Às vezes um carinho cai tão bem…

Me observando agora, neste instante, percebo como tenho uma eterna mania colocar de sentimento em tudo que escrevo. Não que isso seja de todo ruim, longe disso, mas é que nem sempre os sentimentos que me habitam são belos e frutíferos. Na maioria das vezes eles são confusos e cheios de espinhos; ainda desconheço lindas flores que não carregam seus espinhos.

 

Ultimamente não tenho recebido muito carinho; do mundo, das pessoas que me rodeiam, de mim para comigo mesmo. Estou me sentindo sozinho. Sozinho na multidão. Sozinho nos minutos antes de dormir. Sozinho em vidas que tinham tudo para se encontrar. Sozinho nos filmes que assisto e gostaria de dividir minhas opiniões loucas com alguém. Sozinho nas mensagens que envio e nem anseio mais respostas. Sozinho nos corações que me prometem sol, mas não me garantem um verão por inteiro.

Engraçado como digo ser refém da solidão, mas raramente dou continuidade a amores que não queiram construir uma história. Pessoas lindas, por dentro e por fora, me surgem a cada esquina, mas pessoas que queiram construir beleza, ah… essas são poucas. Vivo e durmo de peito aberto com a solidão, pois, assim decido todas as noites. Infelizmente, não sinto o mesmo prazer por beijos sem sobrenome, e de vazio já resta os cômodos do meu coração.

Em tempos em que se prega tanto um desapego heroico, e que pessoas vêm sofrendo e gastando energia em quedas de braço constantes contra qualquer manifestação que possa ser contrária às suas convicções, eu admito que sinto falta de um beijo carinhoso, de uma mão amiga, de conversas encharcadas de interesse nos pequenos detalhes da vida. Encontrar alguém que se interesse pelos nossos sonhos, pelas brincadeiras que fazemos ao acordar ou pela maneira que rimos dos nossos sofrimentos, hoje, se faz uma raridade.

Na minha saudade cabem lembranças que os lembrados talvez já tenham esquecido. Na verdade, todo os detalhes líricos da minha vida se desenham dessa forma: beijos cheios de saudades e saudades com tão poucos beijos. Agora, perto daquele abajur da sala da minha casa que sempre me faz refletir, me sinto para-raio das minhas saudades, tenho boas lembranças dos carinhos que nunca mais me fizeram. Sendo porto de toda vontade de viver um amor que, como se fosse fácil, só me fizesse bem, estou me sentindo muito sozinho. Triste, mas com sabor de vida real. Por opção própria, faço da solidão a minha companhia, pois, sendo calada, ela não me traz a alegria que me faz suspirar, mas também não me faz testar a profundidade do fundo do poço.

Sem saber o que nos resta de amanhã, os problemas me atropelam no hoje. Abreviando as minhas tristezas em sorrisos que distribuo durante o dia, finjo que estou bem, mas sei que, vivendo nessa constante solidão, cada dia me afundo mais em mim… E, como dizia Caetano: às vezes um carinho cai tão bem.

PS: Na verdade, o “tão” foi licença poética minha, lidou com tantos advérbios de intensidade em meu coração que mais um me pareceu harmonioso.

 

 

Frederico Elboni

 

 

fonte entendaoshomens

A natureza poética da vida – É hora de transformar.

A natureza poética da vida

Eu nasci e sempre quis saber porquê
procurei respostas, sentidos, me iludi, cansei…
me conformei.
E quando eu achei que não havia sentido
a vida me leva à metamorfose.
No casulo da minha alma
eu só tinha minhas questões sem resposta
e algumas dores… muitas dores.
Foi quando descobri
o sentido que eu tanto buscava:
estava dentro de mim
A vida é em mim
a potência que me faz evoluir
Quando eu estiver pronta
abrirei minhas asas e voarei rumo a serenidade
de ser quem eu nasci para ser
A terra é um grande casulo cheio de lagartas
em metamorfoses, prazer sou uma delas.
Si Caetano
alae

Desequilíbrios dos chacras e as disfunções orgânicas

Vem do Oriente a ideia, de especial valor, de que somos uma combinação das correntes de energia mental, emocional, psicológica e espiritual, que combinam para formar o corpo físico; e de que nossos corpos têm centros de energia chamados “chacras”.

Cada um dos sete centros principais, localizados em pontos sequenciais ao longo da espinha dorsal, é responsável pela manutenção da saúde dos órgãos específicos e de funções orgânicas.

 

 

A energia flui continuamente pelo nosso corpo, através do topo da cabeça e, à medida que ela viaja pela espinha abaixo, ela “alimenta” cada um dos centros dos chacras. O mecanismo físico da respiração é a contrapartida dessa “respiração não física”, chamada de “prana” e que significa “força da vida” nas tradições orientais.

O fluxo dessas correntes de energia é regulado em nosso corpo por nossas crenças e atitudes, as quais criam todos os nossos padrões de medo, nosso conceito de realidade, nossa compreensão de Deus e do Universo, nossas memórias, e toda a informação que guardamos em nosso cérebro pelas experiências que tivemos e pelos nossos variados tipos de educação e de formação.

Cada chacra é como uma conta bancária que requer investimentos constantes. Investimentos são feitos na forma de gotas de sabedoria. “Gotas de sabedoria” representam o aprendizado adquirido nas experiências de vida da pessoa.

Os padrões específicos de medo e insegurança que correspondem ao primeiro chacra do corpo humano se relacionam à questão da segurança física. Os mais comuns são os seguintes:

Chacra Básico:

  • Medo de não ser capaz de suprir as necessidades da vida para si mesmo e para sua família.
  • Sentimento de que o mundo externo é um local ameaçador e que você é incapaz de se sustentar por si mesmo ou de se proteger. (Não se trata apenas de proteção física; isso inclui o medo e a vulnerabilidade que acompanham violações  dos direitos humanos ou a realidade de se encontrar numa situação sem direitos legais, quaisquer  que sejam eles.)
  • A insegurança gerada pela sensação de que nenhum lugar é a “sua casa”de que você não “pertence” a lugar nenhum.
  • O medo que se origina do fato de não ser capaz de acreditar que você pode atingir suas metas.
  • A sensação de que você só tem a você mesmo, sem o apoio de ninguém e completamente sozinho neste mundo.

Lembrem-se: O fato essencial do desenvolvimento da doença é a intensidade do medo. Embora muitas pessoas tenham em comum algumas variações desses medos, um indivíduo se torna fisicamente vulnerável quando qualquer um dos medos exerce controle sobre sua saúde emocional e psicológica.

Algumas das disfunções mais comuns, que podem ser criadas como resultado desses padrões de medo é dor crônica nas costas (lombar), ciática, veias varicosas, problemas no reto, tumores e câncer localizados nessas áreas do corpo.

Os padrões de medo e insegurança relativos ao Segundo Chacra:

  • A sensação de que você não tem poder sobre o que acontece com você sexualmente. Isso inclui experiências de abuso sexual, assim como relacionamentos especialmente manipulativos e controladores.
  • Sentir-se inadequado sexualmente ou ter aversão pela atividade sexual. Isso inclui a tensão que acompanha sentimentos de ressentimento com relação ao poder do seu parceiro ou do sexo oposto em geral, assim como sentimentos de aversão ou de culpa relativos à sua própria sexualidade ou às suas preferências sexuais.
  • Medo do parto ou sentimentos de culpa com relação à maneira de criar seu filho ou filhos.
  • Desvalorização de si mesmo como resultado de pouco ou mínimo poder econômico. Isso inclui ressentimento com relação ao fato de ser controlado financeiramente por outros.
  • Ressentimento resultante do fato de ser manipulado por outras pessoas. Isso inclui a sensação de ser vitimizado por circunstâncias particulares tais como, raça, cor ou sexo.
  • Sentir-se tão desprotegido que precisa manipular outras pessoas para manter controle sobre a sua própria vida.
  • Praticar qualquer nível de desonestidade em seus negócios ou em seus relacionamentos sexuais ou interpessoais.
  • Medo de nunca ter o suficiente, que inclui medo da pobreza.

Algumas das disfunções mais comuns resultantes dessas tensões em particular são para as mulheres – todas as disfunções femininas tais como problemas menstruais, infertilidade, infecções vaginais, cistos nos ovários, endometriose, tumores ou câncer nos órgãos femininos.

Para os homens – impotência e problemas na próstata, incluindo câncer (essas disfunções estão associadas à perda de poder econômico ou político, principalmente). Tanto para os homens quanto para as mulheres, disfunções comuns incluem dor pélvica e nas costas (lombar), herpes e todas as outras doenças sexuais, problemas de deslocamento de disco, todos os problemas sexuais e problemas urinários e na bexiga.

Os padrões de medo e insegurança que estão relacionados ao Terceiro Chacra:

Também conhecido como Plexo Solar, é uma região do corpo particularmente sensível. Na linguagem energética, é a principal área “receptora” das primeiras impressões que a pessoa tem em qualquer situação em que ela se encontre , incluindo as primeiras impressões sobre as pessoas.

  • Medo de intimidação, que impede a pessoa de estabelecer relacionamentos ou situações baseadas em igualdade.
  • Medo de assumir a responsabilidade por si mesmo, por suas necessidades, por seus compromissos, por suas finanças e por seus pensamentos, atitudes e ações pessoais.
  • Ressentimento por ter que assumir responsabilidade por outra pessoa que não tem condições emocionais ou se recusa a assumir responsabilidade por si mesmo. O ressentimento aumenta quando a pessoa também se sente incapaz de desafiar o parceiro irresponsável e, assim, permanece numa situação insustentável por achar melhor não desafiá-la.
  • Medo pelo fato de acreditar que não é capaz de lidar com o processo de tomada de decisões na própria vida.
  • Raiva por ter seu poder de escolha desrespeitado, limitado forçosamente ou  invalidado pelos outros.
  • Raiva diante da sensação de abandono ou de negligência. Isso freqüentemente ocorre em pessoas que desenvolvem o padrão de se dedicar constantemente aos outros, enquanto nega suas próprias necessidades, pelo medo de não ser amada.
  • Medo de ser criticado ou necessidade de criticar os outros para se sentir mais forte.
  • Raiva e frustração por ser incapaz de se libertar do controle da expectativa dos outros.
  • O padrão de descontar a raiva em “vítimas indefesas” por não ter  suficiente coragem para desafiar a origem da própria raiva.
  • Medo do fracasso.

Obs: a saúde não pode ser mantida quando a pessoa está consumida pelo ódio por si mesma. De fato, nada positivo pode ser criado na vida de uma pessoa quando, internamente, ela se envergonha de seu comportamento na vida.

As disfunções mais comuns criadas pela energia desses padrões negativos específicos são artrite, úlceras, e todos os problemas relacionados com o estômago; problemas intestinais e no cólon incluindo câncer, pancreatite, diabetes e câncer no pâncreas; problemas de rins (também relacionado com o segundo chacra); problemas de fígado, incluindo hepatite; problemas de vesícula; disfunções nas glândulas supra-renais; indigestão crônica ou aguda; anorexia e bulimia; náuseas e gripe.

Os padrões de medo e insegurança que estão associados ao Quarto Chacra:

Este é o chacra central do corpo e o amor é o centro de nossa vida. Uma pessoa pode enfrentar qualquer crise ou tensão se ela tem um sistema de apoio amoroso e forte.

A ausência de uma base de amor sólida cria uma situação interna na qual padrões específicos de medo, de raiva e de ressentimento podem se desenvolver no lugar do amor.

Sem amor é fácil ter medo da vida.

  • Medo de não ser amado ou a crença de que você não merece ser amado.
  • Assumir a culpa por participar de atos de rejeição ou de abandono emocional.
  • Ressentimento por ver outras pessoas recebendo mais amor e atenção do que você.
  • Medo de demonstrar ou compartilhar afeição.
  • Desenvolver sentimentos de culpa por demonstrar raiva, hostilidade ou criticismo como substitutos do amor.
  • Sentir-se emocionalmente paralisado ao passar solidão excessiva.
  • Envenenar-se emocionalmente  por acolher muitos sentimentos negativos e julgamentos com relação aos outros ou a outras formas de vida.
  • Envenenar-se emocionalmente apegando-se a velhas feridas e a ressentimentos antigos.
  • Desenvolver medos emocionais e amargura por acreditar que você não pode perdoar ou por se recusar a perdoar.
  • Criar continuamente relacionamentos que não são gratificantes ou são abusivos.
  • Culpa pela sensação de fracasso em satisfazer seu lado emocional.
  • Fazer algo ou estar com alguém quando o seu “coração não está presente”.
  • Muita mágoa e tristeza que resultam literalmente num “coração partido”.

Esses traumas e sofrimentos criam uma “congestão emocional”   e o corpo físico também reage a essas tensões.

As doenças físicas mais comuns são problemas no coração incluindo ataques cardíacos; dilatação cardíaca; artérias bloqueadas e colapso cardíaco congestivo; asma; alergias; problemas de pulmão; incluindo câncer; problemas nos brônquios; pneumonia; problemas de circulação e todos os problemas na parte superior da coluna e nos ombros.

 

 

O Quinto Chacra

O Quinto Chacra se localiza na garganta. A energia desse centro flui inicialmente pela tireóide, pela traquéia, pelo esôfago, pelas vértebras do pescoço, pela garganta e pela boca incluindo dentes, as gengivas e a região maxilar.

Corresponde ao desenvolvimento da expressão pessoal e, principalmente, do uso  da força de vontade do indivíduo.

A auto-expressão e a criatividade são cruciais para a saúde – e não apenas para a saúde física. A criação de uma vida saudável, assim como de um corpo saudável requer da pessoa o domínio sobre a sua vida. Isso inclui ter a capacidade de expressar suas próprias necessidades.

Os padrões de medo relativos ao Quinto Chacra:

  • Medo da asserção de seus próprios desejos e direitos – esse medo freqüentemente faz com que a pessoa permita que os outros a vitimizem devido à sua incapacidade de se comunicar de maneira firme em seu próprio benefício.
  • Medo de expressar suas necessidades emocionais, seus sentimentos e suas opiniões. Esse medo bloqueia quase totalmente qualquer nível  de criatividade.
  • Tornar-se desonesto ou mentiroso como forma de encobrir sentimentos ou negar responsabilidade sobre suas ações.
  • Usar sua vontade para controlar ou influenciar a vida de outras pessoas em proveito próprio.
  • Arrependimento e raiva dirigida contra si mesmo que vem da incapacidade de dizer “sinto muito”, “eu te amo”  ou “eu te perdôo”.
  • Incapacidade de expressar mágoa, tristeza e pesar. Isso inclui a incapacidade de chorar.
  • Acumular arrependimentos por não ser capaz de falar por si mesmo quando surgem oportunidades em sua vida.
  • Permitir que sua força de vontade não se desenvolva, pois espera que alguém tome as decisões por você.
  • Exagerar e enfeitar a verdade, um mau uso do quinto chacra. Isso inclui o hábito de fofoca.

Padrões negativos: garganta irritada e dor de garganta crônica, incluindo câncer na garganta e na boca. Problemas nas gengivas, nos dentes e desalinhamento do maxilar (chamado Síndrome da Articulação Temporomandibular); escoliose (espinha dorsal curva); torcicolo; laringite; amigdalite; dores de cabeça tensionais na base do pescoço; glândulas e tireóide intumescidas.

Também numa categoria própria estão os vícios: álcool; cigarros; açúcar; comida e qualquer outra forma de vício que indique uma incapacidade de controlar sua própria força de vontade e de desafiar os medos ou limitações presentes em sua vida.

O Sexto Chacra

Localiza-se entre as sobrancelhas. Também é denominado “o terceiro olho” ou o “olho da sabedoria”, já que é reconhecido como a porta de entrada da sabedoria mais elevada e da intuição. O cérebro, os ouvidos, o nariz, as glândulas pineal e pituitária são as regiões físicas do corpo que são alimentadas pela energia deste chacra. Essa energia ajuda na aprendizagem e no desenvolvimento da inteligência e da capacidade de raciocínio.

O desenvolvimento espiritual é o processo de dar atenção às capacidades e às qualidades mais profundas da natureza humana e trabalhar para aperfeiçoá-las. A disciplina do desapego, por exemplo, é a prática de se desenvolver tamanha força pessoal que se é capaz de interagir em qualquer situação da vida, contribuindo no mais alto grau de visão e de sabedoria, sem necessidade de controlar o desenrolar dos acontecimentos.

É reconhecido como o ponto de entrada da intuição e da sabedoria O processo de desenvolvimento para se atingir a expressão espiritual requer da pessoa o aprendizado da linguagem da consciência: introspecção, auto-análise e responsabilidade pessoal. Esses são os instrumentos que então servem ao indivíduo quando ele procura uma disciplina espiritual pessoal, tal como a meditação ou a oração.

A ausência dessas capacidades permite que o medo reine no seu mais alto grau dentro da consciência da pessoa.

 

 

Um extraordinário número de medos e de padrões de comportamento negativos são capazes de contaminar a energia do sexto chacra. Citamos alguns:

  • Medo de olhar para dentro de si mesmo, ou medo da auto-análise e da introspecção.
  • Medo de suas próprias habilidades intuitivas, que dá origem a bloqueios à sensibilidade interior.
  • O uso inadequado do poder intelectual, como a participação na criação de algo prejudicial à vida ou em atos deliberados de fraude.
  • Usar a capacidade de raciocínio contra si mesmo, como ao desenvolver mecanismos de negação psicológicos ou emocionais. Essa é a prática de negação da verdade, que resulta na incapacidade de discernir com clareza sua própria realidade.
  • Medo que resulta da crença de que você é intelectualmente inadequado.
  • Ciúme e insegurança com relação à capacidade criativa de outra pessoa.
  • Medo de ser influenciado pelo valor das ideias de outras pessoas.
  • Má vontade ou recusa em aprender com as experiências da vida. Isso freqüentemente leva a culpar constantemente outras pessoas por tudo que acontece de errado em sua própria vida, e a um padrão infindável de repetição das mesmas situações de aprendizado difíceis e dolorosas.
  • Comportamento paranóico, ansiedade devido à sensação de não conhecer a si mesmo.

Algumas das disfunções: tumores cerebrais, hemorragias cerebrais e coágulos de sangue no cérebro; problemas neurológicos; cegueira; surdez; problemas em toda a espinha dorsal; enxaqueca ou dores de cabeça devidas à tensão; ansiedade ou nervosismo, incluindo o colapso nervoso; coma; depressão; esquizofrenia; ataques epilépticos e outras formas de disfunções emocional-mentais, e dificuldade no aprendizado.

O Sétimo Chacra

Localiza-se no topo da cabeça (coroa). As partes físicas que correspondem à energia desse centro são os principais sistemas do corpo: sistema nervoso, sistema muscular, esqueleto e pele.

Na linguagem energética, o sétimo chacra é o ponto de entrada da força da vida humana propriamente dita – uma corrente de energia invisível que jorra ininterruptamente no sistema energético humano, nutrindo cada parte do corpo, da mente e do espírito.

Atitudes são ímãs. Atraímos pessoas, oportunidades e acontecimentos da mesma qualidade de nossas atitudes mais fortes e dominadoras.

E, o que é mais importante ainda, nossas atitudes são regidas pela Lei  Universal da Atração – igual atrai igual.

Nós criamos a nossa realidade. Os instrumentos usados no processo de criação são todos invisíveis. Eles são as nossas atitudes, crenças, valores, ética e energias emocionais. Atitudes negativas diminuem a força vital. A negatividade nessa escala é como represar um rio, é desconsiderar continuamente o valor e o propósito da vida. A força vital se enfraquece de maneira gradual, mas contínua. O corpo, a mente e o espírito começam a sofrer de “desnutrição energética”. Se essa espiral descendente continuar irrefreada, o espírito experimenta falta completa de energia, acaba se tornando impossível reabastecer o espírito.

Você tem que se conhecer para fazer escolhas que não coloquem seu eu interior em crise.

Medos ou padrões comportamentais que interferem na saúde do Sétimo chacra.

Esse chacra se relaciona com assuntos que envolvem a vida da pessoa como um todo, os padrões  de negatividade são da mesma dimensão.

  • Crise ao compreender que está vivendo uma vida sem sentido.
  • Crises espirituais como a falta de fé.
  • Crise que acompanha a incapacidade de confiar nos processos de vida naturais e solidários.
  • Falta de coragem e de fé em si mesmo.
  • Viver de acordo com a energia de atitudes negativas, que impedem o indivíduo de ver oportunidades de mudança.
  • Medo do próprio desenvolvimento – isso inclui o medo de conhecer a si mesmo.
  • Os padrões comportamentais negativos que resultam de uma incapacidade de pensar e de raciocinar além dos limites de suas próprias necessidades.
  • Os padrões comportamentais negativos que resultam de uma má vontade de crescer e de mudar para se ajustar aos desafios da vida.
  • A incapacidade de ter uma visão mais ampla do processo em curso na sua própria vida.

Os tipos de doenças que podem resultar  desses padrões de negatividade são: disfunções do sistema nervoso, paralisia, problemas genéticos, problemas ósseos incluindo câncer nos ossos e doenças degenerativas tipo esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica (ELA).

 

Preocupamo-nos bastante com nossa higiene física mas muitas vezes esquecemos da importância da higiene como um Todo. Somos compostos por diversos corpos: físico, mental, emocional, espiritual –  e todos eles merecem nossa atenção.

 

 

 

 

Fonte:  triangulodafraternidade

MÉDICOS E HOSPITAIS COMEÇAM A ADOTAR A ESPIRITUALIDADE

Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade.
O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma – mas com repercussões benéficas para o corpo. No Brasil, a nova postura faz parte do cotidiano de instituições do porte do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, da Rede Sarah Kubitschek e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, três referências nacionais na área de reabilitação física. Nos Estados Unidos, o conceito integra a filosofia de trabalho, entre outros centros, do Instituto Nacional do Câncer, um dos mais importantes pólos de pesquisa sobre a enfermidade do planeta, e da renomada Clínica Mayo, conhecida por estudos de grande repercussão e tratamentos de primeira linha.

A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.

Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. “Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo”, explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa. Na última edição do Annals of Family Medicine – publicação de várias sociedades científicas voltadas ao estudo de medicina da família – há outra mostra do que vem sendo obtido. Uma pesquisa divulgada na revista revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física. Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões.

A partir de informações como essas, os cientistas resolveram identificar o que levava a esse impacto. Chegaram basicamente a duas razões. Uma é de natureza comportamental. Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. “Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa”, explica a clínica geral carioca Cláudia Coutinho.

A outra explicação tem fundamento biológico. Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem. “Se o paciente é otimista, encara um problema de saúde como um desafio a ser vencido. Nesse caso, as alterações ocorridas no corpo poderão ser usadas a seu favor”, explica o pesquisador Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. O bom humor, por exemplo, é capaz de promover o aumento da produção de hormônios que fortalecem o sistema de defesa, fundamental quando o corpo precisa lutar contra inimigos. Além disso, o riso provoca relaxamento de vários grupos musculares, melhora as funções cardíacas e respiratórias e aumenta a oxigenação dos tecidos.

É esse arcabouço de informações que permite hoje o uso, na prática, da espiritualidade, do otimismo, da esperança e do bom humor como recursos terapêuticos dentro da medicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores da Universidade do Alabama preparam-se para começar a aplicar um tratamento batizado de “terapia da esperança”. O sistema consiste em ajudar os pacientes a construir e a manter a esperança diante da doença. “O primeiro passo é auxiliá-los a encontrar um objetivo importante que dê sentido a suas vidas. Depois, aumentar a motivação para alcançá-lo e orientá-los sobre os caminhos a serem seguidos”, explicou à ISTOÉ Jennifer Cheavens, da Universidade de Ohio e participante do grupo que desenvolveu a novidade.

Desde que recebeu o diagnóstico de câncer no intestino, no ano passado, a consultora de marketing carioca decidiu que manter o bom humor seria sua grande arma. “Claro que em alguns momentos eu fiquei triste. Mas resolvi que não me deixaria abater e que continuaria a rir muito”, lembra ela, autora do livro Câncer: sentença ou renovação?

Essa construção é feita com base em técnicas usadas na terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é treinar o indivíduo a pensar e a agir de forma diferente para conseguir lidar de modo mais eficiente diante de condições adversas. O treinamento é feito com duas sessões semanais realizadas durante dois meses. A terapia será usada em portadores de deficiências visuais e nas pessoas responsáveis por seus cuidados. “Acreditamos que ela ajudará muito na redução da depressão e de outros problemas associados à perda da visão. Os pacientes ficarão mais motivados a lutar contra as dificuldades e a participar dos trabalhos de reabilitação”, explicou à ISTOÉ Laura Dreer, professora do departamento de oftalmologia da Universidade do Alabama, nos EUA.

No Brasil, a inclusão da ferramenta na prática médica está mudando a rotina dos hospitais. No Instituto de Ortopedia, no Rio de Janeiro, por exemplo, o trabalho médico é acompanhado pelo suporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer uma atitude mais positiva. O trabalho, claro, não é simples. Os pacientes costumam ser vítimas de traumas medulares ocorridos em situações como acidentes ou quedas. De uma hora para outra, têm a vida totalmente limitada. “Por isso, precisamos ajudá-los a enfrentar a nova situação. Eles têm de passar por uma reabilitação física e emocional”, explica a psicóloga Fátima Alves, responsável pelo grupo. E quem faz isso usando o otimismo e a esperança como armas sai ganhando. “Mostramos principalmente aos mais descrentes que a postura positiva no enfrentamento da doença é um remédio”, afirma Tito Rocha, coordenador da unidade hospitalar do instituto. Em breve, eles abrirão um grupo para incentivar o cultivo da espiritualidade pelos doentes.

Talvez o símbolo mais emblemático do fim do preconceito da medicina ocidental contra questões relativas à emoções e espiritualidade seja o que está acontecendo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mais tradicional do País. A instituição sediou um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso foi ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, houve um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. “Discutimos como isso deve ser aplicado na prática”, diz o médico, que tem dado palestras pelas escolas de medicina do País inteiro.

Nos Estados Unidos, também há um esforço para treinar os profissionais de saúde. Só para se ter uma idéia, o Instituto Nacional de Câncer americano criou uma espécie de guia para orientar médicos, enfermeiros e psicólogos sobre como usar a espiritualidade do paciente a seu favor. Todo esse interesse é o sinal mais patente de que a revolução vai durar. Por isso, ninguém deve se surpreender se quando chegar ao consultório médico for indagado sobre suas condições de saúde, obviamente, mas também sobre sua relação com a espiritualidade ou disposição de esperança.

“Questões como essas devem começar a ser cada vez mais levantadas”, defende Brick Johnstone, professor de psicologia médica da Universidade Missouri-Columbia, nos EUA.

FONTE: REVISTA ISTO É – EDIÇÃO 2025
ADRIANA PRADO /GREICE RODRIGUES E CILENE PEREIRA

“A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

 

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

 

 

 

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.”

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras na Revista Época.)

 

 

fonte PortaRaizes

13 hábitos comuns de pessoas com espiritualidade elevada

É preciso muita coragem para ser você mesmo num mundo rodeado de pessoas que estão constantemente tentando fazer você ser outra pessoa. Nessa zona da coragem é reconfortante saber que existem milhares de pessoas altamente espiritualizadas com hábitos similares ao seu. Não tenha medo de quebrar paradigmas e padrões conservadores, pois são estas mesmas mudanças que trarão as respostas que tanto procura, para que um dia enfim, seja um espírito livre. Quando isso acontecer, você servirá de inspiração para que outros consigam também se libertar. Você é luz.

Com uma mentalidade mais evoluída, tendemos a fazer as coisas de forma diferente do mundo conservador. As atitudes acabam refletindo desse novo nível de consciência, e pessoas com mesmo pensamento adotando hábitos e comportamentos comuns. Veja quais são eles.

 

1. Praticam meditação ou yoga

Um dos aspectos mais importantes para o caminho espiritual é ter uma profunda ligação com o universo. O uso da meditação ou yoga reforça o sentimento de unidade com o universo, consequentemente abre os chacras para receber energia do próprio ambiente. Alguns usam simplesmente para separar seus pensamentos e emoções.

Não é raro vê-los sentados em situações de solitude meditando ou trabalhando o corpo  e a mente  com yoga. Pessoas conservadoras julgarão ser estranho, por ser algo que elas desconhecem e que vai além dos seus hábitos cotidianos. Além disso, não possuem uma expansão completa da sua consciência, ainda. Cada um tem seu próprio tempo. Abaixo vemos um exemplo acroyoga, que é praticada em união com outra pessoa, onde ambas trabalham em cooperação para buscar o equilíbrio.

Marcelo Panetone praticando Acroyoga na Pedra da Gávea
Marcelo Panetone praticando Acroyoga na Pedra da Gávea

 

2. Fazem dietas orgânicas, livres de glúten ou vegetarianas

O corpo físico é o instrumento de trabalho para o Espírito. É natural que no crescimento espiritual, tenhamos uma consciência maior daquilo que colocamos para dentro dele, sabendo identificar o que nos faz bem e o que nos faz mal. O autoconhecimento nos leva automaticamente a esse aprendizado.

 

3. Reduzem, reutilizam e reciclam

Outro hábito de pessoas espiritualmente conscientes é que elas gostam de utilizar ou reutilizar materiais não poluentes, preservando o planeta Terra. Comprar é uma palavra pouco utilizada para eles. Usam menos sacolas plásticas, reciclam com mais freqüência, usam produtos de limpeza naturais. “Biodegradável” é um termo que eles estão mais propensos e familiarizados. A tendência mundial será conscientizar absolutamente todos na Terra para essa direção. O nosso mundo não mais suportará o nível de consumo atual.

 

4. Praticam gratidão

Praticar gratidão frequentemente é algo que decorre de uma conexão aberta com o Universo. Ser grato para a vida em uma base diária é algo que nunca desliza da mente de quem está centrado espiritualmente. Agradecendo a lua, o sol, a comida que você está prestes a comer. As coisas mais simples. Acordar de manhã e dar um longo abraço em alguém ou simplesmente agradecer por esta pessoa existir. Atos de gratidão ampliam a conectividade com o mundo.

 

5. Possuem cristais e pedras preciosas

Não é incomum que as pessoas espiritualmente orientadas possam ser vistas com pedras preciosas, como o quartzo claro, cristais ou ametista. Os cristais são profundamente energéticos com uma influência de limpeza na aura. A energia de um cristal contém o poder natural de cura.

 

6. Mantém atitude positiva

Assim como todo humano, estes indivíduos têm seus dias ruins, mas de um modo geral, eles são muito mais propensos a espalhar o amor, e não o medo. Eles não ignoram o negativo, eles apenas optam por não mais morar lá. Eles tendem a evitar o drama e luta, tanto quanto possível. É por isso que quando as pessoas começam a despertar, percebem que não têm mais nada em comum com alguns amigos, que ainda não se desenvolveram. Cada um tem seu tempo.

 

7. Estão menos propensas a assistir televisão

As pessoas espiritualmente conscientes sentem que assistir à televisão é um grande desperdício de tempo. O tempo é precioso e elas preferem passar a vida em contato com o universo. Preferem viver de verdade do que assistir. Entre outras atividades estão: ler, viajar para novos lugares, conhecer novas pessoas que estejam no mesmo nível espiritual, pesquisar conteúdos, construir, criar, entre outros. As pessoas que estão acordadas percebem que a mídia nada mais é do que uma máquina de controle populacional, onde ditam comportamento, medo, regras, pensamento e consumismo.

 

Autor: Arcadio caglecartoons.com
Autor: Arcadio caglecartoons.com

 

8. Eles preferem cooperação sobre a competição

O modelo de mundo corporativo atual é altamente individualizado e competitivo. Todos trabalham para si e competem entre si. Quando o ego é menos prioritário, competir uns com os outros realmente não parece fazer muito sentido.

As pessoas com nível de espiritualidade elevado buscam transformar o mundo ao seu redor para que possam vivenciar a cooperação e coletivismo. Mesmo dentro dessas empresas conservadoras, buscam proximidade com pessoas que detém o mesmo pensamento, para que possam harmonizar energeticamente o ambiente de trabalho.

 

9. Evitam boates e bares

Enquanto algumas pessoas passam toda a semana ansiosos para sexta e sábado à noite para ficarem bêbados em festas ou bares, outras tendem a buscar outros caminhos. Isso não quer dizer que elas não frequentem esses lugares, apenas mostra que não é uma rotina.

 

10. Usam substâncias psicoativas ocasionalmente para expansão da consciência

Ayahuasca, cannabis, cogumelos, substâncias sintéticas entre outras plantas medicinais, ocasionalmente são utilizadas com total segurança, com a finalidade de expandir as consciência. É muito diferente do uso de drogas, onde você ao invés de perceber seus sentidos expandidos, inconscientemente perde o controle do seu corpo e mente, que estão dopados. É importante ressaltar que nem todos sabem seu limite e nem tem o controle do que estão fazendo. Portanto, aqueles que ainda não se conhecem, não podem e nem devem utilizar.

 

11. Incentivam outras pessoas

Enquanto muitos inconscientemente criticam sonhos e planos compartilhados, dentre elas parentes e amigos, outras pessoas com a consciência elevada tendem a incentivar ao máximo aqueles que tem novas ideias. Pessoas assim são raras de encontrar. Saiba que quando você incentiva alguém, a sua própria estrela brilha mais e mais.

 

12. São influenciadoras de pessoas e ambientes

Essas pessoas sabem elevar a energia de ambientes e pessoas como ninguém. Dificilmente perdem o controle de situações, mas não quer dizer que não aconteça. São simples as atitudes como saber ouvir, elogiar, se desculpar ou até mesmo mudar uma situação com um sorriso.

 

13. Valorizam a simplicidade

 

Autor: Diego Marques
Diego Marques, cachoeira sete quedas, Sana

 

Perceberam que a riqueza da vida encontra-se nas coisas mais simples, como por exemplo: o som da chuva caindo, o cheiro da grama molhada, o vento e a mudança de temperatura após a entrada de uma frente fria, o sabor de uma comida energizada, um abraço, a energia do sol, o canto dos pássaros, o silêncio…

 


 

 

E você, se identificou com algum desses hábitos? Esses dez itens mostram que talvez você não esteja sozinho em sua jornada. Enquanto algumas pessoas que cresceram com você te chamam de estranho, outras milhares de pessoas que você ainda não conhece, compartilham experiências similares. Você faz parte de uma comunidade enorme, mas talvez ainda não tenha encontrado o seu lugar. Tudo tem seu tempo.

Alguns destes hábitos podem ser motivo de ridicularização pela população em geral, mas não seja alvo da opinião de ninguém. Deixe o seu espírito guiá-lo sem qualquer interferência externa, apenas sorria e deixe todos esses pensamentos que depositaram em você irem embora. Saiba que ninguém, absolutamente ninguém vive a sua vida, apenas você, que é seu próprio guia. Só você habita aí dentro. Busque sua essência, sua comunidade, encontre-se. Você não está sozinho.

 

Fonte: Spirit Science, Steven Bancarz

 

Fonte pranazen

FOTÓGRAFA RETRATA MOVIMENTOS DA YOGA INSPIRADOS EM ANIMAIS DE UMA MANEIRA SUPER ORIGINAL

A inspiração nos movimentos dos animais, traz a yoga a capacidade de relaxar na pratica da meditação. Dessa forma, conduz ao alivio de stress e favorece a concentração.

Pensando no movimento corporal de vários bichos, a fotógrafa Moriya Neva de Tel Aviv, Israel, registrou uma série de Yoga que tem como base o comportamento desses animais.