como está a saúde do filho

Você sabe o que é alienação parental, você sabia que ela começa muito antes da separação?

É a manipulação psicológica em uma criança em mostrar medo, desrespeito ou hostilidade injustificados em relação ao pai/mãe ou outros membros da família do parceiro.

Em poucas palavras, é colocar a criança contra qualquer pessoa do grupo familiar do seu companheiro(a) ou ex-companheiro(a), prejudicando o seu vínculo afetivo, para que a criança fique apenas a seu favor.

Nessa situação a criança é obrigada a tomar partido, tirando a sua posição de filho, forçando a julgar um dos pais. Quando isso acontece, você está dizendo a criança que não gosta de 50% dela, – pois ela é o resultado da união do casal.

“O homem dever reconhecer que a família da mulher, apesar de diferente, tem o mesmo valor que a sua. E a mulher tem que reconhecer que a família do marido, embora seja diferente da sua, também tem o mesmo valor.”

Bert Hellinger -2016

Quando Bert diz a família do companheiro deve ser reconhecido, ele sugere que devemos reconhecê-los como família de nossos filhos. Olhar com respeito sem menosprezar diante a criança.

Em consequência a criança inconscientemente também passa a se rejeitar, não gostar parte de si, se rejeita da mesma forma que você rejeita o companheiro(a).

A alienação parental começa muito antes da separação, começa quando o relacionamento não vai bem e um dos pais já faz a manipulação do filho a  seu favor.

Um jogo grave e perigoso, onde as consequências maiores se projetam na saúde mental do seu filho. Podemos ter crianças com baixa de autoestima, depressivas, agressivas, com doenças físicas e muito mais.

Na gravidade da situação, uma criança é capaz de tentar salvar o casamento dos pais, desenvolvendo uma doença grave.

Deve estar se questionando, como é difícil não mostrar a insatisfação para o filho, principalmente em casos em relacionamentos abusivos com agressividade.

Sei o quanto é difícil, tente pelo menos não comentar na frente do filho, não jogar as frustações na criança, principalmente nas primeiras fases da vida, o que existe entre os adultos precisam ser resolvidos entre os adultos. Mantenha-o o mais parcial possível e procure ajuda terapêutica.

Para poder tomar decisões assertivas, cuidando também do seu emocional, ajudando a preservar a saúde emocional do seu filho. A separação muitas vezes é o melhor caminho, fazê-lo de forma saudável é a melhor solução para todos. Pois, todos estão adoecidos.

Selma Flavio – Psicoterapeuta/Constelação Familiar

“O pai está sempre presente na criança. Quando eu rejeito o pai, rejeito também a criança. A criança sente isso e fica dividida. Não pode ficar completa.”

Bert Hellinger no livro “A fonte não precisa perguntar pelo caminho”

Veja o vídeo e entenda


Para informações e agendamento

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Atenção
Atenção
Atenção
Atenção!

Continuar lendo como está a saúde do filho

CÂNCER- Vínculo e doença

Como todas as doenças, o câncer é um movimento do Espírito que é colocado em funcionamento quando alguém rejeitou a vida, para levar de volta a essa pessoa a vida.
Quando se trata de uma doença grave, a vida foi rejeitada repetidamente, após a recusa de enfrentar toda uma série de conflitos, e essa rejeição ocorreu em várias gerações seguidas.
Por isso, precisamente a doença se torna difícil, dura e exigente.
Pois o caminho de volta à vida pede a renúncia a crenças familiares muito enraizadas-crenças muito excluidoras -, pede para superar o sentimento de culpa de deixar de ser fiel a várias gerações.
Quanto à pessoa manifesta a sua adesão à vida como ela é: o seu assentimento à sua mãe, assentimento a sua doença, à sua carga; quando toma o seu lugar de filho e só de filho, quando decide enfrentar os seus conflitos, o câncer se aposenta.

HELLINGER
De início, quero dizer algo sobre a dinâmica familiar numa doença grave. É preciso observar que uma doença se origina em diversos níveis, e deve ser considerada tanto pelo lado físico quanto pelo lado da dinâmica interior da alma e do ambiente do enfermo.

Se olhamos principalmente para o ambiente, o ambiente familiar, observamos que a criança se liga à sua família com um amor muito profundo, com um amor arcaico. Esse amor é tão grande que a leva a querer partilhar o destino de seus pais e irmãos, simplesmente pela vontade de pertencer à família. Assim, acontece de alguém ficar doente para seguir uma pessoa que adoeceu antes, para partilhar o seu destino. A doença surge nesse caso como uma consequência dessa ligação.

Esse amor do vínculo familiar é cego na criança, pois ela não vê a outra pessoa, seja o pai ou a mãe. Ela não percebe que o pai, a mãe, os irmãos ou antepassados são pessoas que também amam, que a amam da mesma maneira que são amadas por ela.

Quando a criança percebe o amor que a leva a seguir, na morte ou na doença, sua mãe que morreu prematuramente, e diz à mãe: “Eu também quero morrer”, ela está exprimindo claramente o que sucede com a doença grave. Se, porém, ela encarar a mãe ao dizer isso, já não poderá dizê-lo, porque percebe que a mãe também a ama e que, para amar realmente a mãe, ela deveria dizer: “Mamãe, para alegrá-la continuarei viva”. Pois esse amor seria maior do que o amor que deseja seguir a mãe em seu destino.

É isso o que fazemos aqui. Trazemos à luz o amor escondido que faz adoecer, e levamos o doente a encarar a pessoa que ele deseja seguir. Então, quando o amor cego que faz adoecer vem à tona, ele se transforma numa força que ajuda a permanecer em vida. Quando abre os olhos, o mesmo amor que conduzia cegamente à morte passa a levar à cura. Esta é a dinâmica básica.

Fontes:
DESATANDO OS LAÇOS DO DESTINO – Bert Hellinger-Constelar a doença desde as compreensões de Bert Hellinger e Hamer – Brigitte Champetier de Ribes



Posts Recentes

Em cada descendente curado

Em cada descendente curado, todos os ancestrais são honrados. Cada ser que respira sobre a Terra só o faz porque aqueles que o antecederam fizeram o que foi necessário para que a vida passasse adiante. Cada pessoa que toma a força da vida e a leva mais além, fazendo valer o sacrifício dos que vieram antes, com respeito e gratidão, move-se para o êxito, em um fluxo de amor leve e cheio. Assim, através de sua alegria todos sorriem, em seu sucesso e destino mais amplo todos são louvados. Toda família é abençoada. Todo sistema é cheio de vida e amor. Cada geração grata recebe a herança que lhe é ofertada com mais leveza, para levar mais além todo o legado dos que vieram antes”

Bert Hellinger



Profunda reflexão de Bert Hellinger

Profunda reflexão de Bert Hellinger, o alemão que já foi padre, largou o celibato e tornou-se psicoterapeuta e escritor. Atualmente está com 93 anos. Ficou conhecido mundialmente pela criação do método “Constelação Familiar”


“A vida decepciona-o pra você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”.
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo.
A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.
A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então torna-se tudo.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e busca-los.
A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti”

Bert Hellinger


A constelação Terapêutica do Corona Vírus

A manifestação da doença e a sua busca de remissão nos indivíduos e nas sociedades.

A visão sistêmica traz três aspectos inovadores e essenciais para a compreensão da manifestação de doenças nas pessoas. Trata-se de compreender o seu pertencimento, a sua ordem de manifestação e o tipo de compensação que os organismos buscam para adquirir o seu equilíbrio vital através de um adoecimento. No caso de uma doença infectocontagiosa como o corona vírus, que altera a conduta de comportamentos não só dos indivíduos infectados, mas seu caráter contagioso assume proporções pandepidêmicas. Neste caso, é preciso compreender a manifestação desta doença não apenas no âmbito individual em uma família , mas precisamos compreender as questões sociais,  dos  grupos e de todo um país, dada as proporções em que se manifesta a doença.

Uma vez que sua contaminação atinge à todas as pessoas indistintamente, seu processo de contaminação tem relação com questões sistêmicas das políticas públicas e das questões da saúde social de todo o povo do país infectado. Neste sentido a ciência sistêmica pode trazer uma compreensão que nos dá perspectivas ampliadas, capaz de trazer novas compreensões para uma condução terapêutica eficaz.

As técnicas das constelações sistêmicas terapêuticas são capazes de contribuir com novas perspectivas para a vida saudável de todo um povo. Bert Hellinger observou que muitas doenças refletem mecanismos de compensações de comportamentos que estão buscando soluções ainda não encontradas em seus organismos anímicos. E, ao se manifestarem como doença orgânica permitem acesso aquilo que está ocultado e causando um desequilíbrio no indivíduo, na família e na sociedade,  como no caso do corona vírus. Vamos analisar cada uma das três classes de manifestações sistêmicas desta doença:

  1. A análise sistêmica da manifestação do princípio de pertencimento do corona vírus, pode ser compreendida pela sua taxonomia. Veja, o vírus pertence ao grupo de vírus de genoma de RNA simples de sentido positivo, pertence à subfamília taxonômica Orthocoronavirinae da família Coronaviridae, da ordem Nidovirales. E, pelo fato de não pertencer a nenhum reino, ele se utiliza da vida ou seja do reino de seu hospedeiro. Além de ser o único ser celular composto por um invólucro de proteína com DNA ou RNA. Desta forma, sistemicamente isto significa dizer que ele se instala como doença em conflitos relacionados a processos de interrupções da vida.
  2. Outro aspecto está relacionado à dinâmica do princípio de ordem o fato da doença estar numa classificação de carácter epidêmico, implica dizer que se trata de comportamento coletivo, como no caso de resolução de leis que são transmitidas a todos os que vivem num conflito semelhante. Como no caso da imposição de interrupções de gravidez e exclusão de meninas em muitos desses casos na China.

As pessoas ao longo da vida podem se infectar com processos viróticos comuns. No caso da corona vírus um estudo genético confirmou que o 2019-nCoV foi transmitido aos humanos por um animal silvestre desconhecido, infectado por morcegos. Este tipo de infecção não é um tipo de manifestação das chamadas doenças de desenvolvimento natural mas algo completamente fora das chamadas doenças de desenvolvimento.

  1. Na manifestação do princípio de equilíbrio que a doença busca uma compensação, atuação do corona vírus está relacionada à manifestação dos sintomas da febres, de disfunções respiratórias e de dores no sistema do metabolismo. Este quadro de manifestações são formas de compensações sistêmicas que se relacionam aos sintomas do medo, da vergonha e da culpa. Estes comportamentos, são reações relacionadas aos processos de interrupções da vida como pode acontecer em situações de interrupções da vida pelo aborto.

A Remissão da doença

Para se conseguir a remissão da doença será preciso encontrar uma forma para se lidar com o processo de  interrupção da vida em grande escala. O tempo não volta, mas é possível se dar lugar para todos aqueles que estão excluídos. Portanto a constelação tem como finalidade dar lugar a todos que foram excluídos da vida para que possam finalmente ocupar seu lugar de honra no sistema.

Experiências recentes de constelações realizadas* com grupos de familiares e parentes de pacientes do corona vírus, mostraram que, quando o Holograma da doença é colocado no campo, os representantes começam a circular cabisbaixos, manifestando falhas coletivas. O campo passa a ser  ocupado por representantes de fetos e mulheres grávidas mortas.

Então é trazido representantes terapeutas, que não são afetados e ficam de pé. Eles olham para os vivos e  buscam por aqueles que de alguma forma evitam olhar para os seus mortos. Aos poucos todos passam a se curvar perante a dor e o sofrimento. Só então, quando conseguem olhar e dar lugar a eles em seu coração, muda a dinâmica e os representantes da doença partem. Neste momento o vírus e outros representantes carregam consigo o medo, a vergonha e a culpa, dando lugar para a compaixão dos vivos que passam a ser guiados pelos representantes da vida. Neste momento é trazido para o campo palavras de ordem como: “Eu vejo a sua dor, vejo o seu medo da morte, vejo a vergonha do que aconteceu. A vida passa a buscar nas mães que antecederam, as forças para ver o insuportável. E aos poucos a vida vai abrindo espaço no interior do grupo e todos passam a ser incluídos no sistema. A partir de então, o vírus começa também olhar para a nova ordem e o  Holograma do Coronavírus pode se separar dos vivos e leva do campo a dor e o sofrimento. Então uma certa atmosfera de paz passa a predominar no campo

A sabedoria deste sofrimento pode ser tomada como aprendizado universal e humanitário, não apenas para a China. Mas disponibiliza um aprendizado para toda a dor e sofrimento que pode ser levado para além do campo e através de sistemas possam cobrir o mundo inteiro, estendendo ao cosmos e permitindo que cada um possa nesta remissão contribuir como membros partes de uma só humanidade.

Fonte de Brigitte Champetier de Ribes



E o amor?

Para quê serve um Relacionamento?

Uma das necessidades mais profundas dos seres humanos é a de pertencer, de estar em contato. de se sentir unido amorosamente a outras pessoas.

Quando crianças, experimentamos uma grande felicidade ao sentir que pertencemos a nossa família, não importa se a atmosfera é alegre ou tensa. Vivemos essa sensação de pertencimento como uma benção em nosso coração.

Depois crescemos e, como adultos, continuamos pertencendo a nossa família, mas já não experimentamos a doce sensação de pertencer aos nossos pais. Passamos a ter a necessidade de ter essa sensação de pertencimento com outras pessoas, especialmente com um(a) parceiro (a).

Ao nos comprometermos comum caminho de amor, como adultos, escolhendo um(a) companheiro(a), criamos o âmbito para um novo núcleo familiar, com filhos ou sem eles, e experimentamos de novo a sensação de pertencer a algo.

“ O relacionamento afetivo não é uma relação de ajuda, mas uma relação que ajuda. Ajuda o desenvolvimento pessoal, às vezes por meio da alegria, mas outras vezes por meio do sofrimento e do desânimo conscientemente aceitos. Provavelmente, nada ajuda mais o próprio crescimento que assumir de maneira consciente a dor e dar-lhe um espaço dentro de nós mesmos.”
Joan Garriga


Meu pai me magoou muito a vida toda. Eu tenho que incluir?

Meu pai me magoou muito a vida toda. Eu tenho que incluir? Ele errou feio comigo.

Comentários Possíveis:

1) A vida não é o que você deseja; 

2) Vamos separar didaticamente o que chamamos de “Pai” do que chamamos de “Homem”? Fazer isso terá grandes efeitos psíquicos.

Pai é uma função. Essa função começa a existir quando o espermatozoide dele encontrou o óvulo de sua mãe. Já o Homem (que você chama de pai), ele existia bem antes de você.

 Seu pai é perfeito.

Bert fala que nossos pais são perfeitos e muita gente chia com essa sentença. O que Hellinger quer dizer é que no momento da concepção (ovo + esperma) deu tudo certo. Então, nessa perspectiva biológica, animal, natural, sapiens, você precisa admitir que eles (mãe e pai) são perfeitos. Você é a prova viva e respirante disso.

 Agora vamos falar do homem.

Na “era pré-esperma” quando você nem existia ainda, esse homem (futuro-seu-pai) já estava por aí sendo ele. Esse homem (que você chama de pai) tem o sistema ancestral dele e, possivelmente, o pai dele (seu avô) e o pai do pai dele (seu bisavô) foram daquele tipo de homem que chamamos de “mais seco” ou “duro”. Eles foram homens conforme seu grupo, seu tempo e seu contexto.

• Compreender ajuda.

Você não precisa amar esse pai e nem esse homem, mas compreender esse contexto pode lhe ajudar a sair de onde você está.

• E onde você está?

Você está no plano das ideias e precisa ir pro plano das realidades. Você construiu um pai-ideal na sua mente e esse pai-idealizado não bate quase nada com o pai-real (aquele homem “duro” e “seco”).

O pai (do seu gabarito) não corresponde ao homem que já existia antes de você. E por conta disso, porque você criou um pai na sua cabeça, você se acha no direito de reclamar e ficar ressentido.

• Pai-ciência.

Já pensou passar a vida inteira brigando com o cachorrinho porque ele não é um bode, ou brigar com o cactus porque ele não é uma orquídea? Já pensou passar a vida toda lutando com o pai-real porque ele não é o pai-ideal. Pai-ciência!!!

• Desiludir é ver o realzão e suportá-lo.

Sabe do que você precisa? De desilusões, de muitas desilusões. Tirar os véus, os ideais, as querências. Rasgar os gabaritos, quebrar as suas réguas, esquecer das suas medidas e renunciar a ter razão, razão e mais razão.

Aquele homem não tem que mudar porque você nasceu e o chama de pai. Você não é tão especial e poderoso assim.

• Ele é quem ele dá conta de ser.

Deixa assim.

Eu sei que o seu pai-ideal é mais doce e colorido, contudo ele não existe (tipo papai noel, coelhinho da páscoa e companhia). A grama do vizinho é sempre mais verde, o pai do vizinho é sempre mais pai. Essa é, contudo, uma lógica perversa e disfuncional. Por esse caminho que você escolheu ir só há espinhos.

• O adulto inocente é um infeliz.

Num mundo lotado de parques temáticos e esvaziado de livrarias, é bem mais fácil escolher ser Peter Pan e acreditar no mito do pai- ideal.

Fazendo desse jeito ele (o papai) será sempre o culpado, não é verdade? E você será sempre o inocente, ferido e magoado.

• Os inocentes não progridem.

Quem se vê como vitima aponta o dedo e julga o outro com extrema facilidade. Pessoas assim precisam do algoz pra justificarem seus fracassos e sua vida meia-boca.

Bert Hellinger diz que o perfeito não cresce. Quem se entende perfeito, não tem mais motivos.

• Ema ema ema, cada um com seu Sistema.

Larga disso. Ele não tem culpa, ele tem ancestrais. Você não tem culpa, você tem ancestrais, seus avós não têm culpa, eles têm ancestrais. Todos temos nossas dinâmicas antigas. Intercorrências que nos influenciam.

Todos erramos, todos somos incompetentes em muitos níveis. É humilde pensar assim. Se por hora você não consegue amá-lo ao menos compreenda-o.
Isso pode ajudar você.

Texto de Isabela Couto
Psicanalista