dos portadores de Alzheimer. No momento, há 26 Centros de Referência já cadastrados no Brasil.

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, vem investindo na capacitação de profissionais do SUS para atendimento aos idosos. O envelhecimento da nossa população é um fenômeno recente, pois, até os anos 50, a expectativa de vida da população era de aproximadamente 40 anos, observa. Atualmente a esperança de vida da população é de 71 anos de idade, lembra a coordenadora.

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que 73% das pessoas com mais de 60 anos dependem exclusivamente do SUS. O atendimento aos pacientes que sofrem do Mal de Alzheimer acontece não só nos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, mas também nas unidades ambulatoriais de saúde.

Tratamento de Alzheimer

O SUS oferece, por meio do Programa de Medicamentos Excepcionais, a rivastigmina, a galantamina e o donepezil, remédios utilizados para o tratamento do Alzheimer. É bom lembrar que os medicamentos não impedem a evolução da doença, que não tem cura. Os medicamentos para a demência têm alguma utilidade no estágio inicial, podendo apenas amenizar ou retardar os efeitos do Alzheimer.

1ª. Tratamento dos distúrbios de comportamento:

Para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril,entre outros) pode ser difícil controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação.

2ª. Tratamento específico:

Dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém, seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico), que podem inviabilizar o seu uso. Também há o fato de que somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o uso destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a memantina (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada do Alzheimer, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia a dia.

Convivendo/ Prognóstico

Quanto mais os efeitos do Mal de Alzheimer avançam em seu corpo, mais o paciente tende a se afastar completamente do convívio social. O ator norte-americano Charles Bronson foi uma das vítimas da doença. Perto de perder a vida, aos 81 anos, em 2003, o ator de Era uma Vez no Oeste praticamente havia esquecido a sua identidade e não se lembrava de nada de seu passado como astro de Hollywood. O ex-presidente norte-americano Ronald Reagan, morto em 2004, foi outra vítima famosa. O problema de saúde tirou o político das atividades públicas, em sua última década de vida.

A família e a sociedade podem dar um grande apoio aos pacientes do Alzheimer. A Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) é formada por familiares dos pacientes e conta com a ajuda de vários profissionais, como médicos e terapeutas. A associação promove encontros para que as famílias troquem experiências e aprendam a cuidar e a entender a doença e seus efeitos na vida dos idosos. Para a coordenadora de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Neidil Espínola, mesmo com o desgaste, as famílias podem entender que, se o paciente sofre de uma doença incurável, pelo menos ele pode ser cuidado e receber carinho.

Prevenção

Incurável, o Alzheimer ainda não possui uma forma de prevenção. Os médicos acreditam que manter a cabeça ativa e uma boa vida social permite, pelo menos, retardar a manifestação da doença. Entre as atividades recomendadas para estimular a memória, estão: leitura constante, exercícios de aritmética, jogos inteligentes e participação em atividades de grupo.

 

fonte:  minhavida

A síndrome do pânico

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A sensação estranha chega do nada. Sensação de algo que não se identifica e vem interagindo, tomando conta do corpo. Começa com um frio no estomago expandindo por todo os sentidos, as pernas somem.

Você se pergunta: – E agora?

Um vazio gelado tão grande na alma, sensação do nada, vendo-se sem proteção, sem chão, e agora, o que fazer?

Não consegue nem pensar. Sente-se à beira de um precipício. Joelhos travados, a ponto de alguém ter que ir buscá-lo aonde estiver ou com muito esforço caminha passo por passo. Como se cada um tivesse um quilometro, até chegar num ponto seguro. Senta e chora… Meu Deus; que sentimento é esse?

O medo é tão maior que a terra, o teto ficou baixo, falta de ar, aperto no peito, palpitação, suor, medo, morte!

O que fazer com esse sentimento de ser um ponto no nada. O que poderiam fazer por mim, se todos estão ocupados demais?

O que eu faria por mim? Essa seria a questão certa!

A síndrome do pânico está relacionada com o medo interior, esse que precisamos olhar. Ver o que está aparentemente errado na vida. Medo do desconhecido, medo que vem na alma, através de nossas famílias, nossas limitações, medo indefinido. Sentimento de fraqueza, de pedido de socorro e de ajuda. Pavor!

Aprenda a olhar nos seus próprios olhos com o coração, sem medo da crítica, sem medo do julgamento,  com compaixão. Descobrirá que tem  algo para mudar e que só você tem a resposta. Olhar amorosamente para as necessidades internas, levando luz a essa dor,  clareando com amor poderá encaminhar o processo de cura.

A cura pode estar  perto, e trazer o sorriso novamente com a alegria do coração, com leveza e  ternura . Colocando balsamos de felicidade. Ressignificando todo esse sentimento que trouxe desespero, com um novo olhar, capaz de acolher e transformar sua vida.

Selma D. Flávio

 

Atendimentos

Selma D. Flávio – Palestrante e Terapeuta Transpessoal – Terapia Natural para o Desenvolvimento pessoal e Qualidade de Vida.

http://www.selmaflavio.com.br

 

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… ajeita o coração, respira fundo e continua com esse sorriso no rosto, a felicidade está de braços abertos pra você, abrace-a e esqueça o resto!

 

 

 

Doenças relacionadas ao estresse

Pergunta a Osho:

“Fico doente com muita facilidade e acho que isso tem relação com o fato de me esforçar demais. Quando isso acontece, não me sinto mais conectado ao meu centro e o corpo adoece.”

Todo mundo tem de entender o funcionamento do próprio corpo. Se está tentando fazer algo além do que o seu corpo pode tolerar, mais cedo ou mais tarde ficará doente.

Existe um limite para o que você pode impingir ao corpo, então chega o momento em que ele não aguenta mais. Pode estar trabalhando demais. Para as outras pessoas, pode não parecer que você está trabalhando tanto, mas isso não interessa. O seu corpo não aguenta tanto esforço, você tem de descansar.

E o resultado final será o mesmo. Em vez de trabalhar por duas ou três semanas e depois descansar durante um período equivalente, trabalhe por seis semanas seguidas, mas reduza o esforço pela metade… é simples aritmética.

E é muito perigoso trabalhar demais porque pode prejudicar muitas coisas frágeis no corpo – você se sobrecarrega de trabalho e depois fica exausto, deprimido, se joga na cama e se sente mal com relação a todas as coisas.

Reduza o ritmo, vá mais devagar em tudo o que fizer. Por exemplo, pare de andar do jeito que anda. Ande devagar, respire devagar, fale devagar. Coma devagar: se você costuma levar 30 minutos para fazer uma refeição, leve 40 minutos. Tome banho devagar: se está acostumado a tomar banho em 10 minutos, prolongue o banho por 30 minutos.

Não estou falando apenas de seu lado profissional. Nas 24 horas do dia, tudo tem de ser reduzido, o ritmo tem de voltar para o mínimo, para a metade. Tem de ser uma mudança em todo o padrão e estilo de vida.

Fale mais devagar, leia mais devagar, pois a mente tende a fazer tudo de uma determinada maneira. A pessoa que trabalha muito lê rápido, fala rápido, come rápido – é uma obsessão. Seja lá o que estiver fazendo, ela o fará rapidamente, mesmo quando não houver necessidade. É o seu mecanismo automático e passa a ser uma característica quase inerente.

Pare com isso. De hoje em diante, reduza tudo pela metade. Levante-se devagar, ande devagar. E isso também lhe dará uma consciência maior, pois, quando fizer alguma coisa mais lentamente, ficará alerta ao que está fazendo. Quando move a mão depressa, faz o movimento de forma mecânica.

Se quiser ir mais devagar, terá de fazer isso conscientemente. Não é uma questão de falta de capacidade, é uma questão de ritmo. Cada pessoa possui seu próprio ritmo e tem de se movimentar de acordo com ele. Você pode trabalhar o suficiente obedecendo a esse ritmo, e acho até que poderá trabalhar mais. Depois que chegar ao seu ritmo certo, conseguirá fazer muito mais.

Seu trabalho não será febril, transcorrerá de um jeito muito mais suave e você será capaz de produzir mais. Existem pessoas que trabalham devagar, mas essa lentidão tem suas qualidades. E, na verdade, são as melhores qualidades. A pessoa que trabalha rápido pode ser quantitativamente melhor. Consegue produzir mais, mas, qualitativamente, nunca será muito eficiente.

A pessoa que trabalha devagar faz as coisas com mais qualidade. Toda a energia dela flui numa dimensão qualitativa. A quantidade pode não ser grande, mas não é o importante. Se você puder fazer poucas coisas, mas bem-feitas, quase perfeitas, se sentirá muito feliz e realizado. Não há necessidade de fazer muitas. Se conseguir até mesmo fazer uma única coisa que cause extremo contentamento, isso basta; sua vida estará preenchida.

Não existe o que as pessoas chamam de natureza humana. Existem tantas naturezas humanas quanto existem seres humanos, por isso não há critério. Uma pessoa corre velozmente, a outra anda devagar. Não se pode comparar as duas, porque estão separadas, ambas são totalmente únicas e individuais. Portanto, não se preocupe com isso.

Essa preocupação vem da comparação. Você vê que alguém está trabalhando duro e não precisa dormir, enquanto você faz uma só coisa e precisa ir para a cama. Por isso se sente mal, acha que não tem a capacidade que deveria.

Mas quem é essa outra pessoa e como é possível comparar-se a ela? Você é você e ela é ela. Se ela for obrigada a diminuir o ritmo, pode ficar doente. Ela estará indo contra a natureza dela. O que você está fazendo é ir contra a sua natureza – portanto, fique atento à sua essência.

Sempre ouça seu corpo. Ele sussurra, nunca grita, porque não pode gritar. Ele transmite suas mensagens sussurrando. Se você ficar alerta, será capaz de entendê-lo. E o corpo tem uma sabedoria só dele, muito mais profunda que a da mente.

O corpo ainda detém o controle de todas as coisas básicas. Só as coisas inúteis foram atribuídas à mente: pensar. Pensar sobre filosofia, sobre Deus, sobre o inferno e sobre a política.

As funções mais básicas – respiração, digestão, circulação do sangue – estão sob o controle do corpo, enquanto apenas os luxos foram dados à mente.

Ouça seu corpo e nunca faça comparações. Nunca antes existiu alguém como você e nunca existirá. Você é absolutamente único -no passado, no presente e no futuro. Não é possível comparar-se com alguém e também não é possível imitar outra pessoa.

Osho, em “Corpo e Mente em Equilíbrio”

 

corpo

 

 

Cuide-se!

Atendimento

Selma D. Flávio – Educadora e Terapeuta Transpessoal

http://www.selmaflavio.com.br

 

 

Muito mais energia

Muito mais energia

Tenha mais pique para encarar as tarefas do dia a dia.
Pela manhã, assim que acordamos, o natural é que estejamos a mil por hora, bem-dispostos e com energia de sobra para enfrentar as atividades de mais um dia. Quando a noite não foi suficiente para recarregar as baterias, o dia se arrasta, falta concentração e haja mal humor. Mas reverter essa situação é fácil e só depende de você.
Sono reparador
– A falta de pique pode ser resultado de uma noite maldormida. Jovens e adultos precisam dormir, em média, de sete a oito horas por noite. A criança precisa de mais tempo, enquanto o idoso está pronto para o dia seguinte com pouco mais de seis horas.
– Não basta quantidade: o sono deve ter qualidade. Desacelerar dez minutos antes de deitar é importante. Isso inclui deixar de lado internet, TV e mensagens de celular. Desligue os eletrônicos e leia um livro!
– O quarto também precisa ser acolhedor, silencioso e escuro, com temperatura amena. É aconselhável não fumar nem ingerir bebida alcoólica antes de dormir. O ideal é haver um intervalo de pelo menos duas horas entre a refeição (com pouca gordura e alimentos de fácil digestão) e a hora de dormir.
Alimentação aliada
– A energia de que precisamos para o dia a dia também pode ser encontrada em alimentos como agrião, alcachofra, amêndoa, amendoim, aveia, caju, canela, cevada, geleia real, gergelim, ginseng, girassol, hortelã, nozes e pinhão.
– O café é um bom estimulante. Adultos podem tomar até quatro xícaras de 100 ml por dia. Que tal uma dose da bebida no início da manhã, no meio da manhã, no início e no fi nal da tarde?
– Capriche no café da manhã. Ele é a fonte dos nutrients que vão garantir o pique da manhã e também um momento de relaxamento.Acorde um pouquinho antes para investir nessa hora, sem correria.
Corpo em movimento
– Durante o exercício, o organismo libera a endorfina, enzima que proporciona bem-estar e ajuda a diminuir o estresse. Além disso, a prática regular de exercícios físicos está associada à redução de sintomas depressivos e ansiedade. De acordo com um estudo com idosas, o grupo que pratica caminhada teve melhoras signifi cativas na atenção, memória, agilidade motora e também no humor.
– Atividades físicas melhoram a qualidade do sono. É só cuidar para que os exercícios sejam feitos, pelo menos, até quatro horas antes da hora de dormir.
Emoções em equilíbrio
– Ao longo do dia, vale tentar controlar os momentos de ansiedade. Assim fi ca fácil manter o pique.
– Alongue-se para ajudar o sangue a circular e para relaxar os músculos. A prática também acalma e ajuda a respirar melhor. Pare algumas vezes por dia para respirar profunda e lentamente, sobretudo nos momentos em que houver maior tensão.
– Avalie se não está exagerando sua reação negativa aos acontecimentos e procure outros pontos de vista.
Adultos podem tomar até quarto xícaras de 100 ml de café por dia, um estimulante e tanto para o pique.
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Fontes: Edson Credidio, médico nutrólogo e doutor em Ciências de Alimentos pela Universidade de Campinas (SP); Rubens Reimão, médico neurologista, líder do Grupo do Sono do Hospital das Clínicas (SP); artigo “O exercício físico e os aspectos psicobiológicos”, de Marco Túlio de Mello, Rita Aurélia Boscolo, Andrea Maculano Esteves e Sergio Tufi k.