EMPODERAR-SE DO SEU SAGRADO

Deixe a menina crescer feliz dentro de você, resgatando o seu espaço e o seu feminino.

Somos quão a lua, a cada ciclo uma nova passagem. Trazendo vida e fertilidade. Sensíveis e receptivas, vulneráveis a suas fases mas inteiras na sua essência. É essa dança que traz a graça, a intuição e a sabedoria interna. Respeitando o sagrado feminino podemos reger sem medo a vida, nos libertar das dores de nossa ancestrais e resgatar a nossa essência de forma sensível e alicerçada .
– Selma Flávio

 

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Muitas doenças femininas e dificuldades de relacionamento se manifestam no corpo e na alma, conflitos familiares se projetam em toda a vida, nos destinando a sofrer e permitir relacionamentos abusivos, dificuldades sexuais, e doenças físicas.  Mas hoje podemos resolver quando olhamos essa menina  com amor e só assim deixando-a crescer, olhamos sem julgamentos os traumas que a levaram a gerar distúrbios físicos e emocionais. Esse olhar que é capaz de mover as dores mais profundas, um novo olhar, aonde a critica não tem sentido e a compreensão toca a alma. Dessa forma conseguir conviver harmoniosamente com você mesma e refletir essa paz em todos a sua volta.

 

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Recuperar o  seu poder de decisão, autoridade como mãe e, permitir relacionamentos saudáveis  e principalmente ser feliz com autenticidade e verdade na alma.

 

 

 

 

É erótico uma mulher que sorri, que chora, que fica indecisa, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.

Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder os seus pequenos defeitos.”
Martha Medeiros

 


 

III Grupo do Sagrado Feminino

Com essa finalidade convido a  participar do nosso III Encontro – Ser, Ter e Poder de Mulher 

Participação especial Daurea Lusia Bastos com biodança e muitas surpresas para fecharmos o final de ano.

Informações   11-97387.3144 whatsapp

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    Sábado às 10:00 – 13:00
  •  Local

    Rua Fernão Tavares, 114 – Tatuapé, 03308050 São Paulo

     

    Fornecemos certificado de participação com carga horária

    Confira o evento completo no facebook


 

HOMENS E MULHERES


Gostaria agora de me voltar para as Ordens do Amor nos relacionamentos entre homens e mulheres. Este é um tema que está muito perto de nós. Muita gente fica envergonhada, como se isto fosse algo que devesse ser mantido secreto. O que faz os homens e as mulheres diferentes, realmente diferentes, frequentemente é cuidadosamente escondido. Ou, poderíamos dizer que é protegido. É um ponto onde somos mais facilmente feridos. É o ponto da vergonha; a vergonha que protege um tesouro da profanação. É também o ponto onde nos sentimos mais vulneráveis.

Às vezes as pessoas falam disparatadamente sobre “o movimento sexual humano” e esquecem-se de que esta é a força fundamental, a força mais profunda, que guia a vida e as garantias da sua continuação. É uma força que nos alista no seu serviço quer nós tenhamos escolhido isso ou não. Se a decisão de casar-se e ter filhos fosse realmente uma decisão racional, ninguém o faria. As pessoas fazem assim por causa do poder da força criativa da natureza que se expressa na nossa sexualidade. Através desta movimentação, nós estamos em profundo acordo com a alma do mundo. A movimentação sexual é a razão maior. Todos os outros motivos e considerações racionais empalidecem em comparação à força oculta deste movimento.

A primeira regra das Ordens do Amor entre homens e mulheres é que o homem admite que lhe falta e necessita do que a mulher é, e que não importa o quão duramente tente, não consegue o que a mulher já tem. E o amor requer que a mulher admita que lhe falta e necessita o que o homem é, e que não importa o quão duramente tente, não consegue o que o homem já tem. Isso significa que ambos se sentem incompletos, e que reconhecem isso.

Quando um homem admite que necessita de uma mulher, e que se transforma num homem através dela, e quando a mulher admite que necessita de um homem e que se transforma numa mulher através dele, então a sua necessidade mútua liga-os profundamente, um ao outro. Precisamente porque reconhecem a necessidade de um pelo outro. E esta ligação entre o homem e a mulher permite que o homem receba o feminino da sua parceira como um presente, e que a mulher receba o masculino de seu parceiro como o seu presente para ela.

Em alguns círculos, os homens são incentivados a desenvolver o feminino neles próprios e as mulheres o masculino, acreditando que isto é bom para eles. Mas imagine a ligação entre um homem que desenvolveu o feminino nele próprio com uma mulher que também tenha desenvolvido o masculino nela mesma. Porque não necessitam um do outro, como pode o seu relacionamento se tornar profundo? Mas se ambos resistirem à tentação de desenvolver o gênero oposto neles próprios, então a sua necessidade de um pelo outro uni-lo-ás outra vez.

Constelação Familiar – Bert Hellinger


Constelação Familiar foi criada para você ativar a sua prosperidade, aperfeiçoar os relacionamentos, melhorar a saúde e ainda transformar a sua vida, para ficar bem consigo mesmo!

Tem questões a serem trabalhadas?

Selma Flávio – Constelação Familiar e Terapias Vibracionais

http://www.selmaflavio.com.br / 11-9.7387.3144 whatsapp /selma@selmaflavio.com.br

 

 


 

Viver o amor

 


Às vezes pensamos que, se estivéssemos sós, seríamos mais livres em nosso desenvolvimento e em nossas possibilidades. A realidade é o inverso. A evolução nos ensina que a associação dos parceiros (não a uniformização associada a uma compulsão totalitária) diferencia cada indivíduo, torna-o mais variável em seu pensar e agir do que quando fica confinado à própria individualidade. Quando, com vistas ao parceiro, temos de nos defrontar com coisas novas e procurar novas formas de equilíbrio interno e externo, isto nos libera um pouco dos próprios esforços, que são freqüentemente cegos, em nosso interior. Ganhamos em variedade e equilíbrio, que são pressupostos imprescindíveis para um certo grau de liberdade. Talvez a melhor maneira de descrever a realização espiritual e simultaneamente a realização sistêmica básica na relação do casal seja utilizar, num sentido um pouco mais amplo, as palavras de Bert Hellinger:

“Eu amo você e amo aquilo que suporta, dirige e desenvolve a você e a mim”.

 

Jakob Robert Schneider

 


Como está o seu relacionamento?

Tem questões a serem trabalhadas?

Selma Flávio – Terapeuta sistêmica e vibracional.

http://www.selmaflavio.com.br / 11-9.7387.3144 whatsapp /selmaflavio@gmail.com

Local: Tatuapé – SP

 


 

« atrair e seduzir »


Um indivíduo que conheci em adulto foi uma criança não desejada: não lhe foi dado amor nem um mínimo de atenção por parte da mãe, acabando, portanto, por desenvolver um denso corpo de dor ambivalente. Esta ambivalência consistia numa frustração e profunda ânsia pelo amor e atenção da mãe e, ao mesmo tempo, num profundo ódio por ela, por lhe negar aquilo de que ele desesperadamente necessitava.
Em adulto, quase todas as mulheres desencadeavam a carência do seu corpo de dor – uma forma de dor emocional -, e isto manifestava-se como um comportamento compulsivo para «atrair e seduzir» quase todas as mulheres com quem travava conhecimento e, desta forma, obter amor e a atenção feminina pela qual o corpo de dor ansiava. Ele tornou-se um perito na arte da sedução, mas assim que uma relação se tornava íntima ou que as suas investidas eram rejeitadas, a ira do corpo de dor em relação à mãe surgia e sabotava a relação.

Eckhart Tolle (Um Novo Mundo, pág. 149)


 

PARA DIZER EU TE AMO


 

Eu Te Amo…três palavras tão profundas, repentinas e poderosas. Um verbete mágico que muda para sempre a vida de quem o proclama e mexe inevitavelmente com as estruturas daquele que o recebe.

 

 

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Ouça atento o que tenho para te dizer…

EU……….TE……….AMO

Três palavras tão profundas, tão repentinas e tão poderosas.

Há quem nos afirme que não devemos dizer eu te amo no começo de um namoro. No dia em que você disser isso ele(a) vai embora! – proclamam em seus manuais de conquista.

E ao acreditar que devemos calar o amor, ficamos a imaginar quem seria esse outro que ao ouvir três palavras nascidas do que há de mais profundo em nós virará as costas e baterá em retirada.

Assim quando tudo começa e as incertezas ainda estão impregnadas na pele, o eu te amo parece latente, contudo nem sempre estamos emancipamos para ditá-lo forte e vagaroso, com a língua tilintando dentro da boca.

Para amar não é preciso dizer, contudo se essa for a sua vontade, que ela seja autêntica. Que o seu eu te amo venha carregado de muita verdade, cheio de todo o amor que guarda em seu coração.

Se você acredita que já passou por muita coisa na vida, de boca fechada, e que é chegada a hora de proclamar as três palavras máximas para quem se entrelaça carinhoso no outro, o faça sem titubear. Contudo, antes de dizê-lo, se atento e amoroso, o outro já o leu. Leu seu sentimento na forma como anda, na maneira como sorri quando estão juntos, na expressão de preocupação quando ele parece perdido.

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Aquiete seu coração e diga eu te amo romanticamente quando todas as vozes dos velhos manuais tiverem se calado. Diga eu te amo quando aceitar que o amor não é moeda de troca e souber que se um outro eu te amo não lhe vier em resposta, as coisas podem continuar exatamente como estão.

Quando falamos o eu te amo para ouvi-lo como um eco, estamos buscando provar nosso valor através do outro. Quando isso não acontece muitas vezes nos parece que levamos um tapa na cara. Na verdade esse tapa atinge certeiro nosso ego e isso não é mau.

Talvez o outro esteja gritando eu te amo em alto e bom som através de tudo que vivenciam juntos e você deseja apenas que esse sentimento seja encapsulado e verbalizado por capricho, por insegurança , por buscar o amor da forma como os outros te contaram.

Nada se cobra no amor. Ele não pode ser medido, não pode ser comprado e não pode ser negociado. Quando se ama por isso ou por aquilo é preciso que se repense o conceito de amar. Amor é confiar profundamente, é estar unido de forma intrínseca, é buscar o bem do outro. Amor é carinho, é conhecer as imperfeições. Amor é confiança e entrega.

Não há razão no amor.

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Seja sincero consigo e com o outro. Olhe atento e demorado para aquele que acredita amar. Reconhece nele o amor da sua vida, o senhor dos seus sonhos mais delirantes?

Dê-se um tempo. Demore-se no outro, deixe que o outro se demore também em você. Em alguns casos as coisas andam bem depressa, contudo na maior parte das vezes somos nós que apertamos o passo.

Lembre-se, o amor não pode ser medido pelas cenas dos filmes aos quais você assistiu. Pelos relatos de familiares e amigos, pelas músicas que ouviu. Cada amor é uma estrada única, cheia de descobertas, de alegrias e por que não, tristezas.

Quando eu disse eu te amo lá no começo do texto o que você sentiu? O que lhe passou pela cabeça?

Você estava pronto para a afirmação? Achou-se digno de ser amado ou acreditou que um outro seria incapaz de amá-lo imperfeito como é?

Se um dia você disse eu te amo e aquele que você imaginava amar desapareceu. Se depois disso vozes pessimistas vieram sorrateiras sussurrar velhas fórmulas em seus ouvidos; saiba que um eu te amo só afugenta aqueles que ainda não estão prontos para o amor. Aqueles que não se sentem dignos dessa afeição e a julgam precipitada

Alguns repelem a ideia de serem amados pelo que são e repelem aqueles que o afirmam. Isso pode se dar por um leque de motivos que não nos cabe. Contudo, só não nos vale crer que foi o nosso amor que pôs tudo a perder.

Nunca se perde em amar, perde-se em não amar. O que ama é feliz, pois o faz sem pretensão, o faz desmedido e desinteressado. Nunca se ama para ser amado.

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É claro e inegável que ser amado em recíproca é algo imensamente bom, contudo saiba que amar e proclamar o amor, verbal ou não, assim como aceitá-lo é antes de tudo um ato de grande coragem e amadurecimento emocional.

Quem ama verdadeiramente e o faz naturalmente e com continuidade (sem desistir na primeira tentativa), um dia acaba encontrando um outro tão valente quanto ele, um outro que já travou suas batalhas, que já venceu suas próprias fraquezas para humildemente aceitar e propagar o amor.

Um eu te amo nunca passará despercebido. Se dito com todo amor que carregamos no coração poderá ser um bálsamo. Se proclamado de forma precipitada sem o amadurecimento necessário, poderá trazer incertezas, principalmente aos que o proclamam em busca de algo em troca. Um eu te amo para os que não acreditam em seu merecimento pode assustar, contudo um eu te amo para aquela que é a pessoa certa, que sabe de seu valor, que também ama de forma desmedida, pode abrir as portas para o início de um mundo de aprendizado e de lições lindas, lições que serão trilhadas por dois, de mãos dadas, felizes, pelo caminho da vida.

Que seus lábios nunca calem a estrondosa voz que vem do seu coração!

 

 
Fonte
© obvious:

 


 

O Tantra

A palavra Tantra significa teia (como a teia de aranha), tecido, rede. Indica a idéia de fios entrelaçados, unidos e formando um todo. Representa a idéia de que todas as coisas do universo estão conectadas, entrelaçadas, unidas entre si, através de uma espécie de fio invisível que forma essa união íntima de todas as coisas.      Aquilo que une tudo, que está dentro de tudo, é o Poder divino (Shakti). Esse Poder está dentro de cada um de nós, e está também fora de nós. Penetrando em tudo, o Poder torna todas as coisas divinas. Porém, nosso modo comum de ver o universo e de vermos a nós mesmos não permite que enxerguemos essa perfeição de tudo. O Tantra, como prática, leva a uma transformação da pessoa, permitindo-lhe ver além das aparências e perceber a realidade divina em tudo.      Uma parte da base do Tantra vem do pensamento indiano tradicional, podendo ser encontrada nas Upanishads, por exemplo, que enfatizam o conhecimento do Absoluto, Brahman, que está presente em todas as coisas, em todos os seres do universo. Outra parte, no entanto, é diferente. Pois o Tantra é essencialmente não-dualista, ele rompe com todo tipo de limitações impostas pelo pensamento racional, conceitual. E isso se reflete também nas práticas do Tantra, que não respeitam regras morais e éticas. Tudo aquilo que existe pode ser utilizado como um veículo para entrar em contato com a Divindade, nada é errado ou impuro. Desde que tenha desenvolvido a atitude espiritual correta, o praticante do Tantra pode vivenciar a perfeição em tudo.      “Não existe nada que não se possa fazer e nada que não se possa comer. Não há nada que não se possa pensar ou falar, seja agradável ou desagradável. O Eu supremo existe dentro dele assim como nos outros seres. Assim considerando, o Yogi deve se aproximar da comida e da bebida e das outras coisas.”
     No ocidente, o nome Tantra está fortemente associado ao sexo. É utilizado às vezes como uma simples desculpa teórica para práticas sexuais sem objetivo espiritual. O Tantra indiano tem, é verdade, práticas de natureza sexual, mas isso é apenas um dos seus múltiplos aspectos. Fazer sexo e ter prazer não é nem o objetivo, nem o principal instrumento do Tantra.      A tradição indiana nunca considerou o sexo como algo errado: os objetivos humanos listados nos textos clássicos indicam que as pessoas podem buscar a libertação espiritual (moksha), a ação correta no mundo (dharma), riquezas (artha) e prazer (kama). O famoso manual indiano sobre práticas sexuais, Kama Sutra, é um texto que fala sobre os modos de obter prazer – mas não é um texto tântrico. O que o Tantra adicionou foi o uso do sexo como um dos muitos modos de obter desenvolvimento espiritual através daquilo que nos atrai – pela união de moksha e kama
     No entanto, sexo não é o centro do Tantra. O ponto central é obter uma transformação de nosso modo de ver a realidade, através de práticas que podem utilizar aquilo que desperta em nós emoções e sensações muito fortes. Através dessas práticas, o modo comum de funcionamento de nossa mente é ultrapassado, e surgem vivências espirituais completamente diferentes. Gradualmente, abre-se um canal de comunicação com a realidade divina, e por fim se estabelece um contato constante com esse estado de consciência. TEORIA DO TANTRA
     A filosofia tântrica é ensinada em muitos textos antigos, como os Puranas, e também em textos específicos, que se chamam também Tantras. Apenas no início do século XX alguns textos tântricos começaram a ser traduzidos para idiomas ocidentais, especialmente através do trabalho de John Woodroffe (mais conhecido por seu pseudônimo Arthur Avalon). As obras deste autor são o resultado de uma pesquisa muito profunda e séria sobre o Tantra. Atualmente, no entanto, há muitos livros sobre Tantra que são equivocados e que distorcem sua doutrina.      Dentro do Tantra há diversas linhas ou correntes de pensamento e de prática. Pode-se dizer que os dois maiores grupos de pensamento tântrico são o Shivaísta (no qual Shiva é considerado a principal divindade) e o Shakta (no qual Shakti, a Grande Deusa, é considerada a principal divindade). Vamos apresentar aqui um esboço da doutrina tântrica Shakta.

     Segundo essa doutrina, tudo o que se manifesta no universo como matéria, vida e consciência é o Poder Divino (Shakti). O Poder é feminino. É a Grande Deusa (Maha Devi), a Mãe de todos os seres e dos próprios Devas. Tudo o que existe brota dos órgãos genitais (Yoni) da Grande Mãe. 
     Aquele que possui o poder é Shiva. Não existe Shiva sem Shakti, nem Shakti sem Shiva (Na shivah shaktirahito na shaktih shivavarjita). Shiva, sozinho, é semelhante a um cadáver (shava), pois ele próprio não tem poder. Apenas quando está unido à sua Shakti, Shiva se torna o Deva poderoso. Shiva é, essencialmente, a consciência inativa, é aquele que testemunha a ação da Shakti. 

     A fusão íntima entre Shakti e Shiva é representada pela união sexual entre eles, ou por uma figura com os dois sexos (Ardhanarishvara), um lado sendo masculino, e o outro feminino. 

     Shiva e Shakti, unidos, formam o Absoluto não-manifesto, ou Brahman, que pode ser descrito por Sat, Cit, Ananda. Quando estão unidos em um só, Parashiva e Parashakti são inativos e invisíveis. 

     Esse estado corresponde à noite de Brahman, em outras tradições. Nessa união, Shiva pode ser pensado como um ponto, e Shakti como uma linha enrolada em torno deste ponto. Como a linha não tem espessura, é impossível distinguir o ponto e a linha. São uma única coisa. A criação do universo se dá quando Shiva e Shakti se separam, ou seja, com o surgimento da dualidade. Quando a linha (Shakti) se desenrola do ponto central (Shiva), surgem a meia-lua (Candra) e o ponto (Bindu) que aparecem na parte superior do símbolo OM.

     À medida que se desenrola, a Shakti se manifesta sob a forma de um som primordial (Nada), e através do som ela começa a criar o universo. O som é um dos principais instrumentos do Poder, no Tantra. Através de algumas práticas, o Tantrika pode ouvir os sons primordiais produzidos pela Grande Deusa. 
     Os seres do universo são descritos por nome (nama) e possuem uma forma (rupa). O som (shabda) e a palavra (vac) são manifestações da Shakti, que dão forma aos seres.
     A Shakti não apenas cria todos os seres, ela permanece dentro deles. A Shakti imagina o universo, por sua própria vontade, pelo prazer de criar, e se incorpora nele. O universo não tem essência própria, é vazio, mas ao mesmo tempo contém o absoluto. 

     Em todos os seres do universo se manifesta o poder de Shakti e a consciência de Shiva. O Absoluto está presente em todas as manifestações do universo. Portanto, tudo o que existe é sagrado. No centro de cada coisa estão Shiva e Shakti, que contêm tudo o que existe. Por isso o Tantra afirma: “Aquilo que está aqui está em toda parte. Aquilo que não está aqui não está em lugar nenhum” (yad ihasti tad anyatra, yannehasti na tat kvacit). Tudo o que existe no universo é perfeito, divino, e Eu sou tudo isso, e tudo isso existe em mim.
Toda a realidade e toda pessoa é, essencialmente, Shiva-Shakti, mas de forma específica todo homem é Shiva e toda mulher é Shakti. Perceber a realidade mais profunda disso é um dos caminhos para a libertação espiritual.

     Embora nossa natureza seja divina, e tudo o que nos cerca também seja, nossa percepção usual da realidade é limitada, dualista, pobre. É a própria magia (maya) da Shakti que dá a aparência de finito ao infinito, de múltiplo àquilo que é uno, de específico (dotado de nome e forma) àquilo que não tem nome nem forma, de destrutível ao que é eterno. Ela envolve toda a criação divina, perfeita e ilimitada com um véu mágico, mas ela própria cria por toda parte as portas através das quais podemos atravessar a ilusão e chegar à percepção clara da realidade divina. Penetrando através de Maya-Shakti é possível atingir o absoluto, ultrapassando as limitações e dualidades.

     A compreensão e o contato direto (vivência) da Shakti é um dos aspectos centrais do Tantra. A Shakti pode ser vista sob seus aspectos bondosos, como a Mãe (Ma) ou como a esposa / amante de Shiva, extremamente bela e sábia. No entanto, ela pode também ser vista sob seu aspecto destruidor, horrível, como Kali, que destrói as ilusões, aniquila as forças do egoísmo e leva as pessoas a verem a realidade divina. 

     A pessoa em um corpo (jiva) conhece apenas os níveis mais baixos da realidade e se confunde com eles. No entanto, é possível se transformar, atingindo uma compreensão diferente da realidade. Às vezes se descreve essa transformação como uma libertação (kaivalya) ou como a união ao Eu Supremo (Paramatma). No entanto, o Tantra descreve esses processos de uma forma diferente. A pessoa viva (jiva) e o Eu Supremo possuem a mesma natureza, por isso eles não podem se unir. O Jiva não se liberta, ele pode apenas perceber que nunca esteve preso. Para isso, ele precisa penetrar através dos véus de Maya, a magia da Shakti, através da sabedoria (jñana) obtida através da vivência (vijñana), conhecendo diretamente a Shakti e tornando-se um jivanmukta e mantendo-se no mundo.

     O objetivo não consiste em se afastar do universo criado por Shakti, e sim percebê-lo como ele é: infinito, absoluto, eterno, sem dualidades. Através do Shakti-Tantra, o adepto atinge a libertação voltando-se para fora e não para dentro. Adotando uma visão não-dualista (advaita), a doutrina do Tantra admite que tudo é igualmente puro e perfeito. Por isso, o Tantra permite obter a iluminação (moksha) desfrutando do mundo (bhoga).PRÁTICA DO TANTRA
     Sob o ponto de vista prático, o Tantra desenvolve uma série de atividades que induzem estados alterados de consciência, transformam o praticante e o levam a uma percepção diferente da realidade. Essas vivências precisam ser compreendidas, para serem integradas à sua vida, e por isso o estudo teórico também é importante. Pela prática constante, a transformação do Tantrika vai se fortalecendo, levando a um contato contínuo com a Shakti. 

     O Tantra utiliza muitos recursos empregados nas diferentes linhas do Yoga, como posturas (asanas), práticas de respiração (pranayama), meditação (dhyana), etc. A parte ética do Yoga de Patañjali (yama eniyama) não faz parte do Tantra propriamente dito; mas apenas pessoas que já tenham obtido um grande desenvolvimento ético podem ser admitidas no Tantra. 

     Algumas das características centrais do Tantra são a utilização de rituais, o uso das coisas do mundo profano para atingir a realidade divina, e a identificação entre o microcosmo (o ser humano) com o macrocosmo. Um dos aspectos importantes das práticas tânticas é o controle da energia interna, que é um reflexo do Poder Cósmico (Shakti). 

     Dentro do corpo, essa energia é representada por Kundalini, a energia em forma de uma serpente enrolada, que fica normalmente adormecida no chakra inferior (Muladhara). Através de práticas envolvendo respiração, posturas, meditação, mantras e outros elementos, o Tantrika desperta Kundalini e faz com que essa energia ative sucessivamente os várioschakras corporais, transformando o corpo energético  do yogi (a estrutura sutil, constituída pelos chakras e pelos canais – nadis – onde circulam os diversos tipos de prana). Este aspecto do Tantra está também presente no Hatha Yoga tradicional indiano, já que o Hatha Yoga surgiu como um ramo especial dentro do Tantra. 

     São muito importantes no Tantra a recitação de mantras, o uso de imagens de devas e especialmente da Shakti, o uso de diagramas (yantras) para meditação, purificação (nyasa) do corpo, e muitos rituais especiais utilizando mantras e gestos com as mãos (mudras), geralmente feitos dentro de círculos especiais (mandalas). O culto e adoração (puja) da Grande Deusa é também essencial, no Tantra. 

     Há rituais e práticas extremamente complexos, dentro do Tantra, e outras práticas que parecem simples. Todas devem ser aprendidas através dos ensinamentos diretos de um mestre (guru) que já tenha praticado e dominado essas técnicas. A união entre o discípulo e o mestre é fundamental, pois através dessa união o Guru consegue induzir estados alterados de consciência no discípulo e fazê-lo vivenciar coisas que ele não teria condições de conseguir sozinho, por seu próprio esforço. Práticas em grupo também são consideradas muito importantes, pois a união espiritual de várias pessoas, no Tantra, multiplica os resultados obtidos. 

Foto (editada) de Shri Ramakrishna em estado desamadhi espontâneo durante uma palestra.
     Não existe Tantra sem vivências diretas dos aspectos sagrados do universo e de si próprio. E isso ocorre através de estados alterados de consciência, especialmente através de experiências de samadhi. Deve-se compreender que o samadhi não é o objetivo do Tantra (nem de nenhuma outra linha de Yoga), e sim uma prática especial, acompanhada por um estado alterado de consciência, que deve ser atingido repetidas vezes, produzindo aos poucos importantes efeitos no praticante.     A devoção à Grande Deusa (ou a Shiva, no caso da linha tântrica shivaísta) é também essencial, no Tantra. O praticante desenvolve um enorme respeito, admiração, amor e adoração pela Grande Deusa, e Ela se torna um foco central de sua vida. Sem essa devoção (bhakti) e sem a ajuda direta da própria Deusa, o Tantrika não atinge seu objetivo. 
Embora não se possa aprender as práticas do Tantra através da leitura de livros, é muito útil estudar os textos tântricos tradicionais para obter uma compreensão teórica daquilo que essa linha espiritual significa.      Algumas linhas do Yoga possuem práticas “leves”, destinadas a melhorar a saúde física e psíquica da pessoa. O Tantra, no entanto, não está voltado para a obtenção de resultados desse tipo. É uma linha de trabalho mais radical, destinada a mudar toda a consciência do praticante. Por isso, não se deve iniciar práticas tântricas a menos que a pessoa queira deixar para trás seus valores, suas crenças e sua vida antiga, iniciando uma nova. É um caminho poderoso, mas que tem também riscos e um custo alto – ele exige uma morte do ego, para levar a uma transformação espiritual completa.

Texto escrito por Roberto de A. Martins 

Fonte shri-yoga-devi

11 imagens que fazem os adultos terem um verdadeiro orgasmo

Para conseguir o orgasmo, adulto gosta é de sexo? Você pode pensar que sim, mas tem muitas outras coisas que podem deixar um adulto bem próximo do clímax sexual. Ver imagens que remetem a algumas dessas coisas pode já ser o suficiente sem você nem precisar viver.

Imagina chegar em casa e ver que está tudo organizado e não há louça suja? Ou ter o alívio de todas as contas do mês pagas? Só de pensar eu tenho certeza que já deu até um alívio!

Confira agora algumas imagens que remetem a esses momentos que deixam um adulto praticamente vivendo um orgasmo, do tanto que são boas.

1 – Contas do mês pagas, nada mais gostoso do que isso

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2 – Aquelas roupas passadinhas e dobradas na gaveta

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3 – Geladeira cheia depois da compra do mês

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4 – Casa limpa e arrumada

Living room in contemporary style

5 – Chegou a encomenda

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6 – Soneca pós-almoço

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7 – Transação aprovada

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8 – Promoção de cerveja

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9 – Casa lotérica sem fila

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10 – Pia sem louça suja

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11 – Poder dormir até tarde

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E aí, se identificou com essas conquistas? Certamente você até sentiu alguns arrepios só de ver essas situações, imagina se puder vivê-las. Se você ainda não chegou nessa fase, pode guardar as imagens que com certeza ainda vai dar muito valor a isso.

 

fonte fatosdesconhecidos