Declaro-me livre

“Declaro-me livre para não ser cúmplice de uma linhagem sombria,
Dou luz à minha árvore genealógica.
Eu curo tudo o que minha linhagem não ousou dizer,
ouvir e olhar. Eu mereço ser livre e meu(s) filho(s) ou futuras linhagens, também.
Aqui e agora nos libertamos das cargas pesadas que os
outros não ousaram enfrentar, somos saudáveis ​​e cheios,
amorosos e conscientes e perdoamos com compaixão
a inconsciência de todos aqueles que nos precederam”.

Constelação Familiar

“Tu és o sonho de todos os teus antepassados.”

As chamadas “ovelhas negras” da família são, na verdade, caçadores natos de caminhos de libertação para a árvore genealógica.

Os membros de uma árvore que não se adaptam às normas ou tradições do sistema familiar, aqueles que desde pequenos procuravam constantemente revolucionar as crenças, indo na contramão dos caminhos marcados pelas tradições familiares, aqueles criticados, julgados e mesmo rejeitados, esses, geralmente são os chamados a libertar a árvore de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras

As “ovelhas negras”, as que não se adaptam, as que gritam rebeldia, cumprem um papel básico dentro de cada sistema familiar, elas reparam, apanham e criam o novo,  desabrocham ramos na árvore genealógica.

Graças a estes membros, as nossas árvores renovam as suas raízes

Sua rebeldia é terra fértil, sua loucura é água que nutre, sua teimosia é novo ar, sua paixão é fogo que volta a acender o coração dos ancestrais.

Incontáveis desejos reprimidos, sonhos não realizados, talentos frustrados de nossos ancestrais se manifestam na rebeldia dessas ovelhas negras procurando realizar-se.

A árvore genealógica, por inércia quererá continuar a manter o curso castrador e tóxico do seu tronco, o que faz a tarefa das nossas ovelhas um trabalho difícil e conflituoso.

No entanto, quem traria novas flores para a nossa árvore se não fosse por elas?

Quem criaria ramos?

Sem elas, os sonhos não realizados daqueles que sustentam a árvore gerações atrás, morreriam enterrados sob as suas próprias raízes. Que ninguém te faça duvidar, cuida da tua “raridade” como a flor mais preciosa da tua árvore.

Tu és o sonho de todos os teus antepassados.”

Bert Hellinger


Selma Flavio – Psicoterapeuta I Constelação Familiar I Terapia Floral

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Depressão

SOBRE A DEPRESSÃO


O depressivo não recebe de seus pais, mesmo que se disponha a dar muito em sua vida. A
depressão pode ser denominada “doença das raízes”. É como se o depressivo tivesse sido separado de suas raízes, os pais, ficasse privado da seiva e secasse. Quem se limita a dar sem receber toma-se oco e vazio, caindo finalmente em depressão. Com isso já não pode dar e é obrigado a aceitar ajuda em sua doença.

Também aqui podemos indagar: “Que força mais profunda de amor dificulta a alguém receber de seus pais e, mais tarde, também de outras pessoas?

Algumas crianças pequenas já percebem, ao olhar para seus pais, que eles estão onerados com destinos difíceis ou até mesmo em risco de vida. Então algo diz na alma delas: “Agora não posso vir e exigir algo de meus pais, pois eles não suportarão. Eles podem ficar mal ou mesmo morrer se eu pegar algo deles.” Assim essa criança poupa os seus pais, firma-se nas próprias pernas e diz a si mesma: “Vou conseguir sozinha.” Se esse padrão se mantém, a pessoa frequentemente vai à exaustão, com todas as consequências.

Qual é a solução, neste caso?

Ela geralmente não consegue, se olharmos somente para a relação entre os pais e os filhos. Precisamos também dos avós. É necessário um processo em que, retroativamente, os pais recebam de seus pais, em sua alma, aquilo de que precisam, para que se livrem da sobrecarga e do perigo de vida. No fluxo das gerações precisamos encontrar o lugar onde, em razão de determinados eventos, ele foi interrompido. Ali pode começar a cura.

Uma mulher depressiva, que já passara várias vezes por clínicas psicossomáticas, procurou um grupo para melhorar sua relação com a mãe. O terapeuta solicitou-lhe que colocasse em sua constelação apenas uma representante para si e outra para sua mãe. Ela as posicionou frente a frente e muito distanciadas. A imagem era de total frieza. Sem pedir informações, o terapeuta introduziu uma representante para a avó. Nada se moveu e continuou a frieza. Outra mulher foi colocada, a bisavó. Então a avó espontaneamente se aproximou dela, lançou-se em seus braços e chorou amargamente. Depois se soltou, aproximou-se de sua filha, a mãe da cliente, e tomou-a amorosamente nos braços. A mãe começou a sorrir, aproximou-se finalmente da filha, a representante da cliente, como o membro mais novo dessa corrente e abraçou-a fortemente.

A cliente, ainda sentada na roda, ficou calma e pediu para entrar pessoalmente em contato com aquelas mulheres. Todas quatro se abraçaram por longo tempo. Embora não soubesse o que se passara entre a bisavó e a avó, a mulher ficou visivelmente aliviada. Na mesma noite falou cordialmente e por longo tempo com sua mãe pelo telefone. Soube então que a bisavó tivera sua filha como mãe solteira e tivera de entregá-la depois, por pressão de seus pais, a parentes distantes que mais tarde não quiseram devolver-lhe a filha.

Muitos casos de morte nas famílias e eventos dolorosos e terríveis podem levar os pais ao limite de suas forças e de suas vidas, de modo que seus filhos não ousam exigir nada mais deles.

Jakob Robert Schneider
A Prática das Constelações Familiares


Selma Flavio – Psicoterapia Pós Graduada em
Saúde Mental / Constelação Familiar – Especialista em Terapia Floral

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Foto que revela o que está oculto no sistema

Parece que o marido casou com a mãe, deve ter mesmo casado. Leia esse texto, vai descobrir muito mais.

Foto bastante intrigante. Muita gente deve achar normal, principalmente nos relacionamentos antigos. Mas, até hoje isso acontece e com mais frequência que se parece.

Foto que revela o que está oculto no sistema; a mãe toma o filho como marido, e o filho em amor a relação, aceita. Resultando em relacionamentos amorosos desastrosos, e a perda da sua liberdade.

Quantas sogras “morrem” de ciúmes dos filhos, com raiva da nora, a ponto de acreditar que a nora veio para tirar o filho dela.

Filhos que continuam ao lado da mãe, amarrados nesse acordo inconsciente, pois toma o lugar do pai, que normalmente foi um marido ausente ou se foi muito cedo.

Brigas intermináveis, noras loucas e mães se remoendo no ódio e rancor. Cena típica, da mulher e da amante do marido. Certo? Mas, não deveria.

Já vi mãe preparando o prato do filho, levando até sua mão e dizendo: – É, ele se casou não deu certo e voltou, voltou cheios de manias.

Nesse dia vi um  adulto sentado no sofá, com aspecto infantilizado. Recebendo nas mãos o prato preparado pela mãe.

Quantos são os motivos que levam um homem a se submeter a essas amarras, quantos pais abandonam seus lares e o filho toma o seu papel, quantas mães que não refazem suas vidas, ou excessivamente manipuladoras tomam todos os homens da família.

Você lembra desse filme – A Sogra 2015

Pois é, existem muito mais mistérios nas questões com sogra, – “que possa imaginar  nossa vã filosofia.”

É assim que caminham a as relações, de repente você tem conflitos e ainda não descobriu qual é o seu papel nessa relação.

Quanto as meninas que trocam de papel com a mãe, é muito mais complexo, um outro momento falaremos sobre isso.

Selma Flavio – Psicoterapia / Constelação Familiar.

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Qual é o seu papel na relação?

Quer entender qual é o seu papel na sua relação amorosa.

Responda:

Você assumiu a roupa limpa, a casa, o bem-estar do outro?

Você percebeu que seu parceiro passa mais tempo fora do que dentro de casa?

Percebeu que ele passa mais tempo no celular do que com você?

Onde ele deixa a toalha molhada, na cama?

Você percebe que te procura menos para fazer amor,  já não te olha mais com aquele tesão?

SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ SENDO MÃE DO SEU COMPANHEIRO?

Percebe também que está sobrecarregada e sozinha. Trabalho, filhos, casa… Tomando decisões sozinha.

É nesse  momento em que precisa se perguntar:
– Qual é o meu papel nessa relação?

Se a maioria das respostas for sim, está na hora de pensar no assunto, você pode ter virado mãe do seu companheiro.

Acompanhe a história:

Alguns anos com o companheiro, veio a trágica anunciação – quero o divórcio –  Um homem bonitão e uma bela mulher, uma relação que parecia perfeita. Ela cuidava dele e dos filhos.

Ela conta que fazia de tudo por ele, se preocupava com a roupa limpa, com a alimentação na hora certa, com as vontades dele, até o ajudou a construir a empresa, dele.

Mas, já percebia que não a procurava mais para fazer amor, já não se interessavam mais pelas mesmas coisas e se viu sobrecarregada com os afazeres, pois ela acabou assumindo quase tudo.

Até que um dia veio a notícia, que a deixou acabada. Ele queria a separação.

Se questionou, pois sempre estava disposta a fazer a suas vontades.

Ele simplesmente a deixou por outra pessoa. E o que fazer?

A pergunta certa é: – Qual era o papel dela  nessa relação?

Existem muitos papéis entre o que chamamos de bons e ruins, mas nessa história, ela percebeu  após algumas reflexões que o dela era o de MÃE, sim, ela exercia esse papel inconscientemente.

Quando  enxergou  verdadeiramente o papel que representava, sua tristeza foi tão grande que a dor da separação a tomou. Uma mistura de fúria e arrependimento.

O lado positivo foi perceber o quanto foi permissiva, e nesse movimento aparente de derrota, a fez se redescobrir como mulher, a levando a outros questionamentos  apontando a caminhos de resgate e cura. Pois já se julgava totalmente responsável e sua estima estava no chão.

O que ela não sabia e muitas ainda não sabem. É  que infelizmente a maturidade masculina em relação ao relacionamento, se dá quando, o homem percebe que não precisa nutrir o ego, através de coleções de mulheres. Seduções constantes para satisfazer a sua criança carente, enganando e se enganando na procura da autoafirmação.

Sabe aquele homem “mulherengo” ? É esse!

Quando encontra uma mulher que faz esse papel perfeitamente, até se casa, mas as consequências serão de traição e abandono.

O homem não sabe e nem admite, mas muitos procuram uma “mãe” para se relacionar. A sua carência gerada por um abandono ou por excesso de mãe, leva o homem a transformar suas relações em conquista intermitente por mulheres que tem o perfil para nutrir sua carência afetiva.

E a mulher por carência  e necessidade e de forma inconsciente, entra nesse jogo. Um jogo dolorido e com consequências desastrosas. É mais comum que parece esse papel, até por conta da cultura de nossas mães e avós, que criavam as meninas para serem empregadas dos maridos.

Quando isso acontece, a relação pode até durar por anos, mas no final você está exausta e abandonada.

E onde está a cura?

Está em você mesmo, saindo dessa relação consciente e transformando sua história.

Uma relação saudável começa, quando ambos têm consciência do papel de cada um na relação e não espera que o outro seja o pai ou a mãe.

Essa é só uma situação de relacionamentos que não terminam bem, temos muito mais aspectos que influenciam nas relações mal sucedidas de casal.

E, você não tem má sorte, você tem um padrão negativo que pode ser cuidado e transformado com amor, com carinho por você mesma e principalmente a verdade.

Selma Flavio – Psicoterapeuta – especialização em saúde mental / Constelação Familiar / Terapia Floral

Assista ao vídeo e entenda sobre o assunto.

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ORAÇÃO aos ANTEPASSADOS

“Gratidão queridos pais, avós e demais ancestrais por terem tecido o meu caminho, imensa gratidão pela imensidão dos seus sonhos que, de alguma forma, são hoje a minha realidade.

A partir deste ponto e com muito amor, dou luz à tristeza que houve nas gerações passadas, dou luz à raiva, às partidas prematuras, aos nomes não ditos, aos destinos trágicos.

Dou luz à flecha que cortou caminhos e tornou a calçada mais fácil para nós.

Dou luz à alegria, às histórias repetidas várias vezes.

Dou luz ao não dito e aos segredos de família.

Dou luz às histórias de violência e ruptura entre casais, pais e filhos e entre irmãos  e que seja o tempo e o amor que volte a unir.

Dou luz a todas as memórias de limitação e pobreza, a todas as crenças desestruturantes e negativas que permeiem o meu sistema familiar.

Aqui e agora semeio uma nova esperança, alegria, união, prosperidade, entrega, equilíbrio, ousadia, fé, força, superação, amor, amor e amor.

Que todas as gerações passadas e futuras sejam agora, neste instante cobertas com um arco-íris de luzes que curem e restaurem o corpo, a alma e todos os relacionamentos.

Que a força e a bênção de cada geração alcancem sempre e inunde a geração seguinte.

Assim seja.

Assim, é!

Por Bert Hellinger – Constelação Familiar


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Você julga?

O julgamento moral é uma forma de exclusão que decorre do sentimento de superioridade. Certa vez, bastante jovem, Bert Hellinger participava de um workshop para padres, na época que pertencia à igreja e trabalhava na África do Sul.

Ali ele ouviu uma pergunta que mudou sua vida. “Se vocês tiverem que escolher entre as pessoas e os valores, com o que vocês ficam?”

Ele teve certeza que devia responder “com as pessoas”, mas ele e os outros ficavam com os valores morais, os dogmas, as regras e perdiam de vista as pessoas, excluindo quem não se encaixasse na fôrma de sua moral e crenças. Assim ele percebeu que não podia ajudar as pessoas e perdia o essencial de foco.

Quem ajuda precisa analisar, mas não julgar.

A verdadeira ajuda é ética e não moral.

A ajuda efetiva sustenta-se na postura de respeito, igualdade e dignidade que é exercida e promovida em quem ajuda e em quem é ajudado.

Assim, todos são iguais, ninguém precisa salvar e todos podem se conectar à sua competência, força e poder pessoal.

A ordem da ajuda – Bert Hellinger

#SejaEstejaSorria #constelaçãofamiliar #auraquartz #psicoterapia

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CÂNCER- Vínculo e doença

Como todas as doenças, o câncer é um movimento do Espírito que é colocado em funcionamento quando alguém rejeitou a vida, para levar de volta a essa pessoa a vida.
Quando se trata de uma doença grave, a vida foi rejeitada repetidamente, após a recusa de enfrentar toda uma série de conflitos, e essa rejeição ocorreu em várias gerações seguidas.
Por isso, precisamente a doença se torna difícil, dura e exigente.
Pois o caminho de volta à vida pede a renúncia a crenças familiares muito enraizadas-crenças muito excluidoras -, pede para superar o sentimento de culpa de deixar de ser fiel a várias gerações.
Quanto à pessoa manifesta a sua adesão à vida como ela é: o seu assentimento à sua mãe, assentimento a sua doença, à sua carga; quando toma o seu lugar de filho e só de filho, quando decide enfrentar os seus conflitos, o câncer se aposenta.

HELLINGER
De início, quero dizer algo sobre a dinâmica familiar numa doença grave. É preciso observar que uma doença se origina em diversos níveis, e deve ser considerada tanto pelo lado físico quanto pelo lado da dinâmica interior da alma e do ambiente do enfermo.

Se olhamos principalmente para o ambiente, o ambiente familiar, observamos que a criança se liga à sua família com um amor muito profundo, com um amor arcaico. Esse amor é tão grande que a leva a querer partilhar o destino de seus pais e irmãos, simplesmente pela vontade de pertencer à família. Assim, acontece de alguém ficar doente para seguir uma pessoa que adoeceu antes, para partilhar o seu destino. A doença surge nesse caso como uma consequência dessa ligação.

Esse amor do vínculo familiar é cego na criança, pois ela não vê a outra pessoa, seja o pai ou a mãe. Ela não percebe que o pai, a mãe, os irmãos ou antepassados são pessoas que também amam, que a amam da mesma maneira que são amadas por ela.

Quando a criança percebe o amor que a leva a seguir, na morte ou na doença, sua mãe que morreu prematuramente, e diz à mãe: “Eu também quero morrer”, ela está exprimindo claramente o que sucede com a doença grave. Se, porém, ela encarar a mãe ao dizer isso, já não poderá dizê-lo, porque percebe que a mãe também a ama e que, para amar realmente a mãe, ela deveria dizer: “Mamãe, para alegrá-la continuarei viva”. Pois esse amor seria maior do que o amor que deseja seguir a mãe em seu destino.

É isso o que fazemos aqui. Trazemos à luz o amor escondido que faz adoecer, e levamos o doente a encarar a pessoa que ele deseja seguir. Então, quando o amor cego que faz adoecer vem à tona, ele se transforma numa força que ajuda a permanecer em vida. Quando abre os olhos, o mesmo amor que conduzia cegamente à morte passa a levar à cura. Esta é a dinâmica básica.

Fontes:
DESATANDO OS LAÇOS DO DESTINO – Bert Hellinger-Constelar a doença desde as compreensões de Bert Hellinger e Hamer – Brigitte Champetier de Ribes



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