JUSTIÇA INFANTOJUVENIL DO DF RECEBE PALESTRANTES ALEMÃES PARA FALAR DE CONSTELAÇÃO FAMILIAR

O Fórum da Justiça da Infância e da Juventude do Distrito Federal recebeu, na tarde desta segunda-feira, 11/6, o professor e terapeuta alemão Jakob Schneider e a professora e orientadora escolar alemã Sieglinde Schneider, que proferiram a palestra “Fortalecer e reconstruir os vínculos familiares pela abordagem da ConstelaçãoFamiliar” para cerca de 90 pessoas, a maioria servidores do Judiciário.

O objetivo da palestra foi difundir nos órgãos que compõem a rede protetiva infantojuvenil a Constelação Familiar como método inovador de abordagem sistêmica, que, ao reconstruir a árvore genealógica de cada indivíduo, pretende analisar se os seus problemas atuais são frutos ou reprodução de problemas ou situações transgeracionais, ou seja, estigmas transmitidos pelos membros das famílias durante o tempo.

Os palestrantes relataram exemplos concretos da utilização da técnica para demonstrar resultados obtidos por meio da abordagem sistêmica tanto com crianças e adolescentes quanto com adultos. Com o intuito de deixar claro como a Constelação Familiar foi aplicada em casos atendidos por eles, Jakob e Sieglinde Schneider simularam a técnica com a participação do público presente.

Segundo Jakob, a resolução de conflitos pela Constelação Familiar envolve o entendimento sistêmico dos relacionamentos, com um olhar mais amplo sobre o indivíduo e as relações entre as pessoas envolvidas. “O jovem infrator vive muitas vezes em uma família desestruturada. É preciso olhar esse jovem no contexto das suas relações. Olhar o sistema relacional que envolve a vida do jovem”, disse o professor Schneider.

Para os palestrantes, é preciso sair do padrão “culpado versus inocente” na busca do entendimento entre as pessoas. “Na Constelação Familiar, a gente olha para além da culpa, olha para o sentido do problema no âmbito das relações”, afirmaram. De acordo com o casal Schneider, o jovem e sua família precisam de um entendimento em relação às circunstâncias dos fatos, sendo importante, portanto, observar o contexto das ocorrências e dos conflitos.

Constelação Famíliar 4
Constelação Famíliar 3

Ainda conforme os professores, no caso de jovens infratores, é necessário também voltar o olhar para o contexto social, o Estado, o país, na busca do sentido e das raízes dos problemas vividos por eles e suas famílias. “O problema do jovem infrator é coletivo. Não vamos mudar a sociedade com as constelações familiares, mas podemos trabalhar em grupos, esperando que a semente germine e influencie a sociedade como um todo”, afirmou Jakob.

Em relação às crianças, os palestrantes abordaram temas como sofrimento e comportamentos frutos de experiências transmitidas pelos pais e outros familiares. Segundo eles, as crianças acabam tomando para si questões pelas quais suas famílias não se responsabilizaram. Por isso, deve-se questionar o que fazer com os pais para que a criança seja libertada do seu sofrimento. “Ajudamos as crianças de forma mais eficiente quando buscamos o sentido maior do seu problema”, disse Sieglinde Schneider.

Outro ponto destacado pelos palestrantes foi a visão sistêmica acerca dos destinos, das exclusões e dos papéis dos indivíduos nas suas respectivas famílias, entre outras questões. Segundo o casal, a Constelação Familiar ajuda a identificar como uma família pode funcionar de forma mais adequada e harmônica, com cada membro ocupando seu devido lugar e se sentindo parte importante do sistema familiar. Jakob Schneider afirmou ser necessário “fortalecer o feminino na mulher e o masculino no homem”.

De acordo com os palestrantes, tomar a nossa ancestralidade como força para o futuro nos auxilia a seguir em frente, independentemente do que se passou. Segundo o casal, esta é a pergunta básica da Constelação Familiar: “Como a vida pode fluir?”. Na visão deles, resolver os nossos conflitos e descobrir de onde vem a nossa força vital é “tomar a vida” e seguir seu fluxo próprio através das gerações.

Sobre o evento

Constelação Famíliar 2

A palestra foi promovida pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Distrito Federal (CIJ-DF) e pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, por meio da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e da instituição parceira Consultoria Sistêmica. Os palestrantes foram recebidos pela assessora administrativa substituta da CIJ-DF, Karla Guimarães, que os apresentou ao público no início do evento e ao final agradeceu a parceria e a oportunidade dada à Justiça Infantojuvenil do DF.

Compuseram a mesa juntamente com os palestrantes a coordenadora técnica do curso de pós-graduação da Consultoria Sistêmica, Miriam Braga; as voluntárias na aplicação da Constelação Familiar no TJDFT Adhara Campos Vieira, autora do livro “A constelação sistêmica no Judiciário”, e Miriam Bastos Tavares; além da tradutora Ulrike Holtz. A plateia contou com a presença de profissionais que já utilizam constelações familiares bem como de interessados no tema.

Os palestrantes são docentes da instituição Consultoria Sistêmica, nos cursos de pós-graduação de “Especialização Sistêmica Fenomenológica Familiar” e de “Especialização Sistêmica Fenomenológica Pedagógica – Paradigma Inovador da Educação no Âmbito Escolar”. 

Experiência no TJDFT

Por meio do projeto Constelar e Conciliar, o TJDFT vem utilizando com êxito a Constelação Familiar em diversas áreas como, por exemplo, no sistema socioeducativo com os adolescentes em conflito com a lei. A técnica é aplicada em uma oficina vivencial para a qual as partes dos processos são convidadas a participar de maneira totalmente voluntária. A abordagem sistêmica ajuda a identificar conflitos escondidos por trás das demandas judiciais, por meio do esclarecimento de percepções equivocadas das relações familiares.

Fonte tjdft

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Câmara Legislativa vai discutir a adoção da prática da constelação familiar nas escolas da rede pública

Após a adoção da prática das constelações familiares no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a Câmara Legislativa vai debater o uso dessa técnica terapêutica na rede pública de ensino. O projeto, de autoria de Professor Israel (PV), está na Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Casa.

“A constelação sistêmica pode ser aplicada entre estudantes, profissionais da educação, pais ou responsáveis e membros da comunidade”, argumenta o distrital na proposta. A sessão de constelação sistêmica nas escolas deve ser conduzida por constelador com curso de formação.

“A constelação sistêmica familiar é uma técnica terapêutica baseada no método fenomenológico, utilizada para representar conflitos relacionais nas vinculações familiares, por meio de um grupo de representantes ou bonecos, que demarquem o campo mórfico ou as estruturas de ordem”, explica Israel.

Fonte correiobraziliense

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Todo vício surge

Todo vício surge de uma recusa inconsciente de enfrentar e se mover através de sua própria dor. Todo vício começa com dor e termina com dor. Qualquer que seja a substância em que você é viciado em – álcool, comida, drogas legais ou ilegais, ou uma pessoa – você está usando algo ou alguém para encobrir sua dor. É por isso que, após a euforia inicial ter passado, há tanta infelicidade, tanta dor nos relacionamentos íntimos. Eles não causam dor e infelicidade. A dor e a infelicidade que já estão em você. Todo vício faz isso. Todo vício chega a um ponto em que não funciona mais para você, e então você sente a dor mais intensamente do que nunca.

– Eckhart Tolle

Por que os casais brigam?


A discussão parece começar do nada. O motivo, muitas vezes banal – como a tradicional toalha molhada deixada em cima da cama –, é capaz de desencadear uma avalanche de acusações que não tem hora para acabar. Pior: no fim das contas, ninguém se lembra direito por que a briga começou e onde é que ela vai parar. Mas o desgaste que o episódio provoca fica por muito tempo e pode causar marcas muitas vezes irreversíveis.

Quando o assunto é relacionamento, esse tipo de quebra-pau não é novidade nenhuma. Brigar dói, cansa, causa tristeza depois, além de ser chato pra burro. Mesmo sabendo disso, por que raios os casais ainda insistem em brigar tanto?

É claro que tudo depende da situação – até porque há casos em que uma boa discussão é necessária para acertar os ponteiros. “Muitas vezes, o conflito é legítimo, e afastá-lo é que seria uma má política”, afirma a terapeuta de casais Andréa Seixas Magalhães, da PUC-RJ. Convenhamos: aquele modelo de casal dos anos 50, em que as brigas eram raríssimas – até porque a maioria dos problemas acabava debaixo do tapete –, não deixou saudades.

Para o casal de psicanalistas franceses Jacques e Claire Pujol, todo relacionamento vivo tem lá seus momentos de colisão. “Os dois parceiros não são semelhantes, suas esperanças não são idênticas e as frustrações surgem quando as necessidades não são satisfeitas”, dizem. Até aí, tudo normal. O estranho, diz a psicanalista americana Mary Jacksch, é usar uma briga para lavar-roupa suja, apontando com o dedo em riste o que se considera que sejam os piores defeitos do parceiro. Pode parecer utópico, mas os psicólogos garantem que é possível discutir sem agredir ou magoar, focando na queixa em questão – que pode ser legítima. “É um treinamento, mas as pessoas podem, sim, se esforçar para manter o respeito e tentar resolver o problema, em vez de partir para o ataque.”

Já que a maior parte dos conflitos poderia – e deveria – ser evitada, selecionamos, com a ajuda de especialistas, 5 motivos um tanto comuns de brigas de casais. Pense bem se você já esteve nestas situações. Ah, sim: e esqueça a toalha molhada, por favor. Provavelmente ela nada tem a ver com a razão da sua implicância e do seu mau humor.

1. Engolir sapo faz parte

Uma das principais características das relações dos dias de hoje é que estamos priorizando apenas o que nos dá prazer, evitando percalços inerentes a qualquer história amorosa. Como ninguém é perfeito, é lógico que os conflitos não demoram a aparecer. É o que afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, autor do livro O Amor Líquido. Segundo ele, “queremos tudo para ontem e de preferência sem dores de cabeça”. Refletir sobre a sociedade que tem entre seus valores o consumo e o descartável ajuda a entender o fenômeno. O antropólogo Edgar de Assis Carvalho, da PUC-SP, também atribui ao estímulo consumista o nascimento de uma nova maneira de pensar, em que importaria mais colecionar namoros do que ter um casamento só, para a vida toda. “Uma cultura consumista favorece o produto pronto para uso imediato e resultados que não exijam esforços muito prolongados”, diz Bauman. Trocando em miúdos: apesar de não ser uma máquina, a pessoa que está a seu lado também pode dar defeito. A diferença é que pode valer bem mais a pena investir no seu conserto em vez de jogá-la no lixo e rapidamente procurar outra nova.

2. O outro não vai mudar

Um dos fenômenos que mais contribuem para o desequilíbrio das relações é o que os especialistas chamam de um tipo de complexo de My Fair Lady – peça de Bernard Shaw que deu origem a um premiado filme dos anos 60, em que um homem faz de tudo para transformar o objeto de seu interesse, uma humilde vendedora de flores, em uma educada senhora da alta sociedade. Na peça, o final da história não é nada feliz: o casal não termina junto, pois a mocinha vai embora e o homem fica a ver navios. Para a psicanalista americana Mary Jaksch, especializada em relacionamentos, é exatamente isso que acontece quando se aposta em uma mudança de estilo de vida e até de personalidade do parceiro. Mais: acreditar que o outro vai se moldar ao que o companheiro deseja, como se fosse o barro nas mãos do escultor, é meio caminho andado para a frustração e uma vida a dois repleta de desentendimentos. “Nesses casos a raiva e o desapontamento tomam conta e as brigas se sucedem”, diz ela.

3. Filhos imitam pais

Segundo Jacques e Claire Pujol, quem briga muito também pode estar repetindo um comportamento herdado dos pais, na infância. “As crianças têm uma tendência a absorver e até imitar o que vêem os pais fazendo, por isso, pais que discutem com freqüência, e na frente dos filhos, podem estar transmitindo um modelo que mais tarde essa criança irá repetir na idade adulta”, diz Claire. É a cena clássica da família briguenta das comédias de pastelão, em que a mãe ameaça o pai com um rolo de macarrão, ele dá um berro, ela grita de volta e no final – espera-se – eles fazem as pazes com juras de amor. Na televisão ou no cinema até pode parecer engraçado. Mas, para quem passou a vida assistindo a episódios de violência (mesmo que tenha sido apenas verbal) dentro de casa, a história é outra. “É preocupante. A criança pode crescer achando que aquilo é o normal”, diz Claire Pujol. Se a sua família sempre foi briguenta, lembre-se que é você quem escreve a sua história depois de adulto – e é possível escolher uma vida diferente, em paz.

4.Tolerar é preciso

Se não houver muita paciência para resolver os espinhos comuns da vida a dois, nada vai para a frente. “Não é fácil dividir a vida com alguém que certamente terá hábitos diferentes dos seus e uma outra personalidade. Sem flexibilidade e uma certa dose de paciência, a tendência é haver muitas discussões”, diz Andréa Seixas Magalhães. A psicóloga Claire Pujol lembra também que cada um tem as próprias expectativas sobre o parceiro. “É um contrato de relação não escrito, mas que existe”, diz ela. Algumas vezes um ou outro irá furar alguma cláusula – isso é normal. E é claro que em muitos momentos será preciso conversar. Mas deixar o sangue ferver não ajuda em nada.

5. Relacionamento não é trabalho

Um alto nível de exigência e rapidez pode ser muito útil no ambiente de trabalho, mas nada tem a ver com a natureza dos relacionamentos, que têm seu próprio tempo e são uma construção diária, a ser feita tijolo a tijolo. “Qualquer relação humana é algo que evolui no dia-a-dia, no próprio ritmo, que não tem nada a ver com a cobrança do mundo capitalista, onde sempre tem que se produzir algo”, diz Andréa Magalhães. Querer que tudo se resolva logo e ainda colocar prazos para que determinadas atitudes se produzam no relacionamento são maneiras de agir que não funcionam. Pior, elas criam um clima de estresse que pode estragar os bons momentos. Pressionar, exigir e cobrar simplesmente são verbos que não se encaixam na sutileza inerente ao amor.

Como brigar

• Tudo bem, você tem um conflito a resolver. Mas tem certeza de que sabe qual é o problema? Antes de sentar para conversar, é bom ter claro o que deseja abordar.
• Procure manter-se focado no tema que está sendo discutido. Querer falar de tudo o que incomoda, e não apenas de um assunto, pode atrapalhar.
• Ser respeitoso, mesmo no meio de uma discussão, é meio caminho andado para ter uma conversa construtiva.
• Em vez de acusar o parceiro, explique como você se sente em determinado tipo de situação que o desagrada. É a melhor maneira de ser ouvido.
• Esteja preparado para realmente ouvir o outro e rever as próprias posições, se for o caso. A idéia, afinal de contas, não é impor o seu ponto de vista, e sim dialogar.


Como não brigar

• Atacar o parceiro é a melhor maneira de não resolver um conflito. Xingamentos e agressões devem ficar de fora da discussão.
• Se você estiver alterado, prestes a explodir, é melhor deixar a conversa para depois, para não correr o risco de perder a cabeça.
• Nunca parta para as ameaças. Se você está procurando melhorar o relacionamento, para que dizer, sem uma reflexão prévia, que quer terminar? Só irá piorar a situação.
• Ridicularizar o outro também está fora de questão. Não há justificativas para humilhar alguém, mesmo que você esteja com muita raiva da pessoa.
• Usar um tom imperativo, tipo “você tem que fazer isso ou aquilo”, só serve para colocar o outro na defensiva. E não é isso que você quer, certo?

Fonte super.abril

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REPETIR PROBLEMAS AMOROSOS É FORMA INCONSCIENTE DE LEALDADE À FAMÍLIA

Para ter relações saudáveis, é preciso se libertar de padrões pessoais e de gerações passadas.

Ao contrário do que muitos pensam, não basta que exista amor para garantir o êxito e o bem-estar numa relação afetiva. Isso porque existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

existem crenças, medos, traumas, lealdades e padrões comportamentais inconscientes que acabam criando dificuldades na relação entre o casal e impedem que um esteja, de fato, disponível para o outro na relação.

Pelas mesmas razões, também não basta que uma pessoa solteira diga que deseja ter um par para que ela esteja realmente disponível para um novo relacionamento.

Experiências vividas e fatos difíceis ocorridos ao longo da história de vida pessoal ou de gerações anteriores podem estar por trás dessas dificuldades. No âmbito da Constelação Familiar – técnica que trata de conflitos e desordens nas famílias e nas relações humanas – chamamos essas amarras de “emaranhamentos sistêmicos”, ou seja, dinâmicas inconscientes que fazem alguém estar atado a pessoas e histórias de sofrimento do passado.

PESSOAS SE MANTÊM LEAIS A DESTINOS E COMPORTAMENTOS DE SUAS FAMÍLIAS

Isso acontece como consequência da consciência moral, conforme observações do psicoterapeuta alemão Bert Hellinger. Essa consciência nos mantém leais, de forma inconsciente, a destinos, histórias e padrões de comportamento vivenciados em nosso sistema familiar.

COMO AS CRISES FAMILIARES SE PERPETUAM POR GERAÇÕES?

Nos meus atendimentos, por exemplo, é muito comum mulheres que chegam com dificuldades para se relacionar terem crenças do tipo: “os homens não são confiáveis” ou “os homens são fracos”. São mulheres que na infância ou adolescência testemunharam suas mães ou avós sofrerem devido à infidelidade de maridos, ou passaram a vida ouvindo essas mulheres criticarem seus companheiros. Quando adultas, se comportam como se dissessem: “se minha mãe sofre por não ter tido sorte nos relacionamentos, ou por ter sido traída pelo meu pai, então eu também não posso ser feliz. Preciso segui-la no sofrimento e na infelicidade”. Assim, ao repetirem o mesmo destino de suas mães ou avós, ou seja, atraindo muitas vezes homens que as abandonam ou as traem, essas filhas e netas se sentem infelizes, porém, de boa consciência.

É também bastante comum que essas filhas direcionem sentimentos de raiva e frustração – que essas mulheres anteriores sentiram pelos seus maridos (e que muitas vezes não puderam expressá-los, ou não puderam se separar deles, por dependência financeira) – aos cônjuges atuais. Ou seja, vingam-se dos homens em nome de suas ancestrais.

Na verdade, essa repetição é uma forma inconsciente de amor e lealdade ao sistema familiar. A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

A pessoa sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar.

Ela passa a ficar vinculada às histórias alheias, desenvolvendo sentimentos de raiva, reivindicação, indignação, menos valia, inferioridade ou incapacidade, que no fundo não pertencem a ela, são adotados de outros membros, por amor cego ao sistema familiar.

E é justamente essa lealdade sistêmica, em forma de consciência moral, que limita a entrega à vida. Voltando aos exemplos anteriores, se a filha tiver um relacionamento exitoso, vai se sentir obviamente muito feliz, mas também de má consciência, pois está indo contra um padrão familiar. A cura e a reconciliação estão além dessa consciência moral. Portanto, a solução será escolher, de forma consciente, fazer diferente – e isso muitas vezes implica em carregar e suportar uma culpa.

IDENTIFIQUE ONDE SEU DESTINO FAMILIAR COMEÇOU

Para poder se libertar desses “emaranhamentos sistêmicos” e de fato conseguir fazer diferente, é preciso, antes de mais nada, entrar em sintonia com o próprio destino. Bert Hellinger, no livro “O Amor do Espírito” (Ed. Atman), diz: “destino significa que nos encontramos inseridos em uma família específica, na qual ocorreram certos acontecimentos que determinam os destinos daqueles que vem depois”.

Sendo assim, precisamos identificar onde esse destino se inicia. Para isso, ajuda muito fazer perguntas aos pais e avós para entender melhor a história das gerações passadas e se há padrões repetitivos na família.

A TERAPIA DA RECONCILIAÇÃO

Uma sessão de Constelação Familiar, além de trazer à luz esses padrões e identificar quando e onde se originaram, ajudará você a se confrontar com esse destino: primeiro, concordando com ele, ou seja, alinhando-se às forças que o dirigem e que também dirigem o seu par; e segundo, honrando e respeitando tudo o que passou, sem julgamentos. Somente esse olhar amoroso pode desfazer emaranhamentos.

Fonte Personare 

Se você tem questões com a vida amorosa, entre em contato através do formulário abaixo, que nós retornaremos com mais informações. Selma Flávio é formada em Constelação Familiar e falará com você.

Quem lamenta não quer solução

“Quem lamenta não quer solução”, diz Bert Hellinger. Como isso é verdadeiro. Em muitos processos terapêuticos, no consultório ou em Workshop de constelação familiar, percebo pessoas que só querem “entender” o seu problema. Costumo dizer que essa postura assemelha-se à do prisioneiro que se torna expert em explicar as barras da cela da prisão e o que o levou até ali, e com a chave na porta não a vira para se libertar. Continua sofrendo, com uma bela explicação. Porque esta chave se chama decisão e responsabilização por si mesmo. Esta tirinha ilustrou essa imagem muito bem. Para ter solução é preciso estar disposto a pagar o preço que a solução custa. Muitas vezes este preço é a solidão, a individuação, a renúncia, o sacrifício de algo, a aceitação, a perda das expectativas, a compaixão, o reconhecimento de um amor, a despedida, o “adultecer” e tantos outros movimentos que custam a perda da inocência (por detrás do vitimismo) e a responsabilização pessoal. Só os adultos assumem responsabilidades e tomam decisões, as crianças se queixam e lamentam, prisioneiras de si mesmas. Somente os adultos que se tornam autores de sua história constroem novas realidades.

Bert Hellinger

Amadureça com Constelação Familiar
@selma.flavio

#SejaEstejaSorria #casaauraquartz #constelaçãofamiliar

Complementando o texto, segue o poema reflexivo do extraído de O Livro Tibetano do Viver e do Morrer

1.
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio…
Estou perdido… Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio… É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.

5.
Ando por outra rua.

Texto extraído de O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, de Sogyal Rinpoche (Ed. Talento/Palas Athena)

Imagem Google

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O que é Kundalini

Kundalini é o poder do desejo puro dentro de nós. A energia de nossa alma e de nossa consciência. A emanação do infinito, da energia cósmica que vibra dentro de cada ser humano. Como energia criativa,o Kundalini pode ser imaginada a uma serpente enroscada e adormecida na base da coluna e, que ao ser despertada, expande de forma extraordinária nossa consciência.


Kundalini é a potencialidade que todos nós temos e somos capazes de ser.

O despertar da energia Kundalini nos conscientiza de nossas capacidades criativas e torna possível a nós , seres humanos, com identidades finitas, a oportunidade de nos relacionarmos com nossas identidades infinitas. Isto ocorre quando o nosso sistema glandular é ativado junto ao nosso sistema nervoso e estes são combinados para criar um movimento ou fluxo no fluído espinhal, numa sensitividade nas terminações nervosas. Nestas condições, o cérebro recebe os sinais e os integra obtendo como resultado, uma forte percepção que se expande numa tremenda claridade. Pode-se perceber os efeitos e os impactos de uma ação antes dela acontecer e assim, adquirimos o poder da escolha de agir ou não. A consciência nos dá esta escolha e a escolha nos dá liberdade.

Quando há um fluxo constante da Kundalini, é como se estivéssemos nos despertando de um longo cochilo. Deixamos de viver numa realidade imaginária e nos tornamos compromissados com nossos propósitos e metas, aproveitando muito mais os prazeres da vida.

O nosso sistema foi construído para sustentar o despertar da energia Kundalini, resta-nos saber se estamos usando-a em toda extensão desta potencialidade.

O fluxo da Kundalini é liberado a partir do Chakra do umbigo e sobe até o chakra da coroa, acima do topo da cabeça; daí, a energia começa a descer passando pelos chakras até a base de nossa coluna. Depois de alcançar o chakra raíz, ela volta para o centro do umbigo.

A ascensão da energia é o caminho para a liberação. É chegar a percepção de que a realidade de Deus está dentro de cada um de nós. A ascensão da Kundalini é o desenroscar da consciência Divina, o testemunho da realidade do poder ilimitado que é a essência de nossas almas.

A descida da kundalini é o caminho da manifestação. Os chakras se abrem nesta descida. E assim que os chakras se abrem e nossa essência é consolidada em nosso caráter, os nossos dons são integrados em nossos comportamentos e ações. Talentos se tornam uma parte prática em nossas vidas.

O que nos referimos como manifestação aqui são as ‘vibrações’ que é uma tradução aproximada do termo sânscrito Chaitanya. Chaitanya (vibrações). É a força integrada de nosso ser fisiológico, mental, emocional e religioso. Portanto, a descida da energia Kundalini simboliza esse despertar de nosso potencial e nos traz a consciência de Deus para todas as nossas atividades cotidianas.

A iluminação ou auto-realização é conquistada quando o ciclo de ascensão e descida se completa. 

A Auto-realização é o nosso primeiro encontro com a verdadeira realidade,o despertar da Grande Mãe dentro de nós e que irá cuidar de nós, dando toda proteção que precisamos.

A kundalini nos cura, nos melhora e nos confere todas as bênçãos. Ela varre para fora de nossa realidade, todas as nossas preocupações dos níveis mais grotescos.

Fonte Livro 40 dias no Deserto

*imagem Google