Uma das necessidades mais profundas dos seres humanos é a de pertencer, de estar em contato. de se sentir unido amorosamente a outras pessoas.
Quando crianças, experimentamos uma grande felicidade ao sentir que pertencemos a nossa família, não importa se a atmosfera é alegre ou tensa. Vivemos essa sensação de pertencimento como uma benção em nosso coração.
Depois crescemos e, como adultos, continuamos pertencendo a nossa família, mas já não experimentamos a doce sensação de pertencer aos nossos pais. Passamos a ter a necessidade de ter essa sensação de pertencimento com outras pessoas, especialmente com um(a) parceiro (a).
Ao nos comprometermos comum caminho de amor, como adultos, escolhendo um(a) companheiro(a), criamos o âmbito para um novo núcleo familiar, com filhos ou sem eles, e experimentamos de novo a sensação de pertencer a algo.
“ O relacionamento afetivo não é uma relação de ajuda, mas uma relação que ajuda. Ajuda o desenvolvimento pessoal, às vezes por meio da alegria, mas outras vezes por meio do sofrimento e do desânimo conscientemente aceitos. Provavelmente, nada ajuda mais o próprio crescimento que assumir de maneira consciente a dor e dar-lhe um espaço dentro de nós mesmos.” Joan Garriga
“A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade. A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante. A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”. A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer. A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro. A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição. A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio. A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”. A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé. A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo. A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém. A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti. A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar. A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir. A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo. A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer. A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir. A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe. A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre. A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver. A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então tornar-se tudo. A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir. A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração. A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los. A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo. A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti”
Como tema principal a prosperidade de nossos filhos, a abordagem para conflitos capaz de transformar vidas.
” Não aceitar o pai é como exigir de uma macieira que dê laranjas. É brigar com o que é a realidade. Este é um caminho que traz dificuldades. Sofrer é mais fácil do que resolver. Quando sofremos, nos iludimos que nós temos a razão, e por isso, outros deveriam mudar para acalmar nosso sofrimento.
A Constelação atua auxiliando a se movimentar e sair do ponto onde ele se percebe preso a uma dificuldade recorrente em sua vida. “Os sofrimentos familiares são como elos de uma corrente que se repetem de geração em geração, até que um descendente tome consciência e transforme a maldição em benção.”
Bert Hellinger
É um conhecimento que já está sendo estudado há cerca de 4 décadas, primeiramente pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, e hoje por diversos profissionais em todo o mundo.
Três figuras essenciais para a Constelação Familiar. Todos nós já exercemos pelo menos um desses papéis na vida. Bravos corajosos exerceram dois. O que é o pai, a mãe e o filho no olhar da Constelação Familiar?
Hellinger diz que o nosso relacionamento com nossos pais refletem fortemente no nosso movimento na vida. A forma como nos relacionamos com eles é a forma que nos colocamos no mundo, e por isso este relacionamento é tão definidor.
Também como filhos, temos dificuldades de ver a real dimensão dos nossos pais: de que são homens e mulheres comuns, com problemas e dificuldades como todos os outros, inclusive como você.
O Pai
O pai é aquele que junto com a mãe, participa do primeiro círculo do amor.
Pois foi desse amor dos nossos pais que nascemos. É desse amor que o pai também participa.
O pai, como um homem bem comum pode ter um destino difícil. Como exemplo, a história de uma mulher que não aceitava seu pai. Este havia participado de um crime, e a mulher rejeitava o pai e todo o desdobramento negativo que advinha dessa situação.
O não aceitar o pai é como exigir de uma macieira que dê laranjas. É brigar com o que é a realidade. Este é um caminho que traz dificuldades. Sofrer é mais fácil do que resolver. Quando sofremos, nos iludimos que nós temos a razão, e por isso, outros deveriam mudar para acalmar nosso sofrimento.
Como ela não o aceitava, nem suas ações, ela brigava a vida inteira pelo pai ideal, sem olhar para o pai real. Em resumo, ela tinha dificuldade de separar o “pai” do “homem”. Isso resultou em dificuldades em relacionamentos afetivos e de sua prosperidade no trabalho.
O pai que nos impulsa para a vida.
A Mãe
A mãe é a nossa ligação com a vida, e com todos os mistérios que a rodeiam. Nossos primeiros movimentos em direção à ela representa nossa capacidade de tomar ativamente a vida, e esta simbologia marcará o resto de nossas vidas.
Através da amamentação, experimentamos nosso primeiro sucesso. Nós tomamos da mãe, de forma ativa, assim como devemos fazer em relação ao nosso processo de viver.
Por todos esses simbolismos,a forma como olhamos para nossa mãe é também um grande indicativo de como nos colocamos em nossa vida. Como diz Hellinger, “O sucesso tem a cara de nossa mãe”.
Ainda que a ela tenha sido reservado o papel tão grande de gerar a vida, nossa mãe é também uma mulher bem comum.
Nós, filhos, nos esquecemos disso com bastante facilidade, exigindo dela o comportamento de uma super heroína.
Olhar para ela, de uma forma real, com tudo que faz parte, é uma grande forma de perseverar na vida.
Nossa mãe e nosso sucesso estão no mesmo lugar.
E o ser filho?
Sabemos bem como ser filho até uns 9 ou 10 anos de idade. Depois disso, quando chega a adolescência, nossa busca por nos individualizar parece nos tirar do caminho e em algum momento, começamos a acreditar que podemos ser maiores que nossos pais.
Nesse movimento, julgamos nossos pais. Passamos a acreditar que temos melhores soluções do que as que eles nos oferecem. E também aqui nasce o deslocamento do nosso lugar na nossa família.
Esse é um dos movimentos mais vistos na Constelação: Filhos fora de seu lugar de filhos.
Nos movemos para o lugar dos parceiros ou até para o lugar dos pais dos nossos pais. Acreditamos que somos maiores. E pagamos um caro preço por isso, através de dificuldades em nossa vida.
A sugestão é: será que conseguimos cultivar novamente a sensação de sermos pequenos, em relação aos nossos pais? Olhar para eles e não sentir o impulso de concorrer, mas de apenas tê-los conosco, e a segurança que isso proporciona?
Diante de nossos pais, conseguir se um filho integral. E perceber o tanto que recebemos, e o quanto isso é bom.
Era assim que nos sentíamos quando crianças.
E esse é o nosso desafio para nosso amor maduro quanto adultos.
Bert Hellinger – Constelação Familiar
“O sucesso tem a cara de nossa mãe”.
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“Herdamos, emocionalmente, muitas situações de conflito, originárias do nosso sistema familiar. Olhe para trás, e somente naquilo que você sabe, e veja quantas separações, quantas traições, quantos filhos fora do casamento, quantos abortos, quanta mentira no relacionamento familiar, quantas dores, quantos desfalques, atos abomináveis e até desumanos… tudo isso faz parte de você. Tudo isso é energia que pulsa em seu íntimo. Por mais que, conscientemente, você negue ser um assassino, um depravado, uma mãe irresponsável, um pai que abandona o filho, um trabalhador fraco e covarde, estas energias fazem parte do seu sistema familiar. E foram justamente estas energias, e a força vital que lhe trouxe a esta vida, que o mantém vivo, sobrevivente, com força para superar tudo isso e fazer algo bom da sua própria vida. Por isso, costumo dizer que todos estes fatos são bênçãos, dádivas divinas, verdadeiros tesouros que o universo nos provê, nos preparando para a luta do dia-a-dia. O inimigo está em seu próprio sistema familiar. Perdoar ao vosso inimigo é reconhecer que você é igual às coisas mais abomináveis que combate, pois se elas lhe incomodam tanto, é porque você sabe, inconscientemente, que fazem parte de si. É amar a si mesmo, do jeito que você é, com todas as virtudes mas, principalmente, com todas as mazelas. Sem a máscara do bonzinho, do espiritualizado, do evoluído. E também sem a máscara do coitado, do sofredor, da vítima.”
Uma constelação não faz o trabalho; o trabalho é feito por cada pessoa com a sua receptividade, sua atenção à si mesma, seu compromisso com sua vida a sério. E, na realidade, não há outro trabalho além do processo que a constelação desencadeia.
Não existe nada além do processo de acompanhar a si mesmo, ter em mente os vínculos importantes e orientar-se da maneira mais sábia possível para que ninguém tenha que sofrer ou para que possa estar melhor. Não há outra opção que se responsabilizar e fazer recair na própria força a administração de nossa vida e de nossos vínculos. O método das constelações mostra com clareza que as dinâmicas do nosso coração e os movimentos profundos do nosso interior não dependem somente de nossa vontade nem tem sempre uma explicação racional, que por outro lado, também não me parece necessário.
O importante está nos efeitos, nos resultados, naquilo que resolve, libera e promove em cada pessoa ou casal.
As chamadas “ovelhas negras” da família são, na verdade, caçadores natos de caminhos de libertação para a árvore genealógica.
Os membros de uma árvore que não se adaptam às normas ou tradições do sistema familiar, aqueles que desde pequenos procuravam constantemente revolucionar as crenças, indo na contramão dos caminhos marcados pelas tradições familiares, aqueles criticados, julgados e mesmo rejeitados, esses, geralmente são os chamados a libertar a árvore de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras.
As “ovelhas negras”, as que não se adaptam, as que gritam rebeldia, cumprem um papel básico dentro de cada sistema familiar, elas reparam, apanham e criam o novo e desabrocham ramos na árvore genealógica. Graças a estes membros, as nossas árvores renovam as suas raízes.
Sua rebeldia é terra fértil, sua loucura é água que nutre, sua teimosia é novo ar, sua paixão é fogo que volta a acender o coração dos ancestrais.
Incontáveis desejos reprimidos, sonhos não realizados, talentos frustrados de nossos ancestrais se manifestam na rebeldia dessas ovelhas negras procurando realizar-se.
A árvore genealógica, por inércia quererá continuar a manter o curso castrador e tóxico do seu tronco, o que faz a tarefa das nossas ovelhas um trabalho difícil e conflituoso.
Sem elas, os sonhos não realizados daqueles que sustentam a árvore gerações atrás, morreriam enterrados sob as suas próprias raízes.
No entanto, quem traria novas flores para a nossa árvore se não fosse por elas?
Quem criaria novos ramos?
Que ninguém te faça duvidar, cuida da tua “raridade” como a flor mais preciosa da tua árvore.